segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Monsanto : Festa de Santa Cruz

Foto cedida pela Olho de Turista (2009)
O castelo está ligado à tradição da principal celebração de Monsanto: a Festa da Santa Cruz.


Originalmente uma tradição profana ligada ao ciclo da Primavera, foi cristianizada e associada ao lendário cerco do castelo, segundo algumas versões pelas tropas do pretor Lúcio Emílio Paulo em fins do século II a.C., segundo outras a um ataque dos mouros por volta de 1230, ou até posteriormente durante as lutas com Castela.

Em qualquer hipótese, os inimigos sitiantes procuraram vencer pela fome os defensores do castelo. A tradição refere que o cerco se prolongava já por sete longos anos, quando intramuros restavam apenas uma vitela magra e um alqueire de trigo. Uma das mulheres sugeriu então um estratagema desesperado para iludir o inimigo: alimentaram a vitela com o último trigo, lançando-a com alarde por sobre os muros do castelo, na direcção dos sitiantes.

Despedaçando-se contra as rochas, do ventre da vitela espalhou-se o trigo, abundantemente. Com essa manobra, o inimigo entendeu que os defensores ainda se encontravam milagrosamente providos de alimento, protegidos pela providência divina, levantando o cerco e se retirando da região.

O episódio é atribuído a um dia 3 de Maio (dia da Santa Cruz), razão pela qual nesta data, anualmente, as mulheres do povoado se vestem com as suas melhores roupas e, ao som de adufes e canções populares, agitando marafonas (bonecas coloridas com armação em cruz), algumas com potes caiados de branco, decorados e cheios de flores à cabeça, partem da povoação em direcção ao castelo. No interior do castelo, do alto das muralhas, os potes brancos, simbolizando a vitela, são lançados em direcção ao exterior, revivendo simbolicamente o episódio da salvação da vila.”

Recordo-me de me vestir igualmente de branco, ainda sem saber porquê, de tentar tocar o adufe que a Beatriz criteriosamente nos ensinava, e com o cabelo cheio de flores, miraculosamente equilibradas partir de manhã cedo em direcção ao castelo.

Subida íngreme, muito íngreme, vista de cortar a respiração.

Lá em cima no meio do nada, entre ruínas do que outrora tinha sido o “palco da salvação” assistir comovida à missa do dia e ouvir os cantares em vozes que não voltei a escutar, som que se propaga pela planície logo abaixo e que, jura quem de lá o escuta, se consegue ouvir a quilómetros de distância.

Parte das minhas raízes que acarinho. Pedaços de História. Bem hajam.

Texto escrito por Catarina, do blogue Once
Festas e Tradições de Monsanto, Idanha-a-Nova, Castelo Branco

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Capeia Arraiana – uma tradição exclusiva da raia sabugalense




Perde-se na noite dos tempos a origem da capeia arraiana como peculiar forma de lidar o touro. Esta peculiar tourada, que tem como grande originalidade um instrumento chamado forcão, apenas existe numa estreita faixa do concelho do Sabugal, ao redor da linha fronteiriça com Espanha.

Trata-se de um espectáculo único no mundo que, progressivamente, foi ganhando expressão e hoje, graças a manutenção dessa tradição, constitui uma imagem de marca daquele concelho raiano.

O forcão é um enorme triângulo formado com paus de carvalho, cortados e aparelhados a preceito. Na parte frontal, onde o touro investe, são-lhe colocadas as «galhas», que consistem em varas bifurcadas atadas com cordame. São necessários 20 a 30 homens de boa compleição física para o movimentarem, e com ele desafiarem o boi. A técnica consiste em saber rodopiar ao sabor das investidas do animal, evitando sempre que o mesmo contorne o aparelho ou consiga saltar-lhe para cima ou meter-se-lhe por baixo. Na manobra é crucial o papel do «rabejador», por norma homem alto e forte, que lá atrás, agarrado ao vértice do triângulo, é o verdadeiro timoneiro da aventura.

Antes da capeia propriamente dita, feita no largo da aldeia, realiza-se o «encerro». Tal espectáculo consiste no transporte e recolha do gado bravo para um curral no centro da aldeia, de onde sairá depois para a praça improvisada. Os touros vêm a pé, de lameiros afastados da terra, escoltados por cavaleiros, e entram em correria triunfal pelas ruas, com a população correndo também ou apinhada nos patamares das casas aplaudindo os touros e os garbosos cavaleiros que os acompanham.

Por antiquíssima tradição o calendário anual das capeias nas terras raianas do concelho do Sabugal inicia-se na Lageosa, a 6 de Agosto e termina a 25 do mesmo mês em Aldeia Velha. São pois 20 dias de intenso frenesim.

Pelo meio sucedem-se as touradas nas restantes aldeias. Aldeia do Bispo e Soito não perdem tempo, seguindo-se Alfaiates, Aldeia da Ponte, Ozendo, Forcalhos, Vale de Espinho, Fóios e também, mais recentemente, Rebolosa, Ruivós e Vale das Éguas.

A capeia é uma tradição que por si só constitui uma imensa potencialidade que o Sabugal pode e deve aproveitar para se projectar no futuro.


Paulo Leitão Batista, do blogue Capeia Arraiana.
Festas e tradições do concelho de Sabugal, Guarda


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Paradela em Festa - Senhora das Neves

Foi no dia 5 de Agosto a festa de Nossa Senhora das Neves.


A origem remonta aos tempos do Papa Libério que governou a Igreja entre 352 e 366. Segundo uma lenda, Nossa Senhora apareceu em sonhos a um patricio João pedindo-lhe que mandasse construir uma Igreja em sua honra num lugar que lhe fosse indicado pela neve.

Neve em Agosto, e em Roma?

Pois bem, segundo a mesma lenda apareceu neve nesse dia sobre o monte Esquilino. Daí vem a origem da grande Basílica de Santa Maria Maior também chamada liberiana devido à influência do Papa Libério.

Nossa Senhora das Neves é a Padroeira de Paradela.
No fim da missa, houve a habitual procissão pelo adro da igreja, seguindo-se o tradicional leilão do cacho das uvas que rendeu 100 Euros.

À tarde, seguiu-se a a Festa do Ramo. Para quem não sabe, em Paradela há um velho costume de neste dia um casal se oferecer para servir gratuitamente a Igreja durante um ano O marido fazendo as vezes de sacristão e a mulher tratando da limpeza da Igreja, dos paramentos do padre, bem como das flores e toalhas dos altares. Neste dia, o casal cessante, leva à casa do novo casal um ramo de "negrilho" (olmo branco) enfeitado com rebuçados, bolachas e outros doces, onde também vai um frango, uma melancia e as chaves da Igreja. O povo todo segue o ramo em cortejo até à casa do novo casal ao som da concertina e das castanholas. Aí chegados, bebem-se "uns canecos" e os dois casais, trocando de parceiras, dançam a "murinheira" seguidos depois pelos restantes presentes.



Este ano, o cortejo saiu de casa do Eliseu e da Lucia, no Bairro do Pombal e seguiu para a estrada da Senhora da Penha, para a casa do Alcino e da Isabel.







Escrto por J. Carvalho, do blogue Fidalgos de Paradela
O texto foi publicado em Agosto de 2008, com várias fotografias do evento. Convido-o a conhece-las aqui.

Se acha que esta festa a melhor para si, vote na caixa de votos presente na barra lateral e aproveite , tambeém para deixar o seu comentário,que sabe ainda ganha um prémio também.

sábado, 8 de agosto de 2009

Feira de S. Bartolomeu- (o passatempo)



Hoje termina o passatempo, iniciado dia 1 de Agosto, com as seguinntes questões:
1) Trancoso teve o priviégio de realizar a sua primeira feira franca em 1273. Como se chamava o rei que concedeu a Carta de Feira e fundou a Feira de S. Bartolomeu?


