quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Bebida ingesta


Não haverá certamente ninguém que pelo menos uma vez não tenha participado ou assistido à azáfama das vindimas. Nos meses de Setembro e Outubro, as vinhas enchem-se de gente e em grande animação, as uvas são colhidas e transportadas para os lagares, onde são esmagadas e após fermentação, é recolhido aquele precioso líquido, tão apreciado pelos portugueses e não só.

Sempre estranhei tanta alegria no trabalho, e como cusca que sou, já em criança questionava os mais velhos sobre o assunto. Teriam as uvas um poder mágico que o simples exalar do seu odor nos deixava estonteados duma felicidade contagiante? Ou seria necessário mastigar primeiro alguns bagos?
- Não, diziam-me. É uma espécie de gozo por antecipação ... o melhor vem depois de beber o seu suco!
Lembro-me de assistir impaciente às vindimas, tendo inclusive tentado dar uma ajuda e de, movida pela impaciência própria duma gaiata que segundo o meu avô nascera com o diabo no corpo, ter confundido o meu dedo mindinho com o pé dum cacho, valendo-me ser excluída da Festa.
Dias depois, eu e a Luisa, minha companheira de brincadeiras, observamos grande azáfama no pátio. O meu avô e os nossos pais, carregavam um enorme pote dourado a que ouvi chamar alambique e percebemos que algo de muito extraordinário se iria passar nessa noite.
Aquilo era fantástico! Escondidas no escuro, víamos os homens em grande algazarra, colocar um copo sob um tubo de onde lentamente escorria um "fio prateado" e um após outro bebiam e riam, riam, riam. Sem hesitar, decidimos provar o milagroso suco!

Esperámos que os homens dormissem e pé ante pé avançámos e, de um só trago, bebemos um copo cheio cada uma. As minhas lembranças do alambique e do tão almejado "líquido prateado" terminam aqui. Só me lembro de acordar com uma forte dor de cabeça, numa cama empestada de vomitado e outros fluídos desagradáveis, com a Luísa ao lado gemendo, em idêntico estado deplorável eheheheh

Escrito por Cusca Endiabrada
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Vinho de Mêda ou sumo de Uva?

imagem retirada da internet

Não bebo muito vinho. Gosto mais de o apreciar com calma e em pequenas quantidades. Procuro sempre descobrir o que está por detrás de cada vinho. É um jogo muito interessante, quase uma “Paciência”, ou melhor um “Solitário”, descobrir as características do vinho. De seguida o que me dá prazer é poder partilhar essas características com outras pessoas e trocar opiniões com elas. Afinal bebo moderadamente, de preferência, às refeições e socialmente ….

Ainda antes de casar comecei a frequentar a casa dos meus sogros, em Mêda, Distrito da Guarda e na Região Demarcada do Douro. Confesso a minha ignorância de então, em termos dos vinhos do Douro, com excepção para o vinho do Porto que claro, está, já conheço desde adolescente.

A primeira vez que bebi vinho tinto produzido pelo Sr. Heroíno Falhas, fiquei espantado: Não me parece vinho. É tão suave. Não é amargo, devido a um estágio demasiadamente longo em pipas de madeira de carvalho. Não parece conter sulfitos nem nenhum aditivo. Trata-se de um verdadeiro sumo de uva!

Até então eu era um aficcionado dos vinhos do Alentejo e do Dão. A partir daí comecei a apreciar e a beber cada vez mais o vinho do meu sogro, caseiro, produzido da forma mais tradicional e absolutamente saboroso, sem igual! Outros vinhos do Douro DOC se seguiram e bebo com gosto.

O vinho tinto do Sr. Heroíno, produzido a partir das castas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca e Tinta Roriz, estagia 6 meses em pipas de carvalho francês e depois é transferido para cubas em inox. Tem uma boa cor vermelho violeta, aroma a frutos maduros e a baunilha. Na boca é redondo com tâminos suaves e um final com alguma classe.
Acompanha bem carne de vaca, caça e queijos. Também já o experimentei com outras carnes e mesmo com peixe assado, dado que é redondo e suave, com muita satisfação.

Para quem quiser experimentar este néctar, verdadeiro sumo de uva, o Sr. Heroíno Falhas, vende ao público, nas suas instalações, em Mêda. O vinho é óptimo e o preço é um convite a levar para si e para os amigos!

Escrito por Paulo Antunes


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Eu e os vinhos


Confesso que não percebo nada de vinhos. E faço já esta declaração, para que me seja perdoado algum disparate ou imprecisão que eu possa cometer. Porque isto dos vinhos é uma ciência exacta, ou pelo menos muito complexa, só para iniciados. Basta ver a expressão e os trejeitos de quem vai a um restaurante, se senta a uma mesa e escolhe um vinho, de uma lista às vezes maior do que o próprio menu. Chega o criado com a garrafa, verte um pouco de vinho no copo e, nesse momento, todo o simples mortal se transforma num verdadeiro enólogo: agita um pouco o copo, cheira, observa o líquido contra a luz, prova um pouco, até dizer finalmente, com ar de entendido, ao pobre criado que espera pacientemente “Pode servir!”

