terça-feira, 24 de Novembro de 2009
O MEU MAGUSTO
O MAGUSTO EM CASA DA BISAVÓ ANGELINA
domingo, 22 de Novembro de 2009
MAGUSTO
Umas mãos, Uma vida
Escrito por Vítor Brito, do blogue Vila Cova no seu Melhor
Se gostou deste texto, vote nele na barra lateral de 28 a 30 de Novembro. Aproveite para comentar. Quem sabe, é seleccionado para melhor comentário!
O MEU PRIMEIRO MAGUSTO
sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
O meu primeiro magusto
O MEU MAGUSTO NA ESCOLA PRIMÁRIA
(Imagem retirada da Internet)Era aluno do primeiro ano. Tinha completado 6 anos há poucos dias. Tudo era novo para mim: a escola, os colegas e novos amigos, o professor que até era meu vizinho, enfim tudo.
Naquela semana mandaram um papel para casa a informar os pais de que havia um magusto no final da semana, na sexta-feira. Era a primeira vez que ouvi a palavra “magusto” e logo perguntei a minha mãe o seu significado. Foi então que comecei a imaginar que aquilo seria uma festa divertida.
No tal dia marcado, levei um saco de castanhas já com uma racha no fundo de cada, para facilitar a assadura das mesmas e uma garrafa de sumo para partilhar com os outros.
Na hora do recreio, tudo começou. As auxiliares trouxeram primeiro a caruma e acenderam o lume, depois colocaram a lenha a arder para criar as brasas. Ainda demorou um pouco. Só depois se colocaram as castanhas a assar.
Entretanto o tempo estava ameno naquele dia. Nem frio nem calor e o sol brilhava. Era um óptimo dia para uma festa na escola, a minha primeira festa lá.
Quando as castanhas estavam assadas, foi um corrupio a distribuí-las por todos os meninos e professores, com as mãos todas pretas, enfarruscadas das brasas e da borralha e até de algumas castanhas torradas.
Confesso que adorei o sabor das castanhas, adocicado e quente ao mesmo tempo, ou não fossem castanhas da região da Beira Interior.
Mas qual quê, quem era o míudo que depois de se satisfazer não começou a sujar as mãos ainda mais para a seguir ir pintar a cara do vizinho do lado? Foi um regabofe! Era só míudos a correr. Uns a fugir para não os sujarem mais e outros para enfarruscar os outros que ainda estavam branquinhos e ilesos.
Adorei esta brincadeira na escola. Nunca mais a esqueci e já passaram mais de 30 anos desde então.
Hoje os meus filhos não sabem o que isso é. O mais velho, já no primeiro ciclo do ensino básico, tem os seus magustos. Mas, as castanhas são assadas em forno eléctrico num qualquer restaurante ou padaria e eles nem sabem o prazer que dá sujar as mãos para comer e depois poder brincar a enfarruscar os outros ou ser enfarruscado e ninguém nos conhecer depois.
terça-feira, 17 de Novembro de 2009
NÃO GOSTO DE ASSAR CASTANHAS
É desta pausa que eu gosto. Por norma, comemos um queijo da serra bem fresco com broa caseira e bebemos um tintinho da pipa do Armando. Ele dá o vinho, o resto levamos nós. É sempre assim!
À hora certa, grita ele: - “Alto e pára o baile! Vamos escoar as castanhas”. Num ápice, despeja a água do balde. Nisto, mete a manápula na salgadeira do porco (ele ainda a usa, como antigamente), apanha um punhado de sal amarelado, bem rançoso, e atira-o sobre as castanhas. Agita, depois, o balde várias vezes, para que as castanhas fiquem babadas de sal e deixa tudo a marinar por meia hora. Comemos, então, o resto do queijo, bebemos mais um tinto, contamos umas histórias, discutimos futebol e sei lá que mais!
Chegada a hora, o Armando pendura o assador nas correntes enferrujadas da lareira, onde o lume já crepita. A partir daqui, só ele manda nas castanhas. Ele é que chocalha o assador, põe lenha, retira um tanganho, compõe o lume, sobe as correntes… eu sei lá! Tanta coisa! Tudo na altura certa! As castanhas ficam sempre alouradas, salgadinhas e tenras. Uma delícia! Nunca ficam queimadas como as minhas. No fim, o Armando atira-nos sempre esta, com vaidade: “ Vocês não percebem nada de castanhas! Isto tem os seus truques.”