2) Em Trancoso nasceram várias figuras célebres, entre elas, um sapateiro de profissão, também conhecido por profeta e autor de trovas. Como se chamava esse sapateiro?

3) D. Dinis e Isabel de Aragão casaram em Trancoso. Onde foi realizada a cerimónia?

4) É um peixe, mas não tem espinhas, muito menos escamas. É castanho muito gordinho e guloso. Uma criação de freiras muito apreciado pelos trancosenses. O que é?


Foram vários os participantes que animaram a festa, mas  quem vai à Feira de Bartolomeu e jantar, com um convidado à sua escolha, é a  jovem participante , a Cusca Endiabrada, pois além de ter sido a primeira a participar, acertou em todas as perguntas, como podem ver aqui.

Parabéns, Cusca!
Agora é convidar um amigo(a) e pegar no carro, em direcção a Trancoso, para desfrutar dessa oferta da Trancoso Eventos, entre 14 a 23 de Agosto.

Vê lá se apareces aqui já e envia rapidamente os teus  dados (nome, contactos, morada), para te enviarmos essa oferta a tempo de a gozar .

*****    *****
E como ainda falta uma semana, para os nossos amigos leitores pensarem e decidirem ir à Feira de S. Bartolomeu, deixo-vos agora um desafio mais levezinho:

Primeiro vejam como foi no ano passado:





Agora, pensem em boas razões para  escrever, começando com a frase:

" Este ano vale a pena ir  à Feira de S. Bartolomeu, em Trancoso..."

O melhor comentário deixado aqui até dia 16 de Agosto, ganha uma estadia de uma noite  para duas pessoas  em Trancoso.

 De que esta à espera! Faça já o seu comentário!



quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Viagem do Elefante Azul

Imagem retirada da internet


E porque fazer Turismo pelas nossas aldeias também é cultura, nada como um grande nome , Nóbel da Literatura, como Saramago, cujo olhar sensível apela para a importância do património do nosso Portugal Profundo.
Como pequenina que sou, ao lado desse grande Senhor, nem me atrevo a escrever ou descrever a viagem que Saramago escreveu e reviveu cada momento ( como poderá ver na reportagem do post que se segue), só para nós, simples mortais , nos deliciarmos.
Por tudo isso, não podia deixar de postar sobre o famoso Elefante Azul, de Saramago escrito em livro e sintetizado no blogue da sua Fundação, que introduz essa Viagem assim:

"Que Portugal viu o elefante Salomão?
Que caminhos percorreu, que rios teve que cruzar, em que águas se banhou, que aldeias o acolheram, que pedras, desde então, nos esperam?

Para responder a estas questões a Fundação José Saramago inicia uma viagem por aquela que poderíamos considerar a rota portuguesa de Salomão, desde a cerca de Belém, em Lisboa, até à fronteira com Espanha em Figueira de Castelo Rodrigo.

Será uma viagem por uma paisagem que a mão do homem foi modificando, ainda que as serras e os rios, os campos e o sol sejam os mesmos, e por vilas e aldeias que conservam monumentos que nem o tempo nem tão pouco a mão do homem podem fazer desaparecer. Desses monumentos, naturais ou arquitectónicos, vamos aproximar-nos, para ver se certos recantos de rios, ou campos abertos, ou certas igrejas, ou castelos, ou restos de fortificações conservam memórias dos passos do elefante, esse bicho insólito de que se chegou a discutir se era Deus, embora os reis de Portugal tivessem claro que era apenas uma oferta para fortalecer laços entre monarquias europeias. Era a diplomacia de um presente vivo e a origem de um romance.

Seguindo a rota portuguesa que José Saramago inventou para Salomão, porque não ficaram registos da viagem real, reencontramos lugares históricos e extraordinários que reclamam um novo olhar. O elefante Salomão é um pretexto para percorrer Portugal com um livro nas mãos. Os viajantes passearão por uma geografia mas esta será também uma viagem interior, pela literatura e pela memória. Da qual se irá dando conta neste blog e da qual alguns cronistas nos oferecerão um balanço mais tarde.

Este é o itinerário básico que José Saramago elaborou e que nos mostrará ao longo dos próximos dias:
Lisboa: Belém
Constância
Castelo Novo
Fundão
Sortelha
Sabugal
Cidadelhe
Figueira de Castelo Rodrigo

E os rios, campos e serras que surgem no caminho. As paisagens diurnas e nocturnas que acolheram Salomão e os seus acompanhantes acolherão esta iniciativa de rastrear a história para nos conhecermos melhor."
in blogue : A viagem do Elefante

Vale a pena ler o livro e o blogue da Fundação de Saramago , bem como espreitar a reportagem do post que segue, com a recriação do roteiro , feita pelo próprio Saramago, aos lugares que escreveu. Porque já tive o privilégio de conhecer grande parte desses lugares e sentir-me exactamente assim, como o viajante Saramago descreve.
Aqui está uma boa sugestão de leitura e de passeio, para quem está, ou vai, de férias.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Passatempo - Este ano vou à Feira de S. Bartolomeu, em Trancoso! (on line na Rádio)

A partir deste momento (21.30h.) até às 22.15 horas, inicia-se na Rádio Mangualde (clique para ouvir em directo) a rubrica Olho de Turista com o passatempo "Este ano vou à Feira de S. Bartolomeu, em Trancoso".

Vamos testar a cultura geral dos nosso ouvintes, sobre a cidade de Trancoso e a sua belíssima Feira de Bartolomeu. Para participar, pode contactar directamente para a rádio 232 612 363 ou, se preferir, pode enviar a sua resposta, durante o programa, por e-mail para
aminhaldeia@sapo.pt ( email-do blogue)
ou para
burn.horamotard@gmail.com (e-mail da rádio).
Neste caso as respostas serão lidas em directo na rádio.

*****
E as questões são as seguintes:
1) Este fim de semana vai decorrer, em directo de Trancoso, um programa da RTP.
Como se chama esse programa televisivo?

2) A Feira de S. Bartolomeu vai decorrer de 14 a 23 de Agosto, em Trancoso.
Como se chama a artista internacional que irá animar a feira, logo no primeiro dia?

3) Quantas freguesias tem o concelho de Trancoso?

Descubra as respostas, aqui

E boa sorte !

É uma boa oportunidade para conhecer a Cidade de Trancoso e a sua famosa Feira de S. Bartolomeu, com dois bilhetes na mão e um jantar para dois, dentro do recinto desse grande evento!

E por falar em festas...


Vai haver uma "festa" logo à noite na Rádio Mangualde. Como já é habitual todas as quartas-feiras temos uma rubrica "Olho de Turista" integrada no programa "Burn Motard", onde fazemos sugestões de actividades e eventos a decorrer na Beira Interior nos fins-de-semanas.

A rubrica desta semana vai ser um pouco diferente: vamos ter um passatempo em directo, entre as 21.30 e as 22 h, sobre a Feira de S. Bartolomeu de Trancoso. Serão lançadas questões sobre o evento e a cidade de Trancoso. O primeiro ouvinte que conseguir acertar em todas as questões, ganha bilhetes e um jantar para duas pessoas. O resultado será anunciado no final da rubrica.

Acompanhe o programa, clicando aqui.
As perguntas vão ser postadas aqui no blogue, na hora da abertura do programa Burn Motard.

Pode participar, contactando directamente a rádio : 232 612 363.
Se preferir, pode enviar a sua resposta, durante o programa, para o e-mail aminhaldeia@sapo.pt ou para burn.horamotard@gmail.com (e-mail da rádio). Neste caso as respostas serão lidas em directo na rádio.

Para descobrir as respostas, deixamos uma dica aqui.


E já agora, convido os estimados leitores a visitar o Clube das Mulheres Beirãs, pois esta semana a senhora homenageada é uma doceira de Trancoso.