O próprio vocabulário ligado ao vinho é hermético. Há vinhos de grande afinação, ou de personalidade vincada, seja lá isso o que for. Pode dizer-se de um vinho que é agressivo, ou que as arestas foram polidas, ou que tem boa prestação na boca. Pode-se verificar que os taninos ainda estão espigados, ou que a madeira está bem integrada. Fala-se da complexidade aromática e das notas licoradas. E de muitas outras coisas incompreensíveis para um leigo.
Por isso, vou apenas destacar um vinho da região onde habito e de que gosto particularmente: o Moscatel de Setúbal. Não sabia se podia incluí-lo nos vinhos, mas descobri que se integra nos vinhos generosos. Escolhi uma garrafa que tinha em casa e fiz uma busca no Guia de Vinhos do meu marido, porque não quero fazer má figura. Apresentam-no como “carregado na cor, com um aroma muito rico e de grande impacte inicial, trazendo abundantes notas de laranja em farripa e mel, alperce e algum fruto seco. Na boca, ao contrário do que o peso aromático poderia fazer supor, tem uma boa frescura, um corpo de veludo e um final macio e muito longo.”
Não sei avaliar se tem corpo de veludo nem distinguir as notas de laranja em farripa. Mas sei que me sabe muito bem, num copo alto com gelo, servido como aperitivo ou bebido com amigos, na esplanada, numa noite de Verão.
(Referências retiradas de “Vinhos de Portugal” de João Paulo Martins, Ed. Dom Quixote)
Escrito por Teresa, do Blogue Óculos do mundo
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Gastronomia e Vinhos: enogastronomia



Sem dúvida que o vinho e a comida estão intimamente ligados há milhares deanos: O Sr. Vinho é o acompanhante de excelência da Sra. Comida. Casados fazem o “par” ideal. No entanto, como todos os casais, que se tornam um só após o casamento, também têm as suas brigas e os seus momentos brilhantes:nem todos os vinhos serão adequados para todas as comidas,naturalmente.
Gastronomia, por definição,respeita à culinária e às bebidas em geral mas a enogastromonia
junta duas artes e ciências numa só conjugação: a arte de fazer vinhos e a arte fazer comida.


Se quisermos objectivar poderemos dizer que a forma mais visível da enogastronomia será juntar os gastrónomos e os enófilos na apreciação conjunta e na combinação das várias criações das duas artes atrás referidas.

No restaurante, o que é que se escolhe primeiro? Normalmente é a comida e em seguida escolhe-se o vinho. Mas não tem que ser assim. Poderemos escolher um vinho que tenhamos curiosidade em provar e só depois pedir a comida que melhor combine com aquele
vinho. Isto porque as tais brigas atrás referidas poderão ser de tal ordem que ficarão os dois a perder: o bom vinho poderá ser aniquilado pela escolha do prato e vice-versa.


As combinações entre pratos de comida e vinhos não são rígidas pois as regras são apenas básicas.Também a forma como se cozinham os ingredientes condicionama escolha do vinho, não sendo apenas o facto de se tratar de um bacalhau (assado, cozido, com azeite, com puré, etc). O melhor para se combinar é conhecer o mais possível tanto o vinho com acomida e saber que os pratos não são estáticos. “O vinho… afasta as nossas preocupações e fornece-nosnovos motivos para acompanhar as refeições”, pois ele é parte integrante dela.
E o vinho do Dão? Da análise de vários factores intrínsecos aoseu terroir como os solos, os climas,
as castas, etc, os vinhos resultantes são frescos, frutados, de aromas finos e bocas delicadas e
persistentes sendo, por isso, provavelmente, os vinhos mais gastronómicos do mundo!
Não pare de experimentar, pois ao combinar pratos com diferentes vinhos terá dois mundos de surpresasbastante surpreendentes.


Não se esqueça de ter atenção às temperaturas do serviço, dos copos, e, claro, de boa companhia…


Já tentou ver o que diz o dicionário da língua portuguesa sobre enogastronomia?

João Paulo Gouveia – Docente de Viticultura
da Escola Superior Agrária de Viseu
e Grão-mestre da Confraria dos Enófilos do Dão



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Moscatel, feito pelo pai do Zé em 1944

Já várias vezes referi no meu blogue que o meu pai era vinhateiro. Tinha quintas, pessoal, tinha o João Pião que deu motivo ao meu conto sobre o jerico.
Recordo com saudades, a grandiosidade das Adegas, dos lagares, dos toneis, das pipas, dos barris, dos funis de madeira, das prensas de pedra para espremer os engaços, os chapéus dos trabalhadores sujos com o mosto, de uns anos para os outros, por transportarem à cabeça as uvas das camionetas para os lagares e a pisa cadenciada, sem cantares nem concertina (isso eram coisas do Norte), mas em alternativa havia sempre uma anedota mais picante que ás vezes roçava o ordinário.