Normalmente, acompanhamos as castanhas com água-pé. Sempre dá para beber mais um golito. Temos medo da jeropiga por ser muito saborosa, mas também muito matreira! Se não houvesse Polícia….
A PROPÓSITO DE CASTANHAS
É verdade que as castanhas assadas eram muito apreciadas. Mas, para mim, nada se comparava às deliciosas bolotas, assadas na cinza da lareira, as quais eram apanhadas em azinheiras seleccionadas, estando assim garantida a sua qualidade e doçura.
Em magustos dignos desse nome, só comecei a participar nos que se faziam na escola onde dei aulas, no concelho de Loures. No dia de S. Martinho, não falhava a castanha assada ou cozida e o alcoólico acompanhamento líquido. Claro que, como era para muita gente, nem sempre a qualidade estava presente. Castanhas frias, às vezes demasiado assadas, não eram propriamente um petisco convidativo.
No entanto, na minha memória ainda persiste uma história relacionada com castanhas. Uma tia paterna vivia no concelho do Montijo, numa altura em que as comunicações eram difíceis e os produtos não viajavam como actualmente. Acontece que a tia gostava muito de castanhas e elas não apareciam à venda naquela região. Então, o irmão, meu pai, encarregava-se de lhe enviar todos os anos uma encomenda de castanhas que ia despachar nas camionetas que asseguravam o transporte de pessoas e produtos entre as várias regiões, demorando, por vezes vários dias.
À laia de compensação, a tia todos os anos nos mandava um caixote de odoríferas maçãs que perfumavam a casa durante o tempo que levavam a ser consumidas. Há muito tempo que não encontro estas maçãs à venda e tenho sobretudo saudades do seu intenso cheiro.
Escrito por Júlia Galego, do Blogue Gambozino
domingo, 15 de Novembro de 2009
MAGUSTO NO DIA DE SÃO MARTINHO
- E como o vinho é “generoso”, convidou as castanhas para se associarem à festa em honra do Santo, patrono dos pobres.
O "TRADICIONAL" MAGUSTO
Falar de castanhas é recordar o Padre Eduardo, o melhor cristão que já conheci, pároco da aldeia beirã do Concelho de Trancoso, onde nasci e vivi a infância.
Das tias herdou um grande soito, situado no cimo de um monte, contíguo ao campo de futebol, cujo terreno ele cedera, proporcionando enorme alegria à rapaziada local.
Mas agora me lembro que temos o S. Martinho à porta … vou deitar o olho ao saco e ver o que temos para o magusto deste ano eheheh
sexta-feira, 13 de Novembro de 2009
MAGUSTO À BÊBADO

A mãe lamentava-se que o pai nem o vinho devia cheirar, levando-a a supor que sofria de alergia ao natural corante tinto, só depois se apercebendo que a cor era irrelevante e que o branco exercia nele o mesmo efeito, mas o pai teimava em afirmar que o vinho lhe conferia inteligência, o que parecia ser verdade, dado que mal empinava um copito logo surgiam sinais de genialidade e começava o espectáculo que variava em número e duração conforme a dose ingerida, começando por ser ocasionais e por fim a ter lugar "dia sim, dia sim".
Num dia de S. Martinho, cujo ano já não recordo, o pai chegou a casa animado, prometendo aos filhos um fantástico Magusto! A mãe murmurava baixinho que ele já vinha com a "cadela" levando-os a olhar na sua direcção na esperança de verem surgir um “cachorro”. Acende-se a fogueira, castanhas no alguidar, as crianças ansiosas vêem o pai fazer malabarismos à volta do lume ensaiando um novo número que diz ser infalível que faz questão de exibir ainda antes de assar as castanhas! A mãe prevendo que dali nada de bom resultará, tenta distraí-lo, demove-lo da ideia, ralha, chora e lastima a sua vida, mas em vão. Do bolso do pai sai um maço de notas que enfia no borralho cobrindo-o com cinza, enquanto afirma:
- Não arde! Querem uma aposta como não arde? Garanto-vos que não arde! E a seguir assamos as castanhas e vão ver como hoje ficam mais gostosas que nunca!
E foi assim, especial e inesquecível, o Magusto desse ano. Em vez de castanhas e água-pé, engoliram-se lágrimas e a família foi dormir sem ceia, dando graças a Deus por nessa noite o espectáculo não ter incluído umas “cinturadas”.