Até logo à noite!

Finalmente apareceu o nosso amigo João Celorico, que disse:


Anónimo disse...
Ei, pessoal! Está aí alguém?
Cheguei! Não sou Sebastião, nem “O Desejado”, sou o João,”O Retardatário”.
Pois é, o homem põe e Deus dispõe. Terminado este período de férias vi os resultados e simultaneamente uma estranha doença me atingiu. Comecei a inchar, sem razão aparente e posteriormente a babar-me. Estranho mesmo. Intrigado e incomodado tentei ligar à linha de Saúde 24, não fosse algum sintoma da tal H não sei quantas. Porém, alguém mais avisado e sem tais sintomas me disse que não era nada de cuidado e que tal maleita só necessitava de um copito de “DOC bicasta tinto e Reserva de 2004 - Adega de Meda” ou de um mero cálice de “vinho do Porto Branco - Fraga Ruiva” e foi-me também dizendo que convinha não abusar, pois a recaída poderia ser forte. E, assim foi, ainda não aviei os medicamentos, mas estou em convalescença, já menos inchado e menos baboso, que isto de ler tantos elogios põe-nos tontos. A ressaca é das fortes! Ou será que é o pessoal que está todo doido? Então, agora já querem um blogue? Na rua só me pedem é autógrafos!
Bem me dizia a minha mãe:

Porque não olhaste, primeiro,
onde te ias meter, João?
Quem te manda a ti, sapateiro,
meteres-te a tocar rabecão?

“A festa foi boa, pá”! Já terminou! O foguetório foi forte e cumpre-me apanhar as canas e desmontar a tenda. Alguém teria de fazê-lo. E, agora, o que posso eu dizer que já não tenha sido dito?

Apenas que, quero endereçar os meus parabéns (em Terras de Vera Cruz, diz-se parabenizar) aos meus amigos do “podium”, José e António, também à Elvira e a todos os que tiveram que aturar o meu comentário e, impávidos e serenos, assim continuaram. Foram eles os “culpados” da minha maratona poética. Em boa hora, pois, caso contrário eu não me teria dado a tal trabalho.
Quero também agradecer à nossa amiga Cristina, a mais “culpada”, por me ter deixado entrar na sua “casa” (eu talvez tenha pedido licença para entrar, já depois de lá estar dentro) e que um pouco por via das suas férias me meti nestes “assados”.

Por último, o meu agradecimento à organização, na pessoa da Susana por tudo (a douta e sapiente decisão que me atingiu em cheio), por ter tido o trabalho de ir, “in loco”, ver a terra que eu tanto apregoo e também por ter encontrado um meu familiar, o que, naquela terra, já vai sendo raro.

Organização, boa, impecável
e nada feita “ao calhas”,
facto, em si, admirável,
p’ra quem no nome tem “Falhas”!

PS: Para os mais curiosos e que ligam a estas coisas, direi que saí da minha terra com apenas 3 anos de idade e, praticamente, só lá voltei aos 11 e aos 14. Mais 3 ou quatro visitas de 1 ou dois dias, e foi tudo!
Ah, e já me esquecia, sou do signo Peixes! Não sei se isto acrescenta algo ao meu currículo!
Quanto à história do blogue, enquanto a amiga Cristina mo permitir, terei muito gosto em ir deixando lá o meu comentário para quem esteja interessado.
Eu gosto de dizer coisas sérias a brincar e não de brincar com coisas sérias, que é um bocadinho diferente. Um blogue ir-me-ia ocupar muito do meu tempo porque eu iria levar isso muito a sério e me desculpem o parafraseado “Há vida para além do blogue”! Mas, eu vou andar por aí e sempre que possível tentar ser do agrado da população bloguista!

E, em jeito de despedida, lá vai:

Sonhei ao Olimpo subir
com uma coroa de “espinhas”
e, todo contente, a sorrir,
levantar as garrafinhas!

Diziam-me ser um novo Camões
mas, com os dois olhos a ver,
e eu, para manter as ilusões,
“Os Bloguíadas” iria escrever.

Bocage não fui nem sou
e meu verso não polui!
Mas, também dizer não vou
que outro Aretino fui!

Dos meus dotes não me queixo,
não sou anjo nem Demónio
é que não me chamo Aleixo
e, nem sequer sou António!

Digo apenas, simplesmente,
e com esta aqui me fico.
Serei, para toda a gente,
o amigo João, o Celorico!

Bem hajam

João Celorico

4 de Agosto de 2009 22:17

sábado, 1 de agosto de 2009

Trancoso

O Mês de Agosto, que agora começa, o mais esperado para muitos portugueses, estejam onde estiverem, para as suas merecidas férias de Verão. Começam as festas e romarias por todo o país. Todos os pretextos são bem vindos para inundar a nossa terra com muita música, dança, comida, bebida e acima de tudo, convivência. Seja em honra dos filhos da terra, que deixaram saudosos os pais, e até mesmo o país, à procura de uma vida melhor. Seja em honra de santos e santas padroeiros da terrinha. Seja por amor à tradição e ao povo que aí insiste viver, seja contra ou a favor às tendências dos tempos modernos…


Elas estão aí, as festas e tradições da nossa terra, e nós desafiamos a todos vocês a partilharem connosco essas vivências únicas e quem sabe, ainda ganha admiradores visitantes para as conhecer.

De 10 a 31 de Agosto iremos dedicar este espaço com as vossas Festas e tradições.

Para participar, basta enviar, até dia 8 de Agosto, um e-mail com um texto original ( Máx 25 linhas) e uma fotografia para : aminhaldeia@sapo.pt.

 Haverá prémio para o melhor texto (cujos detalhes anunciaremos no dia 10 de Agosto) . As regras  mantêm-se da anterior blogagem "Férias da minha terra".

Conto com vocês para fazermos aqui uma grande festa!



E para vos inspirar um pouco e abrir o apetite a Olho de Turista preparou dois passatempos especiais para vocês, com o patrocínio da empresa Trancoso Eventos:

Trancoso é uma linda cidade do distrito da Guarda, classificada como uma Aldeia Histórica de Portugal. Convido-vos a visualizar este pequeno slide-show, que é uma pequena amostra das várias marcas dos tempos que foram decisivos para a construção de um país, que vivemos actualmente.






Nela encontramos a presença viva da História, sempre associada à modernidade dos tempos. A prova disso está na realização de uma das mais antigas Feiras do país. Estamos a referir-nos à Feira de S. Bartolomeu, que acontece anualmente em Agosto.


Este ano vai decorrer de 14 a 23 de Agosto e a organização da Feira de S. Bartolomeu tem o prazer de oferecer um bilhete duplo, com um jantar incluído*, de entrada para a feira aos primeiros participantes que derem as respostas correctas às questões que se seguem, sobre Trancoso:


1) Trancoso teve o priviégio de realizar a sua primeira feira franca em 1273. Como se chamava o rei que concedeu a Carta de Feira e fundou a Feira de S. Bartolomeu?

2) Em Trancoso nasceram várias figuras célebres, entre elas, um sapateiro de profissão, também conhecido por profeta e autor de trovas. Como se chamava esse sapateiro?
 3) D. Dinis e Isabel de Aragão casaram em Trancoso. Onde foi realizada a cerimónia?


4) É um peixe, mas não tem espinhas, muito menos escamas. É castanho muito gordinho e guloso. Uma criação de freiras muito apreciado pelos trancosenses. O que é?


Para as ditas respostas apenas uma dica darei: http://www.cm-trancoso.pt/

Este passatempo termina a 7 de Agosto e serão anunciados os resultados dia 8 de Agosto.
Boa sorte a todos e não se esqueçam de enviar o vosso texto para a blogagem colectiva!

