sexta-feira, 4 de junho de 2010

Temos novidades para vos contar!

Caros amigos bloguistas, viemos anunciar-lhes uma boa nova: a Olho de Turista já tem site! Basta clicar em http://www.olhodeturista.pt/ para conhecer esta original empresa.



Mas há mais! Como já sabem, dia 10 de Junho, vamos lançar o livro “Aldeias Históricas de Portugal – Guia Turístico”. No entanto, podem adiantar-se ao grande dia e ir espreitar no site, o primeiro capítulo da obra. Esperemos que gostem e que deixem a vossa opinião no blog da Aldeia.

Para saber mais sobre o nosso primeiro guia Turístico, clique aqui!

Bom fim-de-semana a todos!

quinta-feira, 3 de junho de 2010

PARABÉNS AOS VENCEDORES DA BLOGAGEM DE MAIO

O lindo mês de Maio passou a correr. A chuva e o sol andaram a fazer das suas... Contudo, o tempo não impediu a Aldeia de expor várias visitas a Museus e outros locais importantes de Portugal e do Mundo. A Blogagem de Maio apresentou-nos não só um enorme espólio cultural, como também nos mostrou que a palavra Museu tem ainda um grande valor. A Aldeia espera que tenham gostado da visita. Mas deixem-se estar mais um pouco para o anúncio dos vencedores.

Este mês, o júri mantém a opção tomada em Abril: todos os premiados vão auferir da mesma recompensa. Trata-se de algo muito importante para a Aldeia. Já sabem o que é? Tem a ver com o duplo evento do dia 10 de Junho. Acertaram! Cada um receberá um exemplar do livro “Aldeias Históricas de Portugal – Guia Turístico”.

O/A vencedor/a do Prémio de Melhor Bloguista é:

João Celorico, do blog Salvaterra e Eu

Eis um bloguista que escreve com paixão, sendo sempre sincero e frontal nas suas opiniões. Alegra o blog da Aldeia com as suas quadras ou enriquece-o com mais conhecimentos. Parabéns!

O vencedor do Prémio de Melhor Comentário é uma menina que traz sempre no seu coração, uma aldeia perdida por entre montes. Falamos de Cristina R. e do comentário que escreveu no texto do bloguista João Celorico:

Cristina disse...
Quando a uma criança é dada a possibilidade de entrar num museu e de nele ir entrando várias vezes, tornar-se-á um “curioso”, um buscador de mais conhecimentos e respostas. Aprenderá a apreciar todas as obras de arte, da escultura à pintura… Tornar-se-á um conhecedor do Mundo.
E sem dúvida que certas pinturas, “visões” do inferno, impressionam qualquer criança e os deixa temerosos a pensar que talvez, se não se portarem bem, é lá que vão parar…
Entrar num museu é entrar num local mágico, é entrar numa verdadeira máquina do tempo, que nos proporciona uma viagem pelos séculos. É um local onde se concentra tanto talento e imaginação. Felizes dos que lá trabalham, pois têm a nobre missão de o passado preservar.
Parabéns pela descrição."


É uma menina que escreve com muito sentimento e cujo carinho pela sua terra e pelas suas gentes transmite a todos. Felicitações!

Agora o/a vencedor/a do Prémio de Melhor Texto… Houve um empate na votação. Mas após a contagem dos comentários e a análise da qualidade dos mesmos, a vencedora com 3 votos (27 %) e 7 comentários totais, é:
Eugénia Santa Cruz, do blog Cortecega – Notícias da Minha Terra

Trata-se de uma menina jovial que faz tudo em prol da sua aldeia e cuja história de vida se encontra no blog Clube das Mulheres Beirãs. Esperemos ter o prazer de a conhecer ao vivo no duplo evento do dia 10 de Junho. Felicidades!

