Do ponto de vista técnico-legal, o vinho é a bebida resultante da fermentação alcoólica, total ou parcial de uvas frescas ou do seu sumo, segundo processos tecnológicos apropriados. Estreitamente ligadas aos vinhos estão as aguardentes de origem vínica, bebidas de mais elevada graduação alcoólica, provenientes, conforme os casos, da destilação dos vinhos ou dos bagaços da uva: como resultado dos diferentes processos tecnológicos empregados no seu fabrico. Os vinhos apresentam por vezes características profundamente diversas, pelo que se podem repartir por vários tipos ou classes. Dentro do mesmo tipo ou classe as características podem também variar, segundo as castas de uva empregadas e a natureza do clima e do solo em que se situem as vinhas. De entre os vários elementos que contribuem para a caracterização e identificação dos produtos vínicos tem lugar de destaque o conjunto misto de factores, naturais e humanos, constituídos por clima, solo, castas, processos de cultura e vinificação, ou seja, aquilo que na essência justifica o reconhecimento internacional de certas denominações de origem por que são conhecidos os principais vinhos e aguardentes de alguns países. As denominações de origem regulamentada estão em Portugal ligadas a regiões legalmente demarcadas. Mas o carácter regional dos produtos vínicos estende-se para além daqueles que beneficiam de uma denominação de origem regulamentada. A indicação de proveniência reveste-se, assim de grande importância, pelo que em muitos países é usualmente indicada nos rótulos dos diversos vinhos engarrafados. As características e o valor dos vinhos podem também variar de ano para ano. Num pequeno país como é Portugal, existe uma extraordinária variedade de climas, solos e castas que dão origem aos mais diversos tipos de vinho. A classificação dos produtos vínicos pode ser feita sob vários aspectos, parecendo-me de interesse, do ponto de vista gastronómico, a que os separa em: vinhos generosos e licorosos, vinhos doces de mesa brancos e roses, vinhos comuns ou de mesa, brancos e tintos, vinhos espumantes e espumosos.
Escrito por: Acácio Moreira, do blogue Carvalhal do Sapo.