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Resultados do concurso Blogagem Colectiva"Férias na minha terra"


Caros leitores e participantes:

Como a Susana vos disse, esta blogagem ultrapassou as nossas expectativas, especialmente pelo nascimento de grandes amizades, que acreditamos virem a vingar, seja virtualmente ou, quem sabe, pessoalmente.

E agora os resultados … e os vencedores …( bem, vencedores são todos os que participaram) ...o reconhecimento do valor dos participantes:
Não foi nada fácil a tarefa do Júri constituído por 3 elementos mas, o mesmo teve que decidir.


Começamos pelos comentários:

Pela dedicação e o afecto demonstrado a cada participante, chegando mesmo a compor um poema para cada artigo a concurso, o prémio para o melhor comentário, atribuído por unanimidade, cabe ao Sr. João Celorico.

De facto este leitor e participante, surpreendeu-nos e superou todas as expectativas que tínhamos para o que seria o melhor comentário. Há inclusive sugestões de várias pessoas, para que se conceba um livro em papel para os poemas de João Celorico. Talvez um dia, a OLHO DE TURISTA possa concretizar isso …
Como tal, ganha as 2 fantásticas garrafas de vinho seleccionado da Adega Cooperativa de Mêda, uma oferta da Olho de Turista.
Parece que ele está de férias. Quando regressar teremos que combinar a melhor forma de lhe entregar o prémio.

Em relação aos textos a concurso:

A Olho de Turista começa por distinguir , com o terceiro lugar, para o texto “Ilha Graciosa” da autoria de Alcinda Leal .

Agora o momento mais aguardado pelos participantes ao melhor artigo. Tarefa ingrata e muito difícil. Se por um lado o encanto conhecido e de renome mundial do Rio de Janeiro nos apela, por outro lado a tranquilidade, a pureza do ambiente e das gentes pacatas e acolhedoras de Cabeça também nos pedem a vitória.

Senão vejam de novo os artigos e o que escreveu o Sr. José Pinto, autor do artigo sobre a Cabeça no comentário ao seguir citado:


José Pinto disse...
Amigo António

Quem não gostaria de passar umas belas férias no Rio de Janeiro?
Quem não gostaria de passar umas boas férias na aldeia de Cabeça?

O que nos move aqui é esta ânsia legítima de que toda a gente escolha a nossa aldeia. Uma delas, gigantesca e mediática como o Rio de Janeiro; outra, pequenina e distante como a povoação de Cabeça que eu quero mostrar ao mundo.

Ah, se eu conseguisse! Esse seria o meu prémio!

Sabe? Às vezes, dou por mim a sonhar com a aldeia de Cabeça toda transfigurada, com gente a aparecer por todo o canto com projectos para investir no turismo rural, no queijo da serra, na cozinha regional e na recuperação destas casinhas de xisto centenárias.

Oh, meu Deus, que loucura!

O problema das aldeias é mesmo a desertificação, ou seja, o inverso das grandes metrópoles onde as pessoas se apinham.
No final desta blogagem, o Rio de Janeiro continua “lindo”, o Rio de Janeiro continua “sendo”, o Rio de Janeiro “Fevereiro e Março”, como canta o grande baiano Gilberto Gil.

A aldeia de Cabeça também continuará “linda”, mas continuará “sendo” esquecida pelo mundo global!...(ou não?!

Segundo as regras desta blogagem, as pessoas votam no melhor texto e não no sítio onde passam ou gostariam de passar férias. Isso é que é dramático, porque cada um de nós está convencido que escreveu muito bem, não é, amigo António?

Admito que, às vezes, até me esqueço disso. A verdade é que há mais 18 concorrentes a respeitar. E o texto vencedor não tem de, necessariamente, ser o meu! E o concurso ainda não acabou. E o problema é que não posso vender a fotografia da minha aldeia, mas tão só umas palavras que resolvi escrever!
Não é também o seu problema, António? Estamos tramados!

Obrigado pelo seu comentário.
Um abraço para o meu amigo.

José Pinto"

Visto que o Sr. António Regly , revelou-se um blogueiro excepcional, enquanto participante, leitor, eleitor e comentador , que no primeiro minuto envolveu-se totalmente nesta blogagem, não só para mostrar o que de melhor tem a sua cidade , mas também para conhecer as nossas terras.
Como reconhecimento do seu apoio de peso, por parte dos leitores que votaram nele, e do seu grande empenho, a Olho de Turista decidiu distinguir João Regly, como o blogueiro do mês de Julho premiando-o com a oferta de uma Garrafa de Vinho Tinto “Angoreta”, denominação de origem controlada, da reserva de 2003.
Uma oferta da Olho de Turista.
Tendo em conta que queremos divulgar e promover as Férias na terra de cada participante, priveligiando aquilo que de mais encantador, natural, tradicional e genuíno existe, de entre as participações todas … e a "defesa" muito bem fundamentada acima referenciada... não podemos deixar de declarar como vencedor o artigo:
Neste caso o prémio é a estadia de uma noite para 2 pessoas no fantástico e recente Hotel "Douro River Hotel & SPA", de 4 estrelas, em regime de alojamento e pequeno-almoço, em Lamego, uma oferta do referido Hotel.
É com muito prazer que a Olho de Turista atribui as referidas distinções e prémios.

Queremos agradecer a todos os que passaram por aqui, seja na qualidade de leitores, participantes, votantes, ou comentadores, que acreditaram neste desafio e contribuíram para o sucesso do mesmo.


Quem desejar participar na próxima blogagem sobre as “Festas e tradições”, amanhã, dia 1 de Agosto serão anunciados todos os pormenores sobre a mesma.

A Olho de Turista deseja a todos umas boas férias e/ou um bom fim de semana e convida-os a conhecer estes lugares tão bem apresentados na Blogagem “Férias na minha terra”.

Cumprimentos da Olho de Turista
Serafim Faro
(Gerente)

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Os Momentos de pura poesia...


Caros amigos, leitores, eleitores, comentadores e participantes:

Esta blogagem surpreendeu-me pela participação e interacção tão carinhosa entre todos que quiseram marcar a sua presença, comentando.

Surpreenderam-me e conseguiram ultrapassar todas as minhas expectativas.
A capacidade criativa e eloquente brilhou imenso ao longo deste mês de Julho, ao ponto de transformar a blogagem num autêntico encontro poético, entre bloggers e não só.
Estão todos de parabéns!!!
Como forma de reconhecimento e de agradecimento, faço questão de postar aqui os melhores comentários que por aqui passaram.
Convido-vos a dar uma olhadela aos comentários escritos em prosa e até em verso.
Deliciem-se!



[b]Lembrei de você!
Gifs - Flash - Fotos e Videos Para seu Orkut
Gifs, Flash e vídeos para seu Orkut = www.animaorkut.net


Começando por comentários, com memórias de outros tempos, como estes:

elvira carvalho disse...
Quando era menina, meu pai sempre semeava melancias, melões abóboras. Lembro um anop em que não tínhamos melancias e meu pai foi ao Barreiro comprar uma melancia grande para nós. Quando vinha a chegar a casa, um enorme barracão de madeira, um vizinho disse-lhe: "É Ti'Manel, nem é homem nem é nada senão jogar a melancia contra a parede." E não é que o meu pai jogou? E éramos eu e meus irmãos, a apanhar os bocados de melancia do chão e a lambuzarmos com eles.
Um abraço
23 de Julho de 2009 21:55

Milu disse...
Este texto que escreveu sobre a sua aldeia, provoca em mim algumas reminiscências daquela que é a minha aldeia e que um dia me viu nascer. Dela não guardo assim tantas imagens de lazer dos seus habitantes, porque todos eles viviam embrenhados na luta pela sobrevivência, desbravando terras e arrancando do seu seio o fruto do seu labor! A não ser, sim, a não ser, os velhos de poucas palavras, que para mais, forças não havia, que sentados em bancos à sombra das árvores, esperavam pela morte. As imagens que preservo na minha memória incidem, sobretudo, nas actividades quotidianas. O alvorecer e a subida da serra em direcção aos campos para o seu amanho. O entardecer e o regresso das gentes, que desciam os íngremes caminhos pejados de palha e caganitas largadas pelos rebanhos, ligeiras e envoltas por um alegre vozear, que denunciava a satisfação que é possível sentir ao cabo de um dever cumprido! Um pouco e à semelhança do descanso do guerreiro! Também me lembro das noites quentes e dos alegres cantares das moçoilas nas eiras! Era eu uma criança! Quantas vezes desejei ardentemente crescer bem depressa, como só é possível nos nossos sonhos, para que também pudesse fazer parte daquele grupo de jovens raparigas, que enchiam a noite e os ares com os seus belos trinados! Afinal, nada disso aconteceu! Lá crescer até que cresci, mas o meu destino foi bem diferente, todavia, dentro de mim permanecem vivas aquelas benfazejas vivências!