P.S.: A Blogagem de Junho está prestes a começar com novidades!
P.S.1: Todos os vencedores serão contactados individualmente por e-mail. Pedimos que nos enviem o nome completo e a morada para envio posterior do prémio.

terça-feira, 1 de junho de 2010

ENCONTRO DE BLOGGERS: CONTAMOS COM A SUA PRESENÇA ! ! !

Olá a todos!

Está quase a terminar o prazo para as inscrições no duplo evento: Encontro de Bloggers / Lançamento do Livro "Aldeias Históricas de Portugal - Guia Turístico". Acaba amanhã! No entanto, ainda é possível pedir o formulário de inscrição e o programa das festividades, enviando um mail para aminhaldeia@sapo.pt. Quem já tem o folheto, deve preenchê-lo o quanto antes e manda-lo para o mesmo mail.
Dia 10 de Junho, contamos consigo!

quarta-feira, 26 de maio de 2010

OS SABORES DA BEIRA INTERIOR

Esta semana, o blog da Aldeia pensou em abrir-lhe o apetite ao divulgar os prazeres gastronómicos da região de Trancoso. Algumas destas iguarias vão estar ao seu alcance no duplo evento “Encontro de Bloggers / Lançamento do livro “Aldeias Históricas de Portugal – Guia Turístico”. No dia 10 de Junho, terá ao seu dispor duas degustações de produtos regionais (às 11h15 e às 17h30). Ora vejamos este fragmento do guia que nos faz um retrato dos deliciosos sabores trancosenses:


“(…) Trancoso não foge à regra no que diz respeito à sua gastronomia. Com receitas milenares ou conventuais, consegue enfeitiçar qualquer paladar mais caprichoso. Com a colher de pau na mão, vejamos o que esconde o nosso caldeirão: enguias à moda de S. Bartolomeu, fumeiro variado com morcela e chouriços, bola de carne e caldeirada de Cabrito. Que essência extraordinária! Três estalares de dedos, duas pitadas de perlimpimpim e a palavra mágica: Sobremesa! Eis que surgem na mesa as ilustres Sardinhas Doces (originárias do Convento Sta. Clara), uma Bola de Folhas, uma Bola de Ovos (folar), um Bolo de Castanhas e o Doce Lavagas de Sebadelhe da Serra. Será real ou alucinação? Só vai saber se der uma trinca! (…)”, em Aldeias Históricas de Portugal – Guia Turístico, Olho de Turista, 2010, pág. 77

Nas comemorações do dia de Camões, iremos apresentar todo o esplendor da gastronomia da Beira Interior. Além do referido almoço-convívio com um menu tradicional confeccionado pelo restaurante “Quinta da Cerca”, terá ainda a oportunidade de usufruir de vários produtos típicos. Da parte da manhã, poderá apreciar a apetitosa Sardinha Doce da loja "Avenida Regional" (de Trancoso) e os doces e compotas dos “Sabores da Geninha” (de Figueira de Castelo Rodrigo). De tarde, poderá saborear os enchidos, os fumeiros, os patés e as compotas da “Casa da Prisca” (de Trancoso). No dia de Portugal, seja então testemunha de um acontecimento histórico, cultural e gastronómico!

segunda-feira, 24 de maio de 2010

NOSSO MUSEU DE JARAGUÁ DO SUL - Emilio Silva.