O MAGUSTO NA MINHA INFÂNCIA
O Magusto é sempre uma festa popular, Cujas maneiras de o celebrar variam um pouco consoante as tradições regionais. É tradição juntarem-se grupos de amigos e famílias à volta de uma fogueira normalmente ao ar livre onde se vai assando castanhas para comer, bebe-se água -pé, vinho novo e jeropiga, cantam-se cantigas , as pessoas enfarruscam-secom as cinzas, fazem-se brincadeiras, tudo na maior alegria. Quando aparece uma castanha "parida", é oferecida uma das partes a outra pessoa ficando assim a ser compadres. Uma tradição na minha aldeia ainda sendo hoje usada pelos mais velhos.Embora o magusto seja normalmente realizado em dias festivos, é tradição em dia de todos os santos e São Martinho haver magusto colectivos e familiares em todo o nosso Portugal. Antigamente na minha aldeia era motivo de pretexto para os mais jovens nas tardes de domingo em época de castanhas fazerem o magusto para se poderem reunir e divertir à volta do lume feito com caruma dos pinheiros, com que assavam as castanhas. Uns ocupavam-se de ir apanhar a caruma , outros ofereciam castanhas e outros levavam a água-pé ou a jeropiga, e assim se passava uma bela tarde de domingo que muitas vezes terminava com um bailarico pela noite dentro.Reza a lenda que, em dia tempestuoso ia São Martinho, soldado romano, montado no seu cavalo, quando viu um mendigo quase nu, tremendo de frio, que lhe estendia a mão suplicante, São Martinho não hesitou: Apeou-se do cavalo com a sua espada cortou ao meio a sua capa de militar e de imediato deu metade ao mendigo. E apesar de mal agasalhado sob chuva intensa, preparava-se para continuar o seu caminho cheio de felicidade. Mas subitamente, a tempestade desfez-se, o céu ficou límpido um sol brilhante inundou a terra de luz e calor. Para que não se apaga-se da memória dos homens o acto de bondade praticado pelo Santo, quis Deus que todos os anos nessa mesma época, e por alguns dias, o tempo frio para-se, e que o Céu e a terra sorrissem com a benção dum sol quente e miraculoso. É o chamado Verão de São Martinho. E que eu como já é costume deslocarme-ei a Góis minha terra natal para participar nas festas do dia de Todos os santos e celebrar a tradição de estar presente com a família no tradicional magusto colectivo, uma simpatia da Camara Municipal de Góis e produtores locais de castanha.terça-feira, 10 de Novembro de 2009
Blogagem com sabor a castanha e a mel beirão!
Para quem ainda não sabe, eu sou natural da cidade de Mêda, mais precisamente de uma pequena aldeia chamada Longroiva, localizada no Distrito da Guarda. Neste momento não resido lá, mas mantenho uma ligação com essa terra, por vários motivos. Um deles , como é obvio, são as minhas raízes: aí residem os meus pais e grande parte da minha família.
O outro está relacionado com uma grande paixão que tenho pela História. Desde cedo descobri que a Mêda guarda dentro de si uma grande riqueza patrimonial e cultural à espera do ser reconhecida por todos nós!
Aqui é possível conhecer as suas gentes e viajar por outros tempos.
Mas a parte melhor foi rever algumas caras de outros tempos, tendo como pano de fundo o S.Martinho. Numa tarde redescobri as principais actividades económicas da região em exposição . Não faltaram à chamada os produtores de vinho, de azeite, de enchidos, de doces e compotas, de castanhas ,o artesanato, …E é claro que numa quadra destas não podia faltar o tradicional magusto, acompanhado com uma boa fêvera e vinho e muita música de tradicional.
E mais não conto…porque para o ano há mais e por lá espero vir a encontrar caras conhecidas do mundo das blogagens, para conferirem, que não estou a exagerar. Porque quem ainda não conhece a Mêda, aqui está uma boa sugestão .
Bem não quero ser mais chata, porque hoje, dia 10 começa uma nova blogagem a propósito do Magusto e , como já é hábito, costumamos anunciar os prémios a que se habilitam a ganhar.
A Olho de Turista tem um novo desafio , com sabor a mel . Desta vez é o senhor Heroíno da cidade de Mêda que faz questão de oferecer Mel de Rosmaninho aos melhores desta blogagem (melhor texto, bloguista e comentário), com uma condição: quem ganhar, terá um ano para ir buscá-lo à Mêda, com uma surpresa à sua espera.