20 de Julho de 2009 1:05


Paola disse...
(Quero participar)

A terra que tenho é cosmopolita e citadina. Gosto dela por causa da cor. E do admirável sabor a choco. Mas essa, não é a terra que vive na minha cabeça. O rio, o Sado, é que é o mesmo. Admirável! Alimenta o meu olhar. E, agora que para lá estou a espreitar, descubro, lá ao fundo, a minha avó.Os pés da minha avó peregrinavam afoitos pela areia. E sempre que desagradados, recusavam os chinelos. Todos os dias, pela manhã, se cumpria o ritual. A bilha, muito direitinha em cima da cabeça, imaginava-se divindade num andor de procissão. Na cabeça da minha avó poisava uma rodilha de trapos. Farrapos de restos. Panos de cores desmaiadas. Tecidos urdidos por mãos enroladas. Uma rodilha abençoada. Auréola protectora. E a bilha anichava-se nela. Às vezes, trazia um raminho de camarinha com perfume de mel. Ou de alecrim.
Não tenho terra. Se a tivesse, era lá.
11 de Julho de 2009 20:33
Como eu me recordo dessas terríveis moscas, não as de Bragança mas as da aldeia do meu pai, embora a origem seja indiferente porque pertencem todas à mesma família, daquelas que picam o gado que está no andar térreo da casa e quando se passeiam pelo andar superior como não têm vacas nem porcos para atacar, mordem as nossas pernas, os nossos braços e tudo aquilo que puderem, não nos restando outro remédio senão agitarmos todo o nosso corpo como se estivessemos constantemente com convulsões, sendo muitas vezes necessário recorrer a palmadas porque a agitação nem sempre as assusta. Um dos meus passatempos preferidos nas tardes dos domingos escaldantes de verão, era observar as moscas a tentarem devorar o meu pai e os meus tios que tentavam dormir a sesta após o almoço familiar. Chegava a contar mais de cinquenta moscas pousadas nos seus corpos suados, e eles completamente desmaiados de sono, lutavam com estes inimigos invencíveis que mesmo por cima de lençóis brancos insistiam no ataque.


Parabéns pelo texto. Gostei muito.


Comentários que assumem sonhar com estes lugares:
Antonio Regly disse...
A beleza de um lugar nem sempre está na paisagem em si, mas nas pessoas, na hospitalidade; no brilho dos olhos e no sorriso de uma criança ao ver que o outro não é dali e veio para conhecer; no verso do poeta aspaixonado, do cancioneiro ou do dedicado serviçal; que dão um toque todo especial, fazendo ainda mais conhecido recanto que ama e muito estima.

Pude ver no seu post o quanto ama sua aldeia. Registrou, como quem pinta um quadro que ficará para a posteridade, as coisas boas, o modo de viver, o prato mais desejado, o líquido precioso - a água límpida - a diversão preferida e o todos mais desejam ao gozarem suas férias: o tão almejado sossego. Belo post!

Abraço do amigo,
Antonio
18 de Julho de 2009 4:21

alcinda leal disse...
Este texto é muito belo! Transporta-nos a um paraíso perdido, por momentos saímos da dimensão da vida quotidiana e vivemos num mundo onírico...É um sonho lindo comer as sardinhas no largo e ter um ribeiro de águas limpas por perto.E pessoas puras e amigas.Esse lugar existe nos sonhos de todos nós... e agora o José Pinto revelou-no-lo.
Obrigada, José Pinto e queira Deus que ganhe! Bem merece, pela mensagem de esperança que nos transmitiu!
Abraço Alcinda
26 de Julho de 2009 17:14


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Comentários em que sonham fazer pela terra..."se mandasse por um dia":

Herminia disse...
Oi Viseu
Se eu mandasse por um dia neste País , não dava "CARTÂO ÚNICO" a quem não passasse primeiro por Viseu....Terra dos melhores sabores gastronómicos.arroz de carqueja...,o rossio com aquelas arvores frondosas, cercado daqueles azulejos únicos...o parque do liceu....juras de amores...parque do Fontelo...grandes passeios...o nosso Viriato...bem protegido....Viseu é um JARDIM ,que mais quereis saber.....D.Duarte, no seu porte ...A Sé.....o Museu Gão Vasco....aqueles recantos .aquelas calçadas ...bem amigos visitai...passai à rua Direita ....e então todas as calçadas que vão dar à Sé? Será que existe outra cidade igual? Bem temos S.Pedro do Sul com o rio Vouga, dizia o poeta António Correia de Oliveira: OLHA O VOUGA ENTE VERDURAS...COMO VAI DEVAGARINHO....PARECE QUE VAI PASMADO ...EM VER TÂO LINDO CAMINHO.....Até breve Amigos Herminia
15 de Julho de 2009 0:32

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Comentários de quem encontra vivências simples e únicas das nossas aldeias:

Pinhas disse...
Quem gosta da nossa Serra da Estrela, como nós gostamos só pode dizer bem. Melhor descrição da vida de uma aldeia, que no caso é a sua, impossível.A vida da aldeia, eu sei, é assim mesmo. O tempo não passa, todos nos conhecemos, se for preciso ajuda, aparecem logo vários "braços". Uma das coisas que eu acho fantástica e que nas nossas aldeias ainda não perdemos, é o cumprimento. Uma coisa simples, "Bom dia, Boa tarde, Boa noite". Mesmo sem conhecer a pessoa que passa por eles/nós, é dito de uma forma que parece que nos conhecemos há anos.E estas duas simples palavras, podem crer, ao serem ditas ou ouvidas, conseguem com que se fique mais bem disposto. Já experimentou, na cidade?





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Comentários de quem admirou a essência do blogue:

Pena disse...
Doce Amiga:Uma divulgação fabulosa ao ser português e às belezas de turismo rural a que dá, fantasticamente, vida.Tradições. Sonhos. Admiráveis numa pessoa adorável e de encanto.Controla as suas deliciosas emoções com uma beleza pura.É bem verdade, o que expressa com pertinência e beleza pura.A nossa interioridade e, os possíveis gritos da Alma e coração, são o nosso profundo ser. Sentir. Estar. Fantástica.Simplesmente, lindo...Beijinhos de admiração pelo fascínio que expande...Com respeito...Beijinhos de uma pura amizade de que gosto muito...penaÉ linda...Adorei. Excelente!Tem um blogue de delícia, magia e encanto, sabia?Parabéns sinceros.
27 de Julho de 2009 12:33