O pai António, era um homem organizado e quando chegava os últimos dias de Julho pegava na sua pasteleira e ia visitar às Cabanas, povoação do Concelho de Palmela, onde um amigo de longa data era o seu representante na região para lhe dar dicas das propriedades onde as cepas estavam mais compostas e com perspectivas de bons cachos para fazerem vinho.
É que, para a quantidade que necessitava para fazer o precioso liquido, as uvas das suas propriedades não chegavam, tendo por isso de negociar com outros agricultores.
O Zé vivia habituado a tudo aquilo e ano pós ano o ritual repetia-se. Como eu recordo as uvas comprada na Barra Cheia, concelho do Barreiro a uma senhora solteira já a entrar na casa dos 60 anos, mulher do campo, que só uma vez sonhou em namorar, e até esse pretendente, não passava do Stº. Hilário, imaginário que a aguardaria num dos corredores do céu, no sentido de lhe pedir contas pelo facto de não ter arranjado marido para a ajudar nas lidas do campo.
O negócio foi de vulto, e a Senhora, convidada do meu pai, teve honras de embaixadora em representação da Barra Cheia para comer e ficar em nossa casa com a sobrinhita a um fim de semana, depois de receber o valor das arrobas de uvas que a sua quinta tinha produzido.
Já depois de deitadas, não recordo porquê, a mãe Julia teve necessidade de entrar no quatro. Bate, entra e depara com a Dnª Cesaltina com as suas próprias cuecas (tipo clótes) enfiada na cabeça, onde no sitio da “parrachita” aparecia uma mancha amarelada, fruto de uma mijadinha menos controlada. O Zé que tinha sido admoestado para não entrar, mas não fugiu à tentação de dar uma olhadela e como seria de esperar desatei a rir à gargalhada, pois as pernas da peça em causa não deixavam ver as orelhas.
Prometi a mim mesmo não contar a ninguém o que tinha visto, coisa digna de um filme-comédia italiano dos anos 60. Podem calcular que cumpri escrupulosamente e no outro dia não contei a ninguém , mas em conta partida não houve gato nem cão que não ouvisse da minha boca, a historia das cuecas enfiadas na cabeça.
Quantas vezes fui ao Efem Rodrigues, à rua da Prata em Lisboa, buscar as analise que com toda a regularidade o meu pai mandava fazer ao vinho e comprar produtos de correcção de forma a manter inalterável a qualidade do precioso néctar.
E até a mãe Júlia, aproveitada bem a ocasião para fazer um doce de uva, coisa que jamais comi de paladar tão requintado. Nada igual ao que já provei recentemente e adquirido em super mercado.
Em Monsaraz , quando numa extensão da visita que fiz a Alqueva, para apreciar a barragem que originou o maior lago artificial da Europa e que num futuro muito próximo se tornará no maior lago conspurcado do Mundo, tais são as imundices que por
ele flutuam, adquiri um frasco de doce de uva branca, que comprei imediatamente para fazer comparação com o que as minhas glândulas gustativas acusam, fiquei mais uma vez decepcionado.
Em traços gerais, estas são recordações que tenho das azáfamas do Vinho e dos meus tempos de menino.


Escrito por Zé do Cão.

Este texto não está a votos... por ter chegado atrasado. Mas sempre pode deixar um comentário ao nosso amigo aqui..

domingo, 6 de setembro de 2009

Descobre lugares e sensações de Idanha (2ª parte)

A primeira parte do passatempo terminou e vamos desvendar o mistério das fotografias, com excertos de textos de grandes escritores portugueses:
A primeira foto:



"Nunca se sabe em Monsanto
(Que as águias roçam com a asa)
Se a casa nasce da rocha,
Se a rocha nasce da casa."

Cardoso Marta


A segunda foto:


"Assim, de facto o sentimos: remoto e em degredo.
E Monsanto se chama, de pedra é feito.
-Minha pedra coalhada
-Minha nave de pedra."
Fernando Namora


A foto foi tirada , da porta da capela românica de S. Miguel, com o olhar sobre as ruínas da antiga torre do Peão, situadas numa encosta , antes de entrarem no Castelo dos Templários.


Para a terceira foto, tirada do miradouro da vila, tomei a liberdade de ir buscar palavras de Miguel Torga transcritas pelo nosso amigo João Celorico, num comentário deixado neste blogue:
"Salvaterra do Extremo, 14 de Outubro de 1979" «Atormentado de todas as maneiras, dei hoje comigo a sossegar a alma neste recanto da pátria, que até no nome é bonito, Cada vez amo mais o Portugal velho, já quase perdido, de ruas aconchegadas, largos domingueiros, pelourinhos severos e torres cristãs, fiel à primitiva decência. Sinto-me nele seguro, idêntico, natural e, sobretudo, fortalecido no meu afã de poeta. As coisas podem ser, como os versos, desafios ao tempo. Basta que estejam certas no espaço e na História.»
Miguel Torga, Diário, vol. XIII.