Entretanto desejamos uma boa blogagem para todos, começando pela Manuela e pela Dina, nos posts que se seguem. Ainda deixamos o convite a todos vocês , ganhem ou não, a pegar no carro para vir conhecer este pedaço de Portugal Português, onde acaba a Beira e começa o Alto Douro!
Um abraço a todos da Susana
( tenho andado desaparecida ...mas sempre que posso, acompanho-vos de perto...tratem da bem da Lena, que é como se fosse comigo...é por uma boa causa...vocês vão descobrir brevemente!).
PS: Informamos que a Elvira Carvalho, premiada na categoria de melhor Bloguista do mês de Outubro,por razões pessoais, cedeu o seu prémio à pessoa que ficou em segundo lugar. O prémio será atribuído à Alcinda Leal. Parabéns !
O MEU PRIMEIRO MAGUSTO

Escrito por Dina, do blogue Coisas Simples...
MAGUSTO
Na minha família sempre se fez este "ritual" já secular de se reunir á volta da fogueira, comer as castanhas, carne de porco grelhada, chouriço assado e beber Jeropiga.Como a minha familia materna reside na Beira Alta, mais própriamente em Figueira de Castelo Rodrigo, sempre tive castanhas por esta altura.Mesmo morando em Lisboa desde pequena fazemos o Magusto, só que agora não se faz à volta da fogueira, cozo castanhas e asso no forno ou num recipiente próprio, mas era muito mais engraçado quando eu era menina, estarmos todos reunidos em frente das lareiras ou mesmo no campo, vendo o lume a arder e depois num tacho ou panela velha furada, colocáva-mos as castanhas, ou metiam-se no meio das brasas, quando não se tinha tacho.Ainda me recordo muito bem de fazermos isso em Lisboa num lugar que no passado parecia ser muito longe, pois era um pouco fora da cidade e que hoje já nem percebemos onde fica, pois são tantas as casas e prédios feitos á volta de Lisboa que os terrenos de campo e de trigo com o seu cheiro a terra húmida, já nem existem.Na Vila de Figueira de Castelo Rodrigo ainda se pode fazer um Magusto como manda a tradição, mas como tenho de acompanhar os filhos na escola e o marido tem de trabalhar, nunca vou por esta altura a Figueira, por muito que gostásse.Quem sabe quando formos mais velhos e os filhos já não precisarem de nós.Só que já não será a mesma coisa porque muitos já não existirão e a dita Família que se reunia á fogueira, não passará de 2 ou 3 pessoas.Mas é assim a vida uns partem no Outono da vida, outros ficam para o Inverno.segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
AGENDA DA BLOGAGEM DE NOVEMBRO
Atenção! Não se esqueçam: os textos são postados por ordem de chegada. A postagem continua a ser feita por grupos de 2 para dar maior visibilidade aos vossos textos e permitir uma leitura calma e fluente a todos os bloguistas. Relembramos que comentar também pode dar prémio. De 28 a 30 de Novembro, decorre a votação. Comente e Vote! A agenda da Aldeia é a seguinte:
Cusca Endiabrada
Vitor Brito
24 de Novembro
Claudia Sousa Dias
Lurdes Martinho
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26 de Novembro
Fátima Camilo
Rui Veleda
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quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
PASSEIE POR PORTUGAL COM A NOSSA CASTANHA
- CASQUEIRO 2009 – I FESTIVAL DO PÃO, BOLO E TRADIÇÕES – IDANHA-A-VELHA (6 A 8 NOV.)
- III FEIRA DO PÃO CASEIRO E BOLO FINTO – PROENÇA-A-NOVA (6 A 8 NOV.)
- FEIRA DE ACTIVIDADES ECONÓMICAS – MÊDA (6 A 8 NOV.)
- COVINOIVOS – COVILHÃ (6 A 8 NOV.)
- ARTES E SABORES DA MAÚNÇA – AÇOR (7-8 NOV.)
- FEIRA DOS SANTOS E DA FEBRA + IV MOSTRA DE ARTESANATO NACIONAL – MANGUALDE (7-8 NOV.)
- 11ª FESTA DA CASTANHA E DO MEL – MACIEIRA (7-8 NOV.)
- 3ª MOSTRA GASTRONÓMICA DO MEDRONHO E DA CASTANHA – OLEIROS (7-8 e 14-15 NOV.)