Antonio Regly disse...
Helena,
Estou encantado pela oportunidade que vocês tem nos proporcionado, de modo a conhecermos um pouco mais a cultura do povo português, algumas mais detalhadas que as outras, enriquecendo nosso conhecimento.O que tenho observado tanto na blogagem coletiva, quanto no festival de melancia, é a ênfase que tem sido dada nos posts: tem-se primado as pessoas, as famílias, um povoado, as tradições etc.. Isso nos mostra o quanto tem se dado valor ao ser humano, mesmo num contexto em que a maioria das vezes o dinheiro, o capital, os lucros, os negócios tem ocupado os primeiros lugares.Particularmente, ao contemplar as fotos do festival, e uma delas tem um senhor com alguns exemplares de melancias muito bonitos, sugerindo estarem apetitosas, fico a imaginar o clima de confraternização e de alegria por ocasião da colheita. Eu acho um privilégio muito grande quando temos a oportunidade de colher um fruto, uma verdura ou outro qualquer em algo que cultivamos.Que Deus abençoe os agricultores, dando-lhes chuvas temporãs e serodia, de sorte que tenham abundantes colheitas. São os meus sinceros votos.
Parabéns!
Abraço do amigo,
Antonio
24 de Julho de 2009 23:50


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Para brilharem ainda mais, faço questão de levantar o véu de todas as caixinhas de comentário de cada texto a concurso para todos apreciarem os trabalhos trabalhos poéticos, dos nosso amigos.
Convido-os a ler, com atenção:

J Pinto disse...
Viver em comunidade
Num ambiente rural
É uma grande vaidade
Que só honra a Sociedade
Do moderno Portugal
É uma visão muito nobre!
Mas olha que antigamente
Era vergonha ser pobre.
No tempo dos meus avós
Faziam pouco da gente
E até se riam de nós!

Respondendo à Susana.
O que me atrevo a dizer?
Sempre que lhe der na gana
Venha cá ter.

Ó mulher, apareça
Venha visitar Cabeça
Se for em Agosto…
Será um gosto!

Abraço.
José Pinto
11 de Julho de 2009 12:13

***********

Antonio Regly disse...

João
Nome de profeta, de amigo e do meu pai,
Que abrilhantou meu post com esta bela quadra
Mas um da terra, que nesta blogagem bem se sai
Comenta em verso palavras belas que se enquadra

Se não sai da minha cabeça
Palavras bonitas e vocabulário rico
Tento escrever algo que se pareça
Com as palavras amigas do João Celorico

Mesmo não me tenha dado voto
Recebo como prêmio suas palavras gentis
Dos seus versos fico devoto
Pois deixou-me mui feliz

Antonio Regly
25 de Julho de 2009 0:05

***********

Antonio Regly disse...
Você não me deu o teu voto
Mas eu bem dei-te o meu
Não foi por controle remoto
Mas, sim, com um clique meu

Admiro sua inteligência
Bom amigo, meu rapaz
Ter tamanha paciência
Esse jovem tão vivaz
Lindos versos, que carinho!

Modo ímpar para falar da terra
Parece até um passarinho
Cantando em meio à serra
Passar férias na tua terra

É o que mais desejo agora
Quero ver tua Salvaterra
E que seja sem demora
Nestes versos bem-fazejo

Passaria horas a meditar
Nas belas terras do Alentejo
Ir de férias e muito viajar
Destas terras de além mar

Que tanta coisa boa emana
Aldeias de belezas sem par
De nobres pessoas como Susana

Já chega de tanta prosa
Isto é virtude do amigo
Receba um buquê de rosas
Do Brasil para Celorico
25 de Julho de 2009 23:37

Anónimo disse...

Caro António,

Com seus versos, perco o pio,
e vou-lhe tirar o meu chapéu!
Pois directamente do Rio,
mais parecem vindos do Céu!

Diz-me ter o nome de seu pai,
mas que bela analogia!
Pois, meu amigo, aqui vai,
sou filho de José e de Maria!

Mais lhe digo, amigo António,
isto que leu, os versos meus,
servem-me para afastar o Demónio
e ir vivendo de bem com Deus!

Bem haja,
João Celorico
25 de Julho de 2009 18:18


*********

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Mas o nosso amigo João Celorico, que fez questão de presentear todos os participantes com um poema da sua autoria, ora leiam:

Anónimo disse...

Cara Susana,numa esporádica passagem por casa,foi uma grata surpresa encontrar o seu amável comentário.Bem haja e lá vai a minha resposta:

A quem me apelida de poeta
muito terei que agradecer,
por vezes, serei um pateta,
mas serei assim, até morrer!

Dos meus dotes não me queixo,
não sou anjo, nem demónio,
é que não me chamo Aleixo
e nem sequer sou António!

Diz que Salvaterra não conhecee,
por tal pecado, assustada.
Olhe que ela merece,
mas, por ora, está perdoada!

vou colocar um comentário mais longo no post do blog.
Felicidades e boa continuação da blogagem e até daqui a uns dias.
João Celorico
11 de Julho de 2009 12:59



Anónimo disse...

Aqui vai o meu comentário, em causa própria:

SALVATERRA DO EXTREMO
Da cabeça não me sai
“o comentário melhor”,
o meu, sem pejo, aqui vai,
e cá o apanho sem favor!

Para quê fazer cenas
se ninguém em mim votou?
Preocupo-me, só, e apenas,
porque ninguém me comentou!

Mas, estou satisfeito comigo!
“Bloguei”, votei e comentei!
Por isso, em verdade vos digo
que, eu sim, já ganhei!

Quem não quis comentar,
ainda que sem razão,
foi como para o lado olhar
e jogar na abstenção!

E aos que não comentaram,
podendo e devendo fazê-lo quero,
se já carecas ficaram,
que lhes cresça o cabelo!

O que é que eu posso dizer?
Que mais eu posso inventar,
da terra que me viu nascer?
Falar dela! Falar! Falar!

Salvaterra me desterra,
diz o verso sem razão,
mas Salvaterra é a terra
que trago no coração!

João Celorico
21 de Julho de 2009 2:48

Cara Susana,como prometi na minha caixa,aqui estou a pôr um comentário mais longo.
Venho pôr duas questões:
1)Vou comentar todos os textos. Posso?
2)Posso comentar também o meu?

Posto isto e para lhe aguçar o apetite vou colocar o trabalho que tinha feito para a blogagem anterior mas que que não apresentei porque a minha logística informática o não permitia.
Para completar o que eu escrevo sugiro que se sirva das belas imagens da comum amiga Cristina.

Aqui vai,

A ALDEIA DA MINHA VIDA

Plantada em alto monte,
donde a vista é tamanha,
olhando bem, defronte,
se vêm terras de Espanha.

Orgulhosa do seu passado,
heróica diligente e altaneira,
sua função, cá deste lado manter ,
de Portugal, a fronteira.

E o Erges que, antigamente,
fazia aos dois povos negaça,
é quem, no presente,
os une e os abraça.

Quem chega tem, à entrada,
como surpresa primeira,
a nossa “volta da estrada”,
a subir, numa ladeira.

E, caminhando pela estrada,
tem, do lado direito, o Cruzeiro
desta terra abençoada,
abençoando o forasteiro.

Por fim, quem diria,
qual pintura num quadro,
a Igreja de Santa Maria,
altiva enchendo o Adro.

D. Sancho, o segundo,
lhe deu foral,o primeiro
e Salvaterra entrou no Mundo
para um lugar cimeiro.

O rei aos Templários
a cedeu para que dela cuidassem,
cobrassem algum de seu
e também a povoassem.

Mas a Ordem do Templo
não soube, não pôde ou não quis e,
para servir de exemplo,
lha retirou D. Dinis.

Tem uma Igreja Matriz,
tão vetusta e altaneira
que, Deus assim o quis,
fosse a Imaculada a padroeira.

Tem, Santa Luzia e Santo António,
mais a Igreja da Misericórdia,
para afastar o Demónio
e o povo ter concórdia.

Mais abaixo, na Deveza,
a Senhora da Consolação,
onde o povo canta e reza,
espalhando sua devoção.

Devoção antiga é essa
a que acorre o povo todo!
Assim se cumpre a promessa
e se serve um lauto Bodo!