Sabemos o quanto os Museus tem uma importância muito grande para a Humanidade. É nele que são guardadas toda uma memoria de um povo. Com ele regatamos um pouco da história e fatos acontecidos em uma determinada época. O museu não serve só para guardar coisas antigas, como se dizem.. Mas sim a nossa História. Em Jaraguá do Sul-SC- Brasil, trabalhamos com salas temáticas. Onde são estudados temas recentes e antigos. Os que contam fatos de pessoas que lutaram, como exemplo na Segunda Guerra Mundial. Nesta sala os alunos do 9ºanos estudam e percebem a importância destes grandes homens para a sociedade Jaraguaense. Das conquistas e Vitorias e até mesmo as derrotas, que viveram naquela época. Outras salas são mostradas toda a trajetoria de Fundação de Jaraguá do Sul. Da sua Colonização, dos imigrantes que paracá vieram e contribuíram muito para a sua arquitetura. Além destas salas, também temos uma somente para atividades complementares, com vídeos e Materiais didáticos que possibilitam e oportunizam os alunos interagirem com o que está acontecendo no Museu. Bem, poderia estar aqui falando muito do que se prática por aqui. Mas sabemos que o o limite permitido para relatemos é somente de 25 linhas, sendo um dos critérios proposto pelas organizadoras.Mas quero terminar dizendo que o Museu é muito importante, porque regatamos um espaço de lazer e estudos. Não é para guardarmos coisas velhas. Ele é a nossa História de vida, dos legados dos nossos antepassados, que fizeram muito por nós. Vale a pena visitar o Museu mais perto de sua casa. Até mesmo de outras Cidades. Pois, nos trazem a construção histórica de uma cidade. Seus costumes, tradições e culturas. Uma história contada através de fatos, imagens, e memorias de um povo que muito fez pela sua Sociedade. Além do Museu de Jaraguá do Sul, também oportunizamos nossos alunos a conhecerem outros Museus próximos, como o de Joinville-( Museu da Bicicleta, os samba quis, do Imigrante- relatando a vinda de D. Pedro para cá, etc). O Museu de São Francisco do Sul( Museu Histórico e o Museu do Mar) simplesmente lindos. Contam a história dos Homens Pescadores e da sua Colonização- migração...

Eu particularmente, amo visitar os museus. Nosso Brasil tem Lindos Museus. Mas posso falar, daqueles que mais frequento. Até por estarmos trabalando com os alunos...

BOA VISITAS A TODOS. CURTEM OS MOMENTOS DA NOSSA HISTÓRIA.

Escrito por Sandra Andrade, do blog Interação de Amigos

Se gostou deste texto, vote nele de 28 a 31 de Maio. Aproveite e comente. Quem sabe, é seleccionado para Melhor Comentário!


sábado, 22 de maio de 2010

"FORA DE PORTAS..."

(Imagem de Cora Buttenbender)

À palavra museu associo, desde logo, o Museu de Arte Contemporânea de Serralves, na cidade do Porto. Mas se me lembrar de Londres vem-me à cabeça o Tate Modern. Se penso em Madrid associo ao Museu Nacional Centro de Arte Reina Sofia. Berlim ao Museu Judaico. Barcelona ao Museu Picasso. Bilbao ao Guggenheim. Florença à Galeria da Academia de Belas Artes. Lisboa ao Museu Berardo. Cascais à Casa Paula Rego. And so on, and so on!

Estes fantásticos museus são pontos obrigatórios quando se visita essas cidades. Antes de lá chegarmos já temos planeado que os vamos percorrer. Mas não é disso que quero falar. Esses museus falam por si só, são suficientemente conhecidos e referidos nos meios de comunicação social, que não precisam que me debruce sobre eles. O que quero aqui fazer é falar dos museus menos mediáticos, dos desconhecidos para a maioria dos cidadãos, e que descobrimos dada a sua proximidade ou, simplesmente, por mero acaso.

Aqui, na localidade onde resido, e dada a sua reduzida dimensão, posso afirmar que existe um lote de bastante significativo de museus: Casa de Camilo – Museu / Centro de Estudos, Casa Museu Soledade Malvar, Museu dos Caminhos de Ferro, Museu da Industria Têxtil da Bacia do Ave, Museu Bernardino Machado, Museu da Fundação Cupertino de Miranda, Museu da Guerra Colonial, Museu de Arte Sacra e Museu do Automóvel.

