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quarta-feira, 12 de maio de 2010

O MONTE E A BASÍLICA DE STA. LUZIA


“Vi a Ana no Castelo?”, exclamam os populares. Quem chega a Viana do Castelo, vê-a logo bela e imponente do alto do seu monte. É a Basílica de Santa Luzia. A 3 km. do centro, a pé, de funicular ou de carro, suba até ao topo do Monte de Santa Luzia para descobrir uma vista deslumbrante e o ícone da cidade.

A basílica foi construída no início do século XX, tendo como modelo o Sacré Coeur de Montmartre, em Paris. Ex-libris vianense, é visita obrigatória pela sua beleza pela extraordinária paisagem sobre o estuário do rio Lima, a cidade e o mar.

Se chegou até aqui, suba mais um pouco, até ao zimbório interior. No topo, tem uma pequena varanda de onde terá uma visão desconcertante de toda a região. Em dias claros ou soalheiros, vê-se Ponte de Lima, Póvoa de Varzim e o Monte de Santa Tecla já em Espanha.

Junto à igreja, encontra a Pousada do Monte de Santa Luzia, um local privilegiado onde pernoitar. Quiçá em Agosto, mês da famosa festa de Nossa Senhora da Agonia. Assim, aproveite para assistir a uma semana de festejos ímpares: a procissão da Santa ao mar e nas ruas da Ribeira, o cortejo etnográfico, a festa do traje, os bombos e os divertidos cabeçudos… Eis a bela Santa Luzia na sua Viana do Castelo!

Escrito por Deolinda Viana,

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domingo, 14 de fevereiro de 2010

PREFIRO OS CREPES DE 3ª GORDA

(imagem da internet)

Quando era pequenina, disfarçava-me de fada ou de princesa. Até nos meus anos, o fazia. Não sei que tara era… Na adolescência, deixei de gostar de fantasias e passei também a ser anti-carnaval.

E porquê? Digamos que ficava irritadíssima no último dia de aulas, antes das férias de Carnaval. Pois, nesse dia, tínhamos de pensar muito bem qual das saídas do liceu era mais vantajosa. O que quero dizer com isso? Ora bem, nesse dia, a tradição era atirarem farinha, ovos e espuma de barbear uns aos outros. Achava isso uma estupidez total. Assim que saiamos do liceu, chovia ovos, farinha, tudo por todo o lado. Era ver jovens a correrem uns atrás dos outros. Muitos a fugirem dos atacantes armados de caixas de ovos…enfim…Eu, matreira, ia ver cada porta do liceu, averiguando aquela que tinha menos gente à coca. E lá, me esgueirava eu a mil à hora até a estação de metro para ir para casa. Só cheguei uma vez ao lar com um pouco de farinha nos cabelos e uma casca de ovo nos ténis.

Depois disso, só me disfarcei uma vez aos 14 anos, de detective. Estava de férias na vila vouzelense e andamos todos atrás do Entrudo para lhe preparar o enterro. Quem não estivesse mascarado, tentava adivinhar quem se escondia debaixo dos disfarces. Fui para casa divertida, pois ninguém adivinhou quem eu era por baixo da minha gabardina bege, estilo Inspector Engenhocas e sapatos de vela pretos tamanho 43 do meu tio…

Actualmente, nesse feriado de 3ª feira gorda, não saio para apreciar essas festividades. Fico em casa a seguir outro costume, típico dessa quadra e bem mais apetecível: CREPES! (é uma óptima sugestão para o dia dos namorados, não? ;) ) Sirvam-se!

Escrito por Deolinda Viana

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segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

AS MINHAS JANEIRAS COM BOLO-REI…




(Imagem da Internet)

Na cidade onde nasci, não havia essa tradição, por isso nunca participei num grupo de cantares de Janeiras. A minha voz também espanta mais do que encanta. Ehehe… Quando me mudei para o Interior de Portugal, deparei-me com grupos a cantarem de porta em porta e a darem as Boas Vindas ao Ano. Achei muito bonito e desde então, faço sempre questão de ir até a minha porta ouvi-los.

Este ano, já passaram pela minha casa 3 grupos: um de rapazes, um misto de senhores e senhoras de todas as idades com guitarras e acordeões, e o último com 3 rapazes e 3 raparigas entre os 16-18 anos com uma viola portuguesa. Uns tocam a campainha e começam, outros apenas encetam o canto e o tocar, aguardando pela nossa presença no exterior. Depois, há sempre um tempinho para dois dedos de conversa…
Para essas ocasiões, faço como na Páscoa, tenho sempre na mesa: bolo-rei, chocolates e enchidos para oferecer. Claro, um cálice de licor ou de água-pé também não falta. Pois com o cair da noite, mesmo com gorros, luvas e cachecóis de lã, nem sempre se conseguem aquecer… É assim que recebo esse bonito costume que perdura no meu bairro.

A tradição do bolo-rei mantém-se, acrescido do bolo rainha. Como iria reinar um Rei sem companhia, não é verdade? Este ano, vamos lá ver a quem vai calhar o brinde e a fava… Uma dica: sabem que o Bolo-Rei é uma delícia torrado com um pouco de manteiga? Experimentem!

Escrito por Deolinda Viana

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