São sempre mais de mil
que da Santa honram o nome
e onde até, na Guerra Civil,
muito espanhol matou a fome.

O Pelourinho na Praça,
símbolo perfeito e fiel,
representa, para quem passa,
o foral de D. Manuel.

Tem o Calvário e o Cruzeiro,
pedra dura, trabalhada,
junto ao cemitério,o primeiro
e o outro, logo à entrada.

É assim a minha aldeia,
apesar de vila ser,
em cada pedra uma ideia
que a não deixa morrer.

Para esta resenha ter fim,
desde o Algarve a Caminha,
tenho que, cá para mim,
a melhor terra é a minha!

Haverá terra maior
ou alguma mais na berra
mas para mim, sem favor,
a melhor é Salvaterra!

As minhas desculpas pelo alongar do comentário mas, Salvaterra merece!
Muitas felicidades e até breve

***** *********

Aqui vão os meus comentários para os textos indicados:

O RIO DE JANEIRO PARA A MARIA

Da cabeça não me sai
“o comentário melhor”,
o meu, amiga, aqui vai,
apanhe-o se faz favor!

O Rio continua lindo,
lindo, lindo, sim senhor,
e o povo sempre sorrindo
abraçado pl’o Redentor!

Também este belo texto
onde essa beleza se evoca
serve apenas como pretexto
pr’ó amor duma “falsa” carioca!


CACELA VELHA

Da cabeça não me sai
“o comentário melhor”,
o meu, amigo, aqui vai,
apanhe-o se faz favor!

O que dizer de Cacela
que não se tenha dito já?
Dizer só que é bela,
pronto, e já está?

Para conhecer Cacela Velha,
e para as dúvidas tirar,
o bom senso aconselha
que todos a vão visitar!

João Celorico
21 de Julho de 2009 0:56


Anónimo disse...

Aqui vai o meu comentário:

TERMAS DE MONFORTINHO

Da cabeça não me sai
“o comentário melhor”,
o meu, amigo, aqui vai,
apanhe-o se faz favor!

Falar dum vizinho
só pode ser com verdade.
Falar de Monfortinho
só pode ser com amizade!

Do texto que foi escrito,
à fé daquilo que sou,
digo aqui, fica dito,
o meu voto não lhe dou!

João Celorico
21 de Julho de 2009 1:02

Anónimo disse...

Aqui vai o meu comentário:
POR TOM DELA

Da cabeça não me sai
“o comentário melhor”,
o meu, amiga, aqui vai,
apanhe-o se faz favor!

Não foi preciso fazer o “Pino”
para este texto escrever
traçamos nosso destino
desde a hora do nascer.

Dar o voto seria bonito,
mas não estamos no S. Simão,
e o meu voto seria esquisito.
Eu não dou, outros “DÃO”!

João Celorico21 de Julho de 2009 1:08

Aqui vai o meu comentário:

CABEÇA

Da cabeça não me sai
“o comentário melhor”,
o meu, amigo, aqui vai,
apanhe-o se faz favor!

Isto sim, é prosa com cabeça
e com pés para andar
a todos pede meça
e até consegue versejar!

Pôs-me um sério dilema!
Uma dor na dita que nem sei
como resolver o problema.
É que o meu voto já o dei!

João Celorico
21 de Julho de 2009 1:16

Anónimo disse...

Aqui vai o meu comentário:

RIO DE JANEIRO CIDADE MARAVILHOSA

Da cabeça não me sai
“o comentário melhor”,
o meu, amigo, aqui vai,
apanhe-o se faz favor!

Cidade maravilhosa,
do Cristo do Corcovado,
da morena deliciosa
e do samba danado.

Recebi, li e gostei
de tudo o que você fez
mas meu voto não dei.
Fica pr’á outra vez!

João Celorico
21 de Julho de 2009 1:21

Anónimo disse...
Aqui vai o meu comentário:

A ILHA DA GRACIOSA
Da cabeça não me sai
“o comentário melhor”,
o meu, amiga, aqui vai,
apanhe-o se faz favor!

Bela ilha! Esta sim!
Olhem para esta beleza!
Tenho que, cá para mim,
é um delírio da Natureza!

Peço desculpa, no entanto,
mil perdões à Alcinda,
um voto custa tanto
que ele não vai ainda!

João Celorico21 de Julho de 2009 1:26


Anónimo disse...
Aqui vai o meu comentário:

VISEU

Da cabeça não me sai
“o comentário melhor”,
o meu, amiga, aqui vai,
apanhe-o se faz favor!

Bela esta sugestão
que aqui nos é dada,
mete “Amor de Perdição”
e galinha arrozada.

Fala de ementas e Viriato,
tudo tão à socapa
que se não me precato,
o voto das mãos me escapa!

João Celorico


Anónimo disse...
Aqui vai o meu comentário:

MÊDA

Da cabeça não me sai
“o comentário melhor”,
o meu, amiga, aqui vai,
apanhe-o se faz favor!

Região por descobrir,
e o que mais soe dizer,
quem por lá quiser ir
terá muito a aprender.

Diz-se cheia de história
e oferecendo bem estar,
fica na minha memória
mas o voto não vou dar!

João Celorico
21 de Julho de 2009 1:37


Aqui vão os meus comentários aos dois textos:

SUBIDA DO RIO DOURO DE BARCO

Da cabeça não me sai
“o comentário melhor”,
o meu, amiga, aqui vai,
apanhe-o se faz favor!

A prosa é bela
e a viagem teve história
uma ficamoscom ela,
a outra, só na memória.

Estou no entanto aliviado
por não ter que votar
o texto está assombrado
e o meu voto não ia dar!

***** *********

FIGUEIRA DE CASTELO RODRIGO

Da cabeça não me sai
“o comentário melhor”,
o meu, amiga, aqui vai,
apanhe-o se faz favor!

Vila não muito antiga
de poetas e escritores
terra de gente amiga
defende nossos valores.

Chamam-na de Figueira,
a de Castelo Rodrigo,
mas mesmo desta maneira
meu voto ainda não digo!

João Celorico
21 de Julho de 2009 1:45


Anónimo disse...
Aqui vai o meu comentário:

AS MINHAS FÉRIAS DE SONHO NA MADEIRA

Da cabeça não me sai
“o comentário melhor”,
o meu, amiga, aqui vai,
apanhe-o se faz favor!

Férias na Madeira
e o sonho acontecer
é uma boa maneira
para a vida viver.

Na Natureza em festa,
parece tudo sorrir,
mas ainda não é desta
que meu voto vai cair!

João Celorico
21 de Julho de 2009 1:50

Anónimo disse...

Aqui vai o meu comentário:

PIQUENIQUE NA SERRA DA FREITA

Da cabeça não me sai
“o comentário melhor”,
o meu, amiga, aqui vai,
apanhe-o se faz favor!

Um piquenique lá na serra,
bem no meio da Natureza,
vendo os mistérios da terra,
isso sim, é uma beleza!

Mas, por mais voltas que dê,
ainda que me faça sorrir,
não sei ainda o porquê
do meu voto não parir!

João Celorico
21 de Julho de 2009 1:54




Anónimo disse...
Aqui vai o meu comentário:

FÉRIAS NA REGIÃO DE LISBOA

Da cabeça não me sai
“o comentário melhor”,
o meu, amigo, aqui vai,
apanhe-o se faz favor!

Numa cidade de mistério,
a beleza que dela emana
só se pode ver, a sério,
durante o fim de semana.

De acordo com quase tudo
o que aqui ficou escrito,
fico cego, surdo e mudo,
quanto ao meu votozito!

João Celorico
21 de Julho de 2009 1:59

Anónimo disse...
Aqui vai o meu comentário:

GRAMADO
Da cabeça não me sai
“o comentário melhor”,
o meu, amiga, aqui vai,
apanhe-o se faz favor!