- V FEIRA DA CASTANHA – TENDAIS (7 A 9 NOV.)
- FESTA DA ABÓBORA, CASTANHA E COGUMELO – GUARDA (8-9)
Saboreie, mas sempre com moderação!
terça-feira, 3 de Novembro de 2009
OS PREMIADOS DA BLOGAGEM DE OUTUBRO
A Aldeia e a Blogagem de Outubro!
E a quem devemos isso? A vós todos que participaram em todos os aspectos, a quem veio espreitar e dizer olá, a quem veio observar e decidiu ficar. Todos vós, amigos bloguistas, fazeis oficialmente parte da casa e tendes o pleno direito de se sentirem como tal. Pois, um total de 420 comentários é obra e só foi possível por mérito de todos.
Hoje, encontramo-nos aqui reunidos à volta da mesa para anunciar os vencedores. Começando então pelo prémio de melhor Bloguista: 3 meninas conhecidas da nossa Aldeia tiveram sempre juntinhas no pódio. No entanto, uma delas destacou-se pelo seu espírito zen, pela sua interacção junto dos outros bloguistas, pela sua presença em todos os textos sem excepção. A menina vencedora do Prémio de Melhor Bloguista é: Elvira Carvalho! Prepare as malas, amiga Elvira, pois vem até Viseu almoçar ou jantar no Restaurante Chef China.
Agora, falamos de um duelo de titãs entre uma grande mulher “habituée” da Aldeia e um admirável homem “membro” há pouco tempo. A organização teve muitas dificuldades em atirar a luva branca e parar essa disputa, tendo ela própria entrado em discórdia várias vezes. Qual dos dois seria o eleito? O júri acabou por pegar na espada do Rei Artur e trinchou a escolha sem dó nem piedade. O comentário escolhido resume na perfeição o tema da Blogagem e o propósito constante da própria Aldeia – que é a divulgação do nosso recôndito Portugal. O Prémio de Melhor Comentário vai para: Acácio Moreira! Não hesite, amigo Acácio, deixe algumas horas Carvalhal do Sapo, e suba até Viseu, ao Restaurante Greens.
Visualizamos então o premiado comentário:
Acácio Moreira disse...
Convenceu-me, não só pelos sabores deliciosos de que nos fala, como também pela sorte de poder dizer tenho três terras, que maravilha é tão bom poder viajar dentro deste nosso querido Portugal. Assim com a particularidade de poder conhecer, e apreciar com mais facilidade a tão variada e rica culinária desta nosso cantinho à beira-mar plantado.Parabéns pelo bom gosto, nos sabores com que nos presenteou. Começando pelo Alentejo com uma gastronomia tão rica de sabores tão variados, aos bons mariscos e peixes da Ericeira, tudo muito bom.Quanto aos Açores, não conheço, mas adoro os queijos que nos chegam de lá.Gostei do texto... para além de bem conseguido, cheio de lembranças, que bem gostamos de recordar. Um abraço.
Queremos louvar também a participação a todos os níveis das bloguistas: Dina, Alcinda Leal, Manuela e Pascoalita. Assim como realçar os escritos de “recém-habitantes” da Aldeia: Vítor Chuva, Maria Besuga e A.J. Soares.
Agora, o momento pelo qual todos anseiam. Votação considerada, comentários contados (os das colaboradoras da Aldeia e os dos autores dos textos nos seus respectivos não contavam, claro) e qualidade estudada, o júri avaliou e proclamou para o Prémio de Melhor Texto – com 84 votos (46%) e 53 comentários apurados:

DEBULHO DE SÁVEL
de Fernanda Ferreira
Amiga Fernanda, o Minho sentir-se-á só por uma noite, por a cidade de Viseu terá o prazer de a receber no Restaurante Torre Di Pizza.
A Olho de Turista felicita os premiados e agradece a todos pela participação e partilha de experiências, seja como autores, comentadores e/ou votantes.
Pedimos aos premiados que enviem os seus dados (nome e BI) para o mail aminhaldeia@sapo.pt por causa dos respectivos prémios.