*****
Para compor o quadro ...mais umas pinceladas sobre ...




"Estas terras de Idanha, abertas a todas as sensações da Beira, são a reconsntrução inteligível de uma linguagem dispersa. Nelas late o coração inteiro da Raia transfonteiriça:olivais e montados, hortaliças e searas; baldios caldeados pela seca fragância do rosmaninho, a esteva ou a menta; promontórios remontos delimitando o longo da planície (...) e o fragor dos rios que delimitam ou que irrompem: o Erges , o Tejo, com as suas verdes ribeiras, as suas gargantas azuis, os longos espaços de voo, a pureza do ar, a luz não usada... Essa consciencia de ser centro fica plasmada na copla popular:

Ai! Ai!
Subi acima ao castelo
Lá ao longe vi a Espanha
Ai!Ai!
Dei um abraço a Monsanto
E o coração a Idanha. (...)"



in: Dirc. de José Maria Bermejo"A Raia"






***** ******
Só quem vai a esses recantos mágicos poderá experimentar as mesmas sensações, com que ficaram esses ilustres escritores.


Agora a segunda parte do passatempo:




O nosso amigo Luís Silva, de Seia, do blogue Oceano das palavras é o realizador de um pequeno filme, intitulado "Os últimos moinhos", que vai ser exibido dia 16 de Setembro na Escola Superior de Educação no Festival de Cinema, que está integrado na Feira Raiana de Idanha a Nova, que irá decorrer de 14 a 16 de Setembro .
Convidamos desde já a abrir o convite que se segue...




Para saber sobre : *o filme "Os últimos moinhos" clique aqui ;
* o Festival de cinema em Idanha a Nova, clique aqui.

Depois de tudo lido e visto, sobre pedaços de terras idanhenses, até dia 10 de setembro, diga-me lá porque vale a pena ir a Idanha- a-Nova?

*****
Dia 11 de Setembro anunciaremos quem serão os premiados do passatempo das duas semanas que irão à Feira Raiana.

Participe!


Para um contacto mais íntimo com a Natureza, o melhor dos melhores comentários feitos durante as duas semanas (de 31 de Agosto a 10 de Setembro) habilita-se a um passeio diferente, de burro, por terras de Idanha .
E boa sorte!
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Só mais uma coisinha:
Até ao dia 8 de Setembro não se esqueça :
Está em curso a Blogagem colectiva das Festas e Tradições , por isso comente e vote. Está em cusa prémios para o melhor bloguista e o melhor comentário;
Envie o seu texto e foto para a Blogagem Colectiva "Vinhos e Vindimas", que começa dia 10 de Setembro

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Blogagem Colectiva: "Uma experiência marcante em minha vida"

O blogue Vidas Linha da Milla Galvão lançou um desafio à blogosfera para escreveremos sobre "uma experiência marcante em minha vida". Apesar de apelar a algo mais pessoal, não podia deixar de participar, postando aqui na Aldeia da minha Vida, um blogue de todos e para todos , em que cada um dá um pouco de si falando das suas experiências vividas em volta das suas terras. Pois acho que é a minha vez de também contribuir dando um ponco de mim. Aqui vai:

Uma despedida marcante

Uma das experiências mais marcantes para mim foi o dia em que tive de ir embora da terra onde tinha vivido toda a minha vida, desde que nasci, depois de uma dura conversa...

Tinha acabado de fazer dezassete aninhos. Sentia-me uma mulherzita bem corajosa, a estudar longe de casa (a 5 horas de caminho). Estava feliz por saber que no ano que se seguia iria para a faculdade e seria (finalmente) maior. Foi uma feliz coincidência poder regressar nas férias dos finados e festejar com a minha familia e amigos mais chegados. Fomos todos jantar no restaurante da Miquelina para comemorar.

Era a rainha da festa. Contava à família a minha experiência da nova vida que levava, há cerca de um mês, desde que tinha começado as aulas, na nova escola. Foi com espanto que, uma voz áspera cortou a minha palavra e tomou conta da festa. O ambiente silencioso conspirou com aquelas palavras severas, secas de carinho e de compreensão e cheias de desconfiança. Sem dó nem piedade, a festa deixou de ser festa. Os olhares incidiam-se sobre mim e julgavam-me em silêncio. Um julgamento absurdo em volta de suposições completamente abstraídas da realidade.