Sítio lindo, maravilhoso,
mas eu digo, cá para mim,
sem ser em ar de gozo,
o Brasil é todo assim!

Tudo lindo, minha amiga,
prosa que até enleva,
mas deixe que lhe diga,
voto meu, você não leva!

João Celorico
21 de Julho de 2009 2:05


Anónimo disse...

Aqui vai o meu comentário:

LAGOS

Da cabeça não me sai
“o comentário melhor”,
o meu, amiga, aqui vai,
apanhe-o se faz favor!

Nas canastras salta o peixe,
volteiam as gaivotas no are
para que o meu voto lhe deixe
tive muito que “Repensar”!

Pode meu verso ser patético
ou talvez o quê, não sei,
achei o seu texto poético
e o meu voto aqui deixei!

João Celorico
21 de Julho de 2009 2:10


Anónimo disse...
Aqui vai o meu comentário:

LAGOS

Da cabeça não me sai
“o comentário melhor”,
o meu, amiga, aqui vai,
apanhe-o se faz favor!

Outra não, por favor!
Já sei que Lagos é “gira”,
respeito o seu fervor,
mas me desculpe Elvira.

Podem, até, ser vizinhas
mas, claro que não sei.
São só “Coisas minhas”
e para esse peditório já dei!

João Celorico
21 de Julho de 2009 2:15

Anónimo disse...

Aqui vai o meu comentário:
POR TERRAS DE BRAGANÇA
Da cabeça não me sai
“o comentário melhor”,
o meu, amigo, aqui vai,
apanhe-o se faz favor!

Que férias tão animadas
que este senhor nos ensina,
chegar-se a primas, chegadas,
para aprender Medicina.

Terá sido engraçado,
por aquilo que eu noto,
mas esteja descansado,
não vai levar o meu voto!

João Celorico
21 de Julho de 2009 2:21

Anónimo disse...

Aqui vai o meu comentário:

S. PEDRO DE MOEL

Da cabeça não me sai
“o comentário melhor”,
o meu, amiga, aqui vai,
apanhe-o se faz favor!

Aqui, onde dizem, Santa Isabel
ter perdido sua mantilha,
as árvores, agora, são para papel,
cortadas, postas em pilha.

E lá se vai indo o pinhal,
trabalho de D. Dinis,
a prosa não está mal,
mas o meu voto não a quis!

João Celorico
21 de Julho de 2009 2:27


Anónimo disse...
Aqui vai o meu comentário:

LAGARINHOS

Da cabeça não me sai
“o comentário melhor”,
o meu, amiga, aqui vai,
apanhe-o se faz favor!

Para gente urbana
não está mal aqui sentirem-se felizes.
A causa é simples, afinal,
procuram as suas raízes.

Mas para que toda a gente
veja que a prosa está “inquinada”
não ponho meu voto
na carqueja nem no meio da feijoada!

João Celorico
21 de Julho de 2009 2:33

Anónimo disse...
Aqui vai o meu comentário:

BELO HORIZONTE
Da cabeça não me sai
“o comentário melhor”,
o meu, amiga, aqui vai,
apanhe-o se faz favor!

Não é só belo o horizonte,
mas tudo o que o rodeia!
Não há ninguém que aponte
uma só coisinha feia.

Seu texto, eu amei,
mas outro eu vou amar.
Meu voto eu guardei
e ele não vou-lhe dar!

João Celorico
21 de Julho de 2009 2:37

Aqui vai o meu comentário:
ODECEIXE

Da cabeça não me sai
“o comentário melhor”,
o meu, amiga, aqui vai,
apanhe-o se faz favor!

Ora aqui está um texto
sem muito para pensar
não arranja pretexto
e nele tudo é mar.

E eu, como vivo distante
deste lugar de Odeceixe
isso, por si, já é o bastante
pr’a que o voto aqui não deixe!

João Celorico
21 de Julho de 2009 2:54

Anónimo disse...
Aqui vai o meu comentário:
COIMBRA
Da cabeça não me sai
“o comentário melhor”,
o meu, amiga, aqui vai,
apanhe-o se faz favor!

Foi aqui que ainda crianças,
minhas filhas, de tenra idade,
alimentaram minhas esperanças
ao vê-las na “Universidade”.

Custa-me muito dizer isto,
ainda para mais a uma avó,
mas o meu voto, depois disto,
fugiu, desfez-se em pó!

João Celorico
21 de Julho de 2009 3:00






Anónimo disse...
Aqui vai o meu comentário:
CABANAS DE TAVIRA

Da cabeça não me sai
“o comentário melhor”,
o meu, amiga, aqui vai,
apanhe-o se faz favor!

Um amor e uma cabana
não é tudo na vida, afinal,
e o corpo a noite engana
passeando na marginal?

Uma praia sem alvoroço,
e onde uma pessoa se retira?
É só esticar o pescoço,
ali pr’ós lados de Tavira!

Os últimos chegam à frente,
já lá diz o ditado,
mas vou ser incoerente
e o meu voto não é dado.

João Celorico
21 de Julho de 2009 3:13




Para todos que marcaram a sua presença, comentando, aqui fica um reconhecimento...um pequeno postal electrónico, com muito carinho.


Obrigada a todos pela amizade e por acreditarem neste projecto. Ficaram todos no meu coração e ganharam uma grande admiradora.



Amanhã , pelo final da tarde, serão anunciados os resultados desta blogagem, para o melhor texto e melhor comentário.


Bjs para todos!


quarta-feira, 29 de julho de 2009

Um comentário que merece ser postado!

"Olá Susana,

Agradeço imenso o convite feito para nos encontrarmos no festival da melancia no Ladoeiro. Por acaso já tinha ouvido falar, mas nunca lá fui; deve valer bem a pena uma visita.

Tal como disse num comentário que fiz no meu blog, entrei de férias dia 7 de Julho, e fiquei bem longe de computadores e internet, pelo que só agora vi teu convite. Vou-te revelar uma coisa, que se calhar nunca ficou clara nos textos que postei em meu blog: sou filha de Salvaterrenhos, mas tal como muitos filhos daquela terra, também meus pais partiram novos de lá, à procura de uma vida melhor. Pelo que acabei por nascer em Lisboa...

Este blog nasceu como uma forma de homenagear meus avós e antepassados de Salvaterra provenientes, e como forma de incutir a meu filho o orgulho de ter raízes em Salvaterra, e deixar-lhe algumas memórias do que outrora vivi, quando meus avós eram vivos, e também memórias de meus próprios pais. Daí que não resida em Salvaterra, apesar de a trazer no coração.

Vou lá de vez em quando, mais frequentemente no Verão, durante as férias. E foi lá que estive estes dias. Aliás, não sei de sítio melhor para passar férias. Mas, por acaso, mesmo longe da internet, lembrei-me de ti, porque também de Salvaterra se avista a escarpa de Monsanto. E no dia que fui dar uma volta a Penha Garcia, onde ainda se avista melhor, tive vontade de ir até essa bela aldeia que é Monsanto, pois há anos que lá não vou. Foi no dia em que a RTP1 foi fazer o programa a Monsanto. Ainda pensei: vou ao posto de turismo e pergunto pela Susana, para a conhecer. Mas depois acho que a vergonha foi maior, pois não é algo que costume fazer e não gosto de incomodar as pessoas... Era só andar mais um bocadinho, já que estava em Penha Garcia, ali tão perto, mas enfim... São aquelas decisões parvas que às vezes tomamos, que nos fazem perder oportunidades únicas, verdade?

Agora não sei quando voltarei a Salvaterra, mas para o ano, se tiver férias em Julho, combinamos e vamos comer uma bela fatia de melancia, lol...

Quanto ao amigo João Celorico, que não conheço pessoalmente, mas pelo que dá a entender também é filho daquela terra e anda “desterrado”, a ver se depois o convencemos, para que se junte