Desejamos a todos Felicidades!
sexta-feira, 30 de Outubro de 2009
COM A MINHA FAMÍLIA, FUI A...
terça-feira, 27 de Outubro de 2009
BLOGAGEM DE NOVEMBRO: O MEU MAGUSTO
Estamos quase em Novembro, é o mês do Magusto com as suas tradições regionais. É permitido: cantar cantigas, brincar e enfarruscar-se nas cinzas. Sabia que a celebração não é feita só no dia 11 de Novembro, dia de São Martinho? Também se comemora no dia de São Simão (29/10) e no dia de Todos os Santos (dia 01/11). Mais, já reparou que costuma fazer sol e temperaturas amenas? Pois, é o chamado “Verão de São Martinho”. Reza a lenda que um soldado romano, de nome Martinho de Tours, ao andar a cavalo, passou por um mendigo quase nu. O magala parou, cortou a sua capa ao meio com a sua espada e enrolou-a à volta do pobre homem. O dia estava chuvoso, mas nesse preciso momento, deixou de chover e apareceu o Sol.
Para se inspirar, deixamos-lhe uma curiosidade. O etnógrafo português, José Leite de Vasconcelos considerava o magusto como o vestígio de um antigo sacrifício em honra dos mortos e refere que em Barqueiros era tradição preparar, à meia-noite, uma mesa com castanhas para os mortos da família irem comer; ninguém mais tocava nas castanhas porque se dizia que estavam “babadas dos defuntos”. Leite de Vasconcelos tinha sentido de humor, não acham?
Antes de nos despedir e voltarmos na 2ª, recapitulamos as regras do jogo:
1º Passo: envie um texto com o máximo de 25 linhas e uma fotografia até dia 8 de Novembro, para o e-mail aminhaldeia@sapo.pt
2º Passo: a postagem dos textos permanece com o sistema por ordem de chegada e em pequenos grupos. Pois, verificamos uma maior visibilidade dos mesmos e uma leitura mais aprofundada.
3º Passo: não se esqueçam de manter vivo o espírito da blogagem, comentando. Pois, a quantidade e qualidade dos comentários contam. Daí, continuaremos sempre a prendar os nossos caros bloguistas com 3 prémios: melhor texto, melhor comentário e melhor bloguista; (serão anunciados dia 10)
4º e último Passo: Votar de 28 a 30 de Novembro.
Relembramos que a votação da Blogagem de Outubro "Na Minha Terra, come-se bem" está quase a começar. A partir de amanhã até dia 31, VOTE no seu texto predilecto! Quem virá até Viseu almoçar ou jantar? Se ainda não leu os textos, descubra-os aqui. Dia 03, anunciaremos os felizes contemplados.
Água-pé, castanhas e vinho faz-se uma boa festa no dia de São Martinho! Venha fazer a festa com a Aldeia!
Ainda propósito de comer bem... vai um doce de castanha?
AH! Já me esquecia! Conseguem adivinhar onde fui, com a minha família? Quem é o primeiro?
segunda-feira, 26 de Outubro de 2009
VITELA À LAFÕES À MODA DA MINHA MÃE (2ª parte)
(imagem retirada da Internet)A minha Mãe começa por estufar a vitela, mas tem que ser um bom pedaço de carne, num tacho com muita cebola cortada às lascas, tomate e um fio de azeite, de preferência caseiro, pois é este que dá um sabor magnífico à carne, com sal q.b.
Entretanto, mete as batatas no forno para assar, sempre com muita cebola, pois ela diz que assim fica um molho mais grosso, e eu acredito nela claro!!!! É uma óptima cozinheira.
Quando a vitela já estiver mais ou menos estufada, ela retira-a do tacho e mete-a em cima das batatas no forno para poder ficar com cor. O molho que está no tacho é passado pela varinha mágica. Este é um passo muito importante para a receita.
NAS NOSSAS TERRAS, TAMBÉM SE COME BEM (1ª parte)
Agora, regressando num calhambeque às minhas terras maternas e paternas: vamos da Beira (Viseu) ao Minho (Viana do Castelo). Em Viseu, tenho um petisco óptimo ao lanche: um pedaço de bolo de noz com queijo da Serra. Em Viana, adoro beber chocolate quente, aquele grosso e cremoso. Na cidade do Monte Santa Luzia, tenho dois restaurantes favoritos: o Darque Vila (Darque) mais ou menos acessível a todos os bolsos e o Camelo (Santa Marta de Portuzelo) onde se come bem, mas aí o rombo nas finanças é maior… Na cidade de Viriato, aprecio um restaurante típico e pequenino com um nome engraçado: “A Budêga”. Apesar de escondido numa viela, o estabelecimento é, a meu ver, um cantinho típico e especialista em grelhados e assados.