Aqui há uns anos atrás, dei por mim a pensar que conhecia museus localizados em cidades distantes e que não conhecia alguns dos que estavam à porta da minha casa. Verifiquei, e ainda verifico que, tal como eu outrora, muitos famalicenses nunca entraram em qualquer destes museus. Não os conhece e não está interessado em conhecer! Automaticamente tomei a decisão que os iria conhecer, e que o faria acompanhada pela minha filha, na altura bastante mais pequena. E lá fomos as duas à sua descoberta. Aqueles que não conhecia (a maioria) revelaram-se uma verdadeira surpresa. Foi um Verão divertido, eu e ela de porta em porta a desvendar aquilo que estava à nossa volta e que nos recusávamos a ver! A alguns deles voltei com os meus alunos. Também ela lá voltou com os seus professores!

Em saídas ocasionais, por esse país fora, também já fui sobressaltada com alguns pequenos museus. Lembro-me de um fim-de-semana, em família, pela zona de Melgaço e deter ficado atónita com o Museu de Cinema. De ir à festa das bruxas a Montalegre e de ser brindada pelo Museu de Barroso. De ficar boquiaberta com o Museu do Caramulo. De passar por Belmonte e dar de caras com o Museu do Azeite. (…)

Pequenos, grandes, próximos ou distantes, os Museu são sempre uma boa razão para sairmos do conforto da nossa casa.

Obs.: Para que por aqui passem e por aqui se deixem ficar por mais um tempito.

Escrito por CarpedieMaria

Se gostou deste texto, vote nele de 28 a 31 de Maio. Aproveite e comente. Quem sabe, é seleccionado para Melhor Comentário!

MY FAVOURITE MUSEUM

(Guggenheim Museum Bilbao)
Instantly hailed as the most important structure of its time, Frank Gehry’s Guggenheim Museum Bilbao recently celebrated a decade of extraordinary success on October 19, 2007. With close to ninety exhibitions and over ten million visitors to its credit, the Guggenheim Museum Bilbao forever changed the way the world thinks about museums, and it continues to challenge our assumptions about the connections between art, architecture, and collecting.


Escrito por Amie, do blog Art in Nature - Atelier Amie

Se gostou deste texto, vote nele de 28 a 31 de Maio. Aproveite e comente. Quem sabe, é seleccionado para Melhor Comentário!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O CONVENTO DOS FRADES FRANCISCANOS E OS MISTÉRIOS DE TRANCOSO

Esta semana, como não podia deixar de ser, apresentamos-lhe o espaço do duplo evento de 10 de Junho: O Convento dos Frades Franciscanos. Todavia, a cidade de Trancoso é um local repleto de curiosidades e enigmas. Achamos que seria engraçado revelarmos alguns aqui no blog da Aldeia. Acompanhe-nos nesta descoberta dos mistérios trancosenses…


Igreja – Convento dos Frades Franciscanos (séc. XVI, Av. Campo da Feira): Fundado em 1569, era um pequeno convento de seis celas, onde os frades levavam uma vida simples, mas com normas rigorosas, difíceis de compreender aos olhos da comunidade civil e do clero secular. Tal chegou a ser motivo de desentendimentos, levando os freis a abandonarem em definitivo o local. Da sua arquitectura, destaca-se o portal de entrada, de influência renascentista, com colunas toscanas apoiadas por bases de um só toro. Ao lado, observa-se um calvário com três das 14 Cruzes distribuídas pela cidade (Via Sacra). Do convento, ainda resta a torre original e um anexo do séc. XVIII. Foi recentemente requalificado como Auditório Municipal, onde se efectuam as sessões da Assembleia Municipal, entre outras actividades culturais (como o evento Encontro de Bloggers/Lançamento do livro “Aldeias Históricas de Portugal – Guia Turístico”).

Sabia que…

…se pesquisar, existem à volta de 15 localidades com o nome de Trancoso, espalhadas pelo Mundo: Galiza, Brasil e até no México!

… no Canto VI d´Os Lusíadas, Luís Vaz de Camões narrou o episódio dos 12 de Inglaterra. É uma história verídica sobre honra e cavalheirismo, protagonizada por Álvaro Vasques Coutinho, alcunhado “o Magriço” e filho do alcaide de Trancoso.