Senti um grande nó na garganta e não consegui proferir nada em minha defesa.
Naqueles minutos de tortura pensava em sair porta fora e chorar, onde ninguém me visse. Mas não o fiz. Cheguei a convencer-me que era apenas um pesadelo, que simplesmente iria desaparecer, assim que abrisse os olhos. Fechei os olhos e voltei a abrir e nada aconteceu. Excepto uma coisa: senti um sussurro no ouvido que segredou-me: "Sossega linda menina! Aquele que te viu crescer, pouco ou nada sabe de ti" .

Depois daquela noite, não lhe dirigi mais a palavra, até apanhar o comboio. Triste e destroçada segui viagem para o meu novo mundo, a cinco horas de distância do mundo dele.


Esta foi a minha primeira grande desilusão que me marcou profundamente.Tive a necessidade de sair da minha terra, não apenas para estudar, mas também para esquecer o que vivi. O tempo foi um bom remédio e depressa voltei a ter aquela ânsia de voltar à minha casa e à minha terra, sempre que se aproximavam as férias. Com orgulho digo que sou da Meda, a aldeia da minha vida, onde faço questão de ir sempre que posso.

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Bem chega de "cenas" tristes!
Quero convidar a todos que chegam aqui pela primeira vez, a propósito desta blogagem, para conhecerem outras blogagens encaixadas nesta. Ou seja, na Aldeia da Minha Vida estão a decorrer três coisas importantes:
  1. Blogagem colectiva "festas e tradições": até dia 8 de Setembro podem ler, comentar e votar os textos presentes aqui. Há prémios para os melhores comentários .Para ler os textos clique aqui.
  2. Passatempo de Idanha a Nova que pode participar até amanhã, dia 5 de Set. clicando aqui.
  3. Estão abertas as inscrições para a nova blogagem colectiva sobre vinhos e vindimas até ao dia 8 de Setembro. Esta irá decorrer de 10 a 30 de Setembro. Para saber mais clique aqui.
E um boa blogagem para todos!

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Descobre os lugares e sensações de Idanha:



A Câmara Municipal de Idanha-a-Nova convida-nos a visitar o Concelho , de 14 a 20 de Setembro, a propósito da Festa Raiana, um evento ibérico que une portugueses e espanhóis, alternando o local anualmente, ora no lado de cá , ora no lá de lá da fronteira.


Um evento muito diversificado, para todos os gostos, desde projecção de filmes nacionais e internacionais ao ar livre, entre pedras e fosseis com 600 mil anos; a concertos de bandas de renome nacional e música tradicional; animação medieval; conferências internacionais ( âmbito da Naturtejo), passeios, tauromaquias... enfim uma chuva de cultura e de muita diversão garantida!
Ficou curioso(a) ?
Venha conhecer e participar neste grande evento!
Clique aqui para ver o programa das festas.


Este ano não há desculpa !
A organização da Feira Raiana tem o prazer de o (a) convidar a esta grande festa, oferecendo uma refeição para duas pessoas num Restaurante (a definir) dentro do recinto da mesma , a quem fizer o melhor comentário sobre as fotos que se seguem.

Foto nº 1

Foto nº 2

Foto nº 3
Até dia 5 de Setembro (Sábado), tente adivinhar de que lugares do Concelho de Idanha-a-Nova foram tiradas estas fotos e escreva em poucas palavras , que ideias, sensações elas sugerem .
Haverá novos desafios na segunda parte do passatempo de 5 a 10 de Setembro.
Dia 11 de Setembro anunciaremos quem serão os premiados do passatempo das duas semanas que irão à Feira Raiana.

Participe!

Para um contacto mais íntimo com a Natureza, o melhor dos melhores comentários feitos durante as duas semanas (de 31 de Agosto a 10 de Setembro) habilita-se a um passeio diferente, de burro, por terras de Idanha .

E boa sorte!
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Só mais uma coisinha:
Até ao dia 8 de Setembro não se esqueça :

Happy Blog Day!

Hoje , dia 31 de Agosto comemora-se o "Blog Day".

«O que é BlogDay?
Blog Day 2009

O BlogDay ou 3108Day - como aparece no layout - foi criado com a convicção de que blogueiros de todo o mundo tivessem um dia dedicado para conhecerem blogs de outros países e áreas de interesse. A proposta do BlogDay é recomendar cinco novos blogs, preferencialmente, de assuntos, culturas e pontos de vista diferentes, a fim de “deixar sua marca na face da terra”.

- Neste dia, blogueiros e leitores de blogs navegarão ao redor do mundo, celebrando a descoberta de pessoas novas e novos blogs - propõe o BlogDay.»

O nosso amigo António Regly, do blogue Li, recebi e gostei, para além de divulgar este dia, indicou o blogue da Aldeia da Minha vida, entre os cinco seleccionados por eles. É uma honra para nós tal reconhecimento, muito obrigada!

