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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

O MEU MAGUSTO NA ESCOLA PRIMÁRIA

(Imagem retirada da Internet)

Era aluno do primeiro ano. Tinha completado 6 anos há poucos dias. Tudo era novo para mim: a escola, os colegas e novos amigos, o professor que até era meu vizinho, enfim tudo.
Naquela semana mandaram um papel para casa a informar os pais de que havia um magusto no final da semana, na sexta-feira. Era a primeira vez que ouvi a palavra “magusto” e logo perguntei a minha mãe o seu significado. Foi então que comecei a imaginar que aquilo seria uma festa divertida.
No tal dia marcado, levei um saco de castanhas já com uma racha no fundo de cada, para facilitar a assadura das mesmas e uma garrafa de sumo para partilhar com os outros.
Na hora do recreio, tudo começou. As auxiliares trouxeram primeiro a caruma e acenderam o lume, depois colocaram a lenha a arder para criar as brasas. Ainda demorou um pouco. Só depois se colocaram as castanhas a assar.
Entretanto o tempo estava ameno naquele dia. Nem frio nem calor e o sol brilhava. Era um óptimo dia para uma festa na escola, a minha primeira festa lá.
Quando as castanhas estavam assadas, foi um corrupio a distribuí-las por todos os meninos e professores, com as mãos todas pretas, enfarruscadas das brasas e da borralha e até de algumas castanhas torradas.
Confesso que adorei o sabor das castanhas, adocicado e quente ao mesmo tempo, ou não fossem castanhas da região da Beira Interior.
Mas qual quê, quem era o míudo que depois de se satisfazer não começou a sujar as mãos ainda mais para a seguir ir pintar a cara do vizinho do lado? Foi um regabofe! Era só míudos a correr. Uns a fugir para não os sujarem mais e outros para enfarruscar os outros que ainda estavam branquinhos e ilesos.
Adorei esta brincadeira na escola. Nunca mais a esqueci e já passaram mais de 30 anos desde então.
Hoje os meus filhos não sabem o que isso é. O mais velho, já no primeiro ciclo do ensino básico, tem os seus magustos. Mas, as castanhas são assadas em forno eléctrico num qualquer restaurante ou padaria e eles nem sabem o prazer que dá sujar as mãos para comer e depois poder brincar a enfarruscar os outros ou ser enfarruscado e ninguém nos conhecer depois.


Escrito por Mestre.


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quinta-feira, 10 de setembro de 2009

O néctar do Alentejo que me caiu no goto …

Imagem retirada da internet

Estávamos no ano de 2002, em Setembro, num dos primeiros sábados do mês. Fomos convidados para um casamento de uma grande amiga do e no Entroncamento: a Xana Roxo.


Estou acompanhado da minha esposa que, não bebe muito vinho, apenas o faz socialmente e em certas ocasiões. De resto prefere o vinho caseiro de seus pais …
No restaurante, acabam de servir as entradas: salgados diversos, de onde prefiro os pastéis de bacalhau caseirinhos … nada melhor para os acompanhar do que um bom vinho branco e fresco. O que é que me serviram? Um famoso “Porta da Ravessa Branco de 2001”. Já bebi um “Porta da Ravessa Tinto” de 2000 e gostei muito. Era forte, encorpado, de cor rubi e com um paladar a frutos vermelhos silvestres. Naturalmente que o bebi a acompanhar um bom lombo de porco assado, com batatas e salada mista. Gostei tanto que agora no casamento dos meus amigos não hesitei em provar o vinho da mesma casa mas branco.
Foi um verdadeiro sumo de uva, maravilhosamente fresco e perfumado. Fiquei de tal forma encantado que, comecei a caracterizar o dito vinho em voz alta para todos os que me rodeavam. Lembro-me de ter dito algo do género: “uma boa lágrima que marca o carácter do vinho. Cor branca ,ligeiramente dourada. Aroma frutado, com reminiscências de pêra e de maçã. É um vinho redondo! Agradável e leve que acompanha bem pratos de peixe.”
Para meu espanto o noivo estava com uma garrafa na mão a ler o rótulo enquanto eu falava. Quando eu terminei ele disse: “acertaste em cheio! Ou será que já tinhas lido o rótulo?”
A verdade é que foi a primeira vez que provei “Porta da Ravessa Branco de 2001” e fiquei deliciado com o mesmo!
Como já gostava da versão de tinto, tornei-me um fã a partir daí, de “Porta da Ravessa”. Atrás desse, posteriormente tenho degustado e bebido outros vinhos do Alentejo, como o “Borba”.
A partir daí, tenho sempre uma preferência, pelos vinhos do Alentejo …
Escrito por Mestre
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