DAS CALDAS DE CHAVES – DESCOBERTAS PELOS ROMANOS
Vivendo paredes-meias com a fronteira, justificava-se a construção de Castelos e Fortalezas para os povos instalados se defenderem dos invasores. O Castelo e Fortes de Chaves são os mais abundantes e significativos. Ainda hoje são visíveis os restos de imponentes muralhas primitivas e a impressiva torre de menagem (28 metros de altura e 2 de espessura). Ao lado estão instalados o museu de Arqueologia e Epigrafia.
São dignos de registo os fortes de São Francisco e São Neutel, muito bem conservados. No forte de São Francisco está instalado um hotel de 4 estrelas, investimento de milhões de euros, feito pelo Comendador António Ramos, natural da região e Presidente da Casa de Portugal em São Paulo, Brasil.
Chaves, situada a 12quilómetros da fronteira espanhola, é uma das cidades com uma história mais rica. Acredita-se que foi edificada a partir de um povoado paleolítico, mas seriam o domínio e a influência romana que dariam a CHAVES as suas características mais marcantes. Quando Roma fez dela uma das suas principais urbes na Ibéria, Chaves transformou-se num aquartelamento de legiões e num intervalo de repouso para guerreiros. Corria o ano 78 d. C. e à cabeça do Império estava Flávio Vespasiano, donde deriva o nome de Aquae Flaviae que lhe foi dado.
As Caldas de Chaves são, actualmente, consideradas as melhores da Europa e há que destacar a ponte romana do tempo do imperador Trajano. Tem 140 metros e 12 arcos de volta redonda visíveis.
Os Flavienses orgulham-se da sua História e referem-no na canção-marcha da cidade:
«Nas tuas velhas muralhas,
Pedaços de antigas eras,
Andam sombras de batalhas
A pairar…como quimeras.»
«O castelo é guarda-mór
Sentinela da fronteira,
Santa Maria Maior
É a nossa Padroeira!»
Escrito por Artur Monteiro do Couto do blogue Beleza Serrana
Artur
ResponderEliminarGostei de ver aqui este seu texto sobre a cidade de Chaves, onde tenho bons amigos. Já tive ocasião de visitar esse belo Castelo, de atravessar a ponte romana sobre o Tâmega e, também, de provar as águas das Caldas de Chaves. É da praxe, fazem parte do roteiro e dizem que fazem muito bem à saúde. Mas, aqui só para nós, gostei mais das águas e dos "comeres" do rstaurante "A Tenda do Faustino"!
Errata:
ResponderEliminaronde digo Tenda, leia-se Adega do Faustino.
Meu caro Amigo José Pinto.
ResponderEliminarAgradeço o seu comentário e aconselho-o a que visite agora o VIDAGOPALACEHOTEL e o respectivo parque. Desejo que continue a fazer bons passeios.
Vivendo tão distante desses lugares antigos e historicamente ricos, fico imaginando como seria ficar hospedada em um Forte-Hotel 4 estrelas...
ResponderEliminarSonhar nada custa, não é mesmo ?
Amigo Artur,
ResponderEliminaré bom saber e ver que as gentes da diáspora não esquecem este cantinho e gostam de o alindar.
Bem hajam!
Postados junto à fronteira,
os castelos e as fortalezas,
eram a aparência guerreira
das nossas antigas defesas.
Património tão admirado,
S. Francisco e S. Neutel,
mesmo quando transformado
num muito luxuoso hotel!
É feita disto a memória
dos nossos antepassados.
Restos da nossa história
em pedra bem conservados.
Abraço,
João Celorico