E para dar continuidade a este dia fantástico, vou também selecionar aqui cinco blogues (uma escolha difícil e peço desculpa não contemplar todos...), que procuram mostrar o melhor das nossas aldeias e da nossa cultura. Não poderiam ficar em branco, num dia como este recomendando a visita a:

  • Aldeia da Cabeça , de José Pinto: procura dar a conhecer a cultura, o património e a beleza paisagística única desta aldeia, em plena Serra da Estrela ( Portugal);
  • Uma aldeia perdida entre os Montes, da Cristina: apesar de não viver em Salvaterra de Extremo, criou o blogue para homenagear a terra dos seus avós e deixar um legado cultural aos seus filhos e a quem queira conhecer essa "aldeia perdida".
  • Beleza Serrana, do nosso amigo Artur Couto: um transmontano de coração e alma, que faz questão de acompanhar as suas terras e gentes, mesmo morando a cerca de 4/5 horas dalí.
  • Portugal Notável, de Castela: outro amigo do Portugal profundo que mostrar o melhor que existe de lés a lés: o património cultural, paisagístico, religioso... Um blogue que vale a pena seguir.
E por que também há blogues belíssimosos , mais direccionados a assuntos do quotidiano do dia a dia, fica aqui uma recomendação especial:
  • Pascoalita : como agradecimento, aqui fica um blogue, de uma senhora que tem apoiado imenso a causa da Aldeia da minha vida. É um blogue mais pessoal, mas muito agradável de ler .

E Feliz "Blog Day"!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Agradecimentos e sugestões para o "doce Setembro"

Caro (a) amigo (a) leitor (a):

A Blogagem Colectiva "Festas e Tradições" está a decorrer lindamente! Agosto é o mês das férias e das festas. É natural que esteja a viver algumas das festas aqui compiladas, o que faz muitíssimo bem!

Em nome da Olho de Turista, quero agradecer todos os que têm vindo a acompanhar a Aldeia da Minha vida, que em 3 meses, desde que foi criado o blogue já passaram por aqui 34. 350 Visitas.É um número estonteante que nunca sonhavamos alcançar, em tão pouco tempo.

Para comemorar e agradecer a todos vocês, fizémos este selo dedicado a todos os amigos leitores, comentadores, votantes e participantes das 3 edições de Blogagem da Aldeia da Minha Vida.



Muito obrigada!

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O "doce" Setembro está à porta, assim como o trabalho para muitos de vocês...

Para gastar os últimos cartuchos deste Verão, estou a agendar uma escapadinha para Idanha-a-Nova para uma grande festa que haverá de 14 a 20 de Setembro!


Porque vão acontecer 4 Eventos em 1:



Este é o evento que estou muito ansiosa para assistir: contaram-me que irão projectar filmes nacionais e internacionais sobre Natureza e na Natureza! Um autêntico cinema ao ar livre, mas com uma tela bem diferente: no paredão da barragem de Penha Garcia(concelho de Idanha a Nova), numa envolvência de rochas com 600 milhões de anos.

A organização do Festival criou o Green Tube, um canal de partilha de filmes sobre natureza, que pode ver aqui.


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O que acharam das sugestões?
Para saber mais, por favor contacte para a organização da Naturtejo:


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Eu vou, identificada com uma t-sirt, com o endereço dos blogues. E conto com vocês para aparecerem também! É uma boa oportunidade para conhecer tantos amigos que passam por aqui!

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E porque estamos quase em Setembro...Está na hora de começarem a pensar no próximo tema :

"Vinhos e Vindimas"




Para os amantes e/ou profissionais, saber apreciar e saborear um bom copo de vinho, envolve um jogo de sensibildade gustativa, um prazer, que passa por um ritual, à descoberta de sabores e aromas frutados, que quase parece uma entrada ao Paraíso, pela boca...

São Tintos, Brancos, Rosés, Verdes e Espumantes que desenham várias rotas de Regiões Portuguesas, à espera de serem descobertos. Do Douro ao Dão, da Bairrada ao Oeste, do Ribatejo ao Alentejo, entre outros. Portugal tem uma imensa variedade de produção vinícola incontornável.
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Se aprecia um bom vinho português , desafio-o(a) a participar escrevendo sobre aquele que considere o melhor vinho português e recomendaria ao seu melor amigo, que precisa de umas dicas para servir num jantar comemorativo aos seus convidados.

Para quem não está à vontade para falar do assunto dos vinhos, sempre poderá focar outros temas ligados à uva , como por exemplo, as famosas vindimas. Quem já teve essa experiência de participar desde a apanha da uva à ida ao lagar, concerteza que tem na memória histórias engraçadas para partilhar connosco. Ou se preferir ., pode abordar sobre a sua transformação na culinária, para tratamentos de Vinoterapia, sobre a sua História e curiosidades ao longo dos tempos... enfim tudo que envolva o fruto mais importante na época que se aproxima, que é a uva.