… depois da grande Batalha de Trancoso (Batalha de S. Marcos), os prisioneiros de guerra foram alimentados a “pão e laranjas”. Para reviver este momento histórico, a 29 de Maio é tradição distribuir esses alimentos às crianças, no próprio planalto onde tudo aconteceu.

… Trancoso possui uma feira que anualmente atrai multidões? É a Feira Franca de S. Bartolomeu, uma das primeiras do País, cuja carta de feira serviu para instituir outros certames como os de Coimbra, Porto ou Viseu. Na Igreja de S. Bartolomeu (hoje capela) decorreram as cerimónias das bodas reais entre D. Dinis e D. Isabel de Aragão.

… nesta cidade, nasceu Gonçalo Anes Bandarra (1500-56): Sapateiro de profissão, era sobretudo conhecido pelas suas profecias. Condenado em vida pela Santa Sé, a concretização das suas profecias, tais como o Sebastianismo e a Restauração da Independência, valeu-lhe o reconhecimento da Casa Real, após a sua morte. Naturais de Trancoso, são também: Gonçalo Fernandes Trancoso (?- 1596), o primeiro grande contista português e Fernando Isaac Cardoso (1615-1683), famoso médico judeu-converso, filósofo, cientista e escritor.

Por último, a curiosidade mais engraçada: o Padre Costa de Trancoso teve 299 filhos de 53 mulheres. D. João II perdoou a pesada pena a qual tinha sido condenado.

O PELOURINHO DE SALVATERRA DO EXTREMO:


Como a minha vila não possui um Museu, porque toda ela é um Museu aberto ao ar livre, onde cada pedra da calçada, de um muro ou monumento conta uma História longínqua, vou falar do monumento que melhor caracteriza qualquer vila, ou seja: o seu pelourinho. No Dicionário da História de Portugal temos o significado de pelourinho: “coluna de pedra colocada em lugar público, de cidade ou vila, e na qual os municípios exerciam a sua justiça. Era o distintivo da jurisdição de um concelho e da sua autonomia judicial (...) Eram edificados na praça pública. Os delinquentes eram amarrados à coluna ou suspensos por baixo dos braços às argolas, ficando alguns palmos acima do solo, sendo posteriormente açoitados ou mutilados.” E perante isto, dou comigo a pensar: esta coluna de pedra silenciosa, afinal se pudesse falar, muito teria que contar…

Situado na Praça da vila, defronte do antigo edifício da Câmara e Torre do Relógio, este pelourinho, que tem resistido à passagem do tempo, data do século XVI, por altura do reinado de D. Manuel I, por altura dos Descobrimentos marítimos… Não é por ser da minha vila, mas é dos mais bonitos de Portugal e com tanto significado nele inscrito... Segundo a Monografia de Salvaterra do Extremo: “ apresenta a configuração de um septro formado por uma coluna de pedra oitavada da altura de 3 metros, bem trabalhada, a qual finge atravessar nessa altura, um anel de pedra que sobre ela assenta e termina gradualmente oitavado em espiral, formando um facho com balas onde ainda em cada uma das 8 estrias, semelhantes a metralha, que sai da boca de um canhão. À semelhança do ceptro de El-rei D. Manuel I, o anel apresenta na nascente um escudo com esfera armilar nela esculpida; ao poente, outro escudo com a Comenda da Ordem de Cristo; ao norte outro escudo com a Cruz da Comenda da Ordem de Aviz; e ao sul ainda outro escudo com as quinas portuguesas. Tanto na parte superior como na inferior do anel, vão 2 cordões em roda com a flor de liz e barcos de canhão e ao centro, a entrelaçar os escudos, um cabo de navio, tudo lavrado em relevo na pedra. A esfera e o facho – representam Ciência e Progresso; As balas e bocas de canhão – o Exército; O cabo do navio – a Marinha; As quinas – o Rei; A cruz de Cristo – o Clero e a cruz de Aviz – o povo, como cavaleiro que foi nos seus tempos primitivos.

Encerra, pois, o pelourinho de Salvaterra um alto conceito, próprio para um povo da raia, fronteiro a Espanha, o qual pode dizer de cabeça levantada que aquela pedra diz Ciência e Progresso, Exército e Marinha, rei, clero e povo que, unidos lutaram sempre pela independência de Portugal, com honra e glória imortais…”

Por isso meus amigos, comecem a observar com mais atenção os extraordinários pelourinhos por este país espalhados, pois tocar a sua coluna, é tocar pedaços de História, para sempre na pedra, gravados...

Escrito por Cristina R. do blog Uma aldeia perdida por entre montes

Se gostou deste texto, vote nele de 28 a 31 de Maio. Aproveite e comente. Quem sabe, é seleccionado para Melhor Comentário!

CASA DA RODA DE CARIA


A Casa da Roda, em Caria, fica situada num local discreto, junto à Rua do Reduto, foi recuperada e musealizada em 2009 e ali se pode reviver o passado e reflectir sobre o presente. Foi edificada em 1784, data que está gravada na pedra por cima da roda, para dar cumprimento a uma Lei de Pina Manique (reinado de D. Maria I), de 30 de Maio de 1783, que exigia a criação de Casas da Roda em todas as vilas e sedes de concelho. O estado terá tomado esta medida porque o aumento da população era bem visto, para combater o infanticídio, uma prática que era então frequente, e também para reduzir a falta de assistência aos abandonados.

Eram casas destinadas a acolher órfãos, crianças recém-nascidas “não desejadas” ou bastardas, cujos pais não pudessem assumir os seus cuidados. As rodas eram uma instituição municipal já que todo o país estava “controlado” por municípios e eram os municípios que sustentavam as Casas da Roda. As Rodas tinham aberturas para o exterior para que o exposto pudesse respirar. Por vezes a Roda tinha duas “prateleiras”, na parte inferior era depositada a criança e na parte superior o enxoval da criança, quando este existia ou outros objectos, nomeadamente cartas, lenços, medalhas para permitir a sua posterior identificação e recuperação, embora se saiba que isso raramente acontecia. A assistência consistia na recolha e criação do exposto, até aos seus 7 anos, e numa segunda fase na sua integração social pelo trabalho dos 8 anos até à maturidade.

O anonimato era muito importante e cultivado até à exaustão e por isso existia uma sineta que alertava a Rodeira, que estaria presente dia e noite, e que girava a Roda recolhendo a criança. Era depois efectuada, pelo escrivão da câmara, uma matrícula muito pormenorizada, que era inscrita no chamado Livro dos Expostos, guardava-se e registava-se tudo o que as crianças traziam quando eram deixadas na Roda.

Na Casa da Roda ou nas suas casas próprias viviam as amas de leite, que amamentavam as crianças. Mais tarde as crianças ficavam à guarda das chamadas amas-secas para quem trabalhavam ou eram entregues como criados a quem pagasse mais. A partir dos finais dos anos 50, do século XIX, a contestação às Rodas levou à sua extinção.

Escrito por Graça Ribeiro, do blog Passado de Pedra

Se gostou deste texto, vote nele de 28 a 31 de Maio. Aproveite e comente. Quem sabe, é seleccionado para Melhor Comentário!

terça-feira, 18 de maio de 2010

IDA AO MUSEU


Já visitei bastantes museus. Escolher um é difícil pelo que me decidi pelo último.

Tratou-se de uma visita à cidade de Elvas, que se iniciou fora da cerca medieval, junto à Fonte da Misericórdia. A Praça da República é local de passagem obrigatório pela sua beleza e marcas históricas que aí se podem observar, nela se localizando a antiga Sé, templo do século XVI, mas com intervenções posteriores. Imprescindível é passar pela Igreja do Convento das Domínicas, nas traseiras da Sé, pequeno templo de planta octogonal totalmente revestido de azulejos do século XVII. Sempre subindo a colina, chegámos ao castelo, de origem islâmica, de onde se desfruta de uma paisagem a perder de vista. Percorremos as ruas próximas, estreitas e curvilíneas, características dos períodos muçulmano e medieval. A Igreja da Ordem Terceira de S. Francisco transportou-nos para o período barroco, com exuberante talha dourada e azulejos do século XVIII. Entretanto, nas íngremes ruas, fomos passando por locais ligados à função militar da cidade. Referência especial para o Cemitério dos Ingleses e os Quartéis da Corujeira (em avançado estado de degradação). Depois a entrada na Igreja de S. Domingos, com o que resta da sua origem gótica e as modificações posteriores.

Por fim, o Museu Militar, instalado no antigo Convento de S. Domingos e Quartéis do Casarão. É impressionante o acervo que se encontra quer na parada, quer no interior do edifício, cuja arquitectura é, por si só, objecto de admiração.

Curiosamente, apesar de breve, a descrição de uma pequena parte da cidade ocupou mais espaço que a do museu propriamente dito. Mas não será a cidade um museu vivo?

Escrito por Júlia Galego, do blog Gambozino Alentejano

Se gostou deste texto, vote nele de 28 a 31 de Maio. Aproveite e comente. Quem sabe, é seleccionado para Melhor Comentário!




O MUSEU

O topo no espaço do pensamento poético discutido no plano da visão.

Em 1536 no Golfo de Bengala, o pirata Singh saqueava e afundava navios, o único sobrevivente desses ataques pirata sobrevive, encontrando na sua errância de naufrago as costas da Índia.

Na selva depois de ter visto seu pai ser assassinado pelo pirata, o sobrevivente faz um juramento sobre uma caveira, devotando a sua vida ao combate a pirataria a e barbaridade pela cobiça.

Transformando-se no primeiro Fantasma, as gerações subseqüentes perpetuam o juramento dando continuidade a saga, em defesa da justiça, fazendo sempre o juramento e recebendo os paramentos do Fantasma, o uniforme roxo.

Essa estória com argumento de Lee Falk e desenho de Ray Moore em 1936, cria a personagem de História em quadrinhos: O Fantasma – o Espírito que anda.

No surgimento da lenda do Fantasma, esse misterioso herói defensor da moral, imbatível no combate ao crime com sua capacidade de investigação, vai protegendo tesouros em sua Caverna da Caveira.

Nessa caverna protegida por uma tribo de ferozes pigmeus no coração da selva de Bengala e de dificílimo acesso, está resguardada a verdadeira história de todos os antepassados de seus pais, e todos 20 Fantasmas antecessores.

Na Caverna da Caveira, há uma imensa biblioteca onde ficam guardadas as Crônicas de toda a Dinastia de Espíritos-Que-Anda, temos também as salas dos Tesouros Menores e dos Tesouros Maiores.

Os Tesouros Menores consistem "apenas" de ouro, prata, pedras preciosas, pérolas raríssimas... Um verdadeiro "resgate de rei", amealhado ao longo dos séculos - tais preciosidades eram presentes ofertados ao Fantasma por reis e imperadores em sinal de gratidão.

Os Tesouros Maiores num amplo salão da Caverna da Caveira, à guiza de museu, ficam guardadas da cobiça humana, dos desastres naturais, da guerra e do fogo as mais preciosas relíquias da História: a espada Excalibur; pedaços da madeira da Arca de Noé; a taça de diamante de Alexandre, O Grande; a lira de Nero; a àspide que matou Cleópatra; os pergaminhos com a versão original da Odisséia, escrita pelo próprio Homero; e muitas outras peças.

Escrito por Fernando Zanforlin, do blog Quintal de Estudos da land art – Q.E.L.A.

Se gostou deste texto, vote nele de 28 a 31 de Maio. Aproveite e comente. Quem sabe, é seleccionado para Melhor Comentário!