Bom, e agora vou fazer o jantar que já se faz tarde: Frango à Chucuca!
Escrito por Lena, do blogue da Aldeia da Minha Vida.
P.S: este texto foi apenas postado num âmbito de camaradagem. Não entra no concurso da Blogagem, por isso não se encontra em votação.
sábado, 24 de Outubro de 2009
O MARAVILHOSO PARQUE DE JARAGUÁ DO SUL
***
Eu e as panelas
Comer por obrigação era um grande frete. Ter que comer aquelas coisas verdes esquisitas que chamavam de sopa, gramar o sabor da carne, com aqueles nervos que insistiam em prender-se nos dentes ou aquelas espinhas minúsculas das sardinhas, não era comigo, especialmente quando era obrigada pelas freiras do externato… Sempre que podia fugir à refeição consolava-me com o meu pãozinho com manteiga e não dispensava uma boa gulodice (e quem não fez em criança?). Lembro até de pensar que queria ser como os anjos, pois contavam que eles não precisavam de comer, como nós. Por isso quando fui para a escola, era a “Trinca espinhas “, com apenas 14 Kg.Já no tempo de faculdade, o contacto com a panela mais pequena da minha mãe tornou-se mais profundo e transformou-se num prazer, começando por inventar pratos malucos, que nem sempre corriam muito bem… Quando casei, a minha madrinha, que sabia bem a minha adoração por aquelas panelas, decidiu oferecer-me um conjunto , como prenda. Com o nascimento dos meus filhotes, tornou-se uma prioridade transmitir-lhes o meu gosto pela comida. Tinha um medo que eles fossem como eu, em criança... Procurando criar ementas variadas e ricas, porque comer bem não significa quantidade, mas qualidade e equilíbrio. Uma responsabilidade que se transformou num dilema, com o acumular e a sobreposição de vários papéis, a que uma mulher moderna se submete no dia-a-dia, com o trabalho, a casa, os filhos e o marido. Só com uma boa gestão de tarefas e uma boa dose de inspiração e vontade, é possível ir para a cozinha transformar e reinventar pratos. No meio disto tudo, o que me motiva é o facto de eles não terem pretensões de serem anjos... e quando me apanham bem disposta, sou capaz de fazer banquetes de família dignos de rei: ora vejam a minha ementa predilecta:
Sopa de azedas da Madeira; Lombo assado com arroz de passas e pinhão e puré de castanha; acompanhado do vinho do Porto do tio Eurico (e sumo de laranja natural para as crianças); sobremesa: Serradura.
São servidos?
Escrito por Joana , do Blogue Diário de Joana
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quinta-feira, 22 de Outubro de 2009
"MEXILHÕES MACHOS"
Espevitada e abelhuda, algumas vezes caí nas "armadilhas" que o padrinho, um homem com sentido de humor e divertido de idade avançada mas sempre criança, estava sempre a engendrar.
Estávamos de férias em Sesimbra e fui incumbida de ir ao mercado comprar mexilhões, petisco que ele próprio fazia questão de preparar e com o qual eu me deliciava lambendo até os dedos. Ao sair, o maroto fez-me a recomendação que era hábito fazer em relação aos "crustáceos:
- Ó garota, lembra-te do que te ensinei. olha que os "machos" têm mais que comer e são mais gostosos!
Obediente, a Cusca Endiabrada que na altura era uma menina ingénua e bem intencionada (para anjinha só lhe faltavam as asas eheheh), correu a praça de um lado ao outro, à procura de mexilhões machos, olhando disfarçadamente em todas as bancas, mas estranhamente os moluscos pareciam todos iguais e quanto mais observava mais convencida ficava de que naquele dia, no mercado, só havia "mexilhões fêmeas"!!!
Sem se dar por vencida, nem querer passar por ignorante, apontou para aquilo que em termos anatómicos lhe pareceu ter forma masculina, pediu ao peixeiro 1 kg bem aviado e senhora de si chegou a casa com 1 saco de "canivetes" ahahah
Quando abriu o saco, ouviu-se uma sonora gargalhada, mas o padrinho não se atrapalhou, enfiou-se na cozinha e posso garantir que os "mexilhões machos" são de comer e chorar mais.
Confesso que continua a intrigar-me o facto dos moluscos serem todos fêmeas. Já repararam bem? eheheh
Escrito por Cusca Endiabrada.
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