Já sabem: enviar um texto com máximo 25 linhas (em formato word) e uma fotografia (ambos originais) até dia 8 de Setembro para : aminhaldeia@sapo-pt

Haverá prémios, para o melhor texto, o melhor comenário e o melhor bloguista do mês, a divulgar no próximo dia 10 de Setembro!

Quem quer ser o primeiro a participar?

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O Bodo de Salvaterra do Extremo

O nosso amigo João Celorico não conseguiu enviar o seu texto a tempo da votação desta blogagem mas fez questão de participar, partilhando connosco uma história curiosa da festa da sua aldeia , a propósito de um bodo...
Ora leia e diga o que achou, comentando é claro!

Não se esqueça que , até ao dia 8 de Setembro pode ler, comentar clicando aqui e votar no melhor texto, na caixa de votos da barra lateral!
O seu comentário pode valer um livro (O Concelho de Mêda de 1838 a 1999" - Edição da Câmara Municipal de Mêda ), oferta do autor, o Senhor Professor Doutor Jorge Saraiva.

Foto cedida pela Cristina, do blogue "Uma aldea perdida no monte"


"Num ermo, pertencente à freguesia e concelho de Salvaterra do Extremo, chamado de Monfortinho, ergueu-se nos princípios do século XVII ou ainda antes (não se sabe ao certo), um convento franciscano e com ele, uma capela devota a Nossa Senhora da Consolação.
Com o fim da dominação filipina, vieram as guerras da Restauração da Independência e a completa destruição do convento. Restou apenas a capela e manteve-se a devoção das gentes das redondezas. Sabe-se que, em 1758, essa devoção era celebrada no dia de N. S. dos Prazeres e que era em intenção de que a Senhora livrasse os campos das pragas de gafanhotos. Porém, no século XIX, por alturas da década de 70, a praga de gafanhotos foi tal que provocou enorme destruição nas culturas e originou uma vaga de fome nas populações.
Basta dizer que, no dia 2 de Junho de 1876, 30 pessoas, em 45 minutos, apanharam 60 alqueires deles!
Nos concelhos de Elvas, Salvaterra do Extremo (hoje Idanha-a-Nova) e Figueira de Castelo Rodrigo, foram então apanhados 44.400 kg de gafanhotos!
Pediu-se, mais uma vez, a intercessão de Nossa Senhora da Consolação e prometeu-se fazer um Bodo em sua honra. As preces foram ouvidas e, todos os anos, na segunda-feira, de Pascoela, quer chovesse ou fizesse sol, era ver a romaria que, de Salvaterra do Extremo, se dirigia para o lugar de Monfortinho percorrendo, por aqueles campos fora, as cerca de 3 léguas de caminho, a pé, a cavalo ou de carro, levando cruzes, pendões e a bandeira do Espírito Santo, à frente, para cumprir a promessa e agradecer a Nossa Senhora.
Diz a tradição que faziam uma paragem para retemperar forças, num sítio denominado Vale do Pereiro, e onde além de se servirem dos seus farnéis (pão e vinho não faltavam), tinham um costume curioso, qual era o de que os maridos com suas mulheres e os namorados com suas conversadas se abraçarem e entrelaçando as pernas se rebolavam desde o cimo até ao fundo do Vale. As mulheres, que não se prestassem a tal prática, deviam ser lestas a sentar-se para não serem abraçadas pelos maridos ou namorados, caso contrário teriam que se sujeitar à mesma.
Os produtos da terra e o gado para a matança e confecção do Bodo era oferta de todos, lavradores, pastores, patrões e criados.
Entretanto, em 1846, a fortaleza de Salvaterra tinha sido desguarnecida e em 1855, Salvaterra tinha deixado de ser concelho. Em suma, a importância de Salvaterra, passadas que foram as guerras com Castela, entrou em queda! Foi então que, em 1905, um grupo de lavradores de Salvaterra, entendeu que a festa devia ser em Salvaterra e não no pequeno lugar de Monfortinho. Fez erguer, das ruínas do que fora a ermida de Santo Amaro e mais tarde do Senhor de Pedra, no sítio da Devesa, a capela de N. Senhora da Consolação. Após uma acesa disputa com os de Monfortinho, estes não estiveram pelos ajustes e a conclusão ditou que em vez dum Bodo se fizessem dois. Todos ficaram a ganhar! A Senhora, que lhe fazem duas festas, e o povo que come a dobrar, em Salvaterra, agora na 2ª feira a seguir à Páscoa (alteração devida aos ritmos da vida moderna, principalmente férias escolares) e em Monfortinho uns dias depois!
A festa, durante 3 dias, consta de “Boas vindas” e arraial pela noite dentro no primeiro dia; alvorada, início da matança do gado, as populares provas desportivas, lanche com prova dos rins e de novo o arraial nocturno, no segundo dia; por fim, no terceiro dia, haverá alvorada com banda filarmónica percorrendo as ruas de Salvaterra, pequeno almoço (arroz de tripas e chanfana). Segue-se a Procissão, desde a Igreja Matriz para a Capela de Nossa Senhora da Consolação onde se celebra a Missa e se procede à Bênção do BODO, após o que se dá início ao almoço (Sopa de grão, arroz com chouriço e o ensopado de borrego) devidamente acompanhado do tinto e do belo pão (previamente benzido). À noite continuam os festejos até ao seu encerramento e despedidas até para o ano seguinte.
A título de exemplo, em 1999, consumiram-se 1.300 Kg de carne, 200 Kg de arroz, muitos outros de massa, grão de bico, enchidos, azeitonas, hortaliças, pão, bolos e 7.000 litros de vinho tinto.
E é deste modo que se faz a reunião dos filhos da terra, os residentes (poucos) e os que não a esquecem nem a ela nem a Nossa Senhora da Consolação e sempre voltam, todos os anos. Também os vizinhos, espanhóis de Zarza la Mayor, não se esquecem desta festa nem dos tempos em que, durante a Guerra Civil, os amigos deste lado do Erges lhes valiam e mitigavam a fome. Talvez também por isso a Feira de S. Bartolomé, a 23 de Agosto, na Zarza, seja igualmente tão do agrado dos salvaterrenhos.
Mas vai sendo cada vez mais difícil arranjar festeiros e já é a igreja que tem deitado mãos à obra.
E é assim que se mantém uma tradição secular! "

Escrito por João Celorico
Salvaterra do Extremo, Idanha-a-Nova, Castelo Branco

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

E os melhores comentários ...

                                           
...Do passatempo de 8 a 16 de Agosto :
«Faça aqui um comentário, començando com a frase:


"Este ano vale a pena ir à feira de S. Bartolomeu, porque(...)"

Habilita-se a ganhar 2 bilhetes de entrada para a feira e uma refeição para duas pessoas, dentro do recinto da mesma, no Restaurante "Encanta"(2º prémio).

Para o melhor comentário , o primeiro prémio é uma dormida para duas pessoas na Residêncial Dom Dinis, em Trancoso.

Uma oferta da organização da Feira de S.Bartolomeu, de Trancoso.»



E o 2º prémio vai para...

Cusca Endiabrada


Uffa! Cusca endiabrada chegando apressada ...


Este ano vale a pena,
ir à Feira de S. Bartolomeu,
porque uma bela morena ...
um prémio nos prometeu!


Eu andei a "espiolhar",
olhem o que dela se diz ...
grande feira secular
das mais antigas do país!



E se isto tudo não chegar
p'ra motivar a maltinha
paro já de opinar
e nem mais uma dentadinha!



14 de Agosto de 2009 0:15


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O primeiro  prémio, vai para:
Pascoalita 


"Trancoso, vila famosa com suas fontes e poços, à porta da sua praça vendi eu muitos tremoços!
Era ainda uma menina, labutando alegremente, eu cantava o dia todo no campo cheio de gente.
Vindimas, sementeiras, colheitas, regas e afins, eu a nada me negava. E caso eu me esquecesse, um ditado popular a minha mãe me lembrava:
"trabalho de menino é pouco mas quem o perde é um louco!"
Por isto e tudo o mais "este ano vale a pena ir à Feira de S. Bartolomeu" em TRANCOSO!

Eu sei que não cumpri as regras, mas aprendi que "a ordem dos factores é arbitrária" e além disso, "os últimos são os primeiros".

posto isto, resta-me fazer uma confissão:

As ninas SUSANA e a CUSCA com o seu jeitinho e subtileza, despertaram-me um sentimento por terras beirãs que se mantinha há muito adormecido.

Boa noite e tenham um excelente fim de semana"
15 de Agosto de 2009 1:30

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A Olho de Turista agradece a todos pela belíssima participação e em especial as senhoras premiadas.
Pede-se a gentileza de enviarem por e-mail ( aminhaldeia@sapo.pt) os dados para levantar o prémio, constando os seguintes dados:

- nome completo das duas pessoas;
- nº de BI
-o dia pretendido *

Agradecemos que  sejam  breves no envio do referido e-mal, a fim de a Olho de Turista comunicar os mesmos dados à Organização da Feira e assim  beneficiar do prémio (atenção que o 2ª prémio apenas estará disponível até a dia 22 de Agosto ; fora deste prazo o mesmo fica sem efeito).

Porque...vale a pena ir à feira de S. Bartolomeu de 14 a 23 de Agosto.
Eu já lá fui.
De que está à espera para vir também!

Venha! A feira está à sua espera!
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* para o 2º prémio, refere-se o dia pretendido para a visita à Feira de S. Bartolomeu, que termina dia 2 de Agosto;
para o 1ª prémio refere-se ao dia pretendido para gozar a oferta da estadia, excluindo os dias de realização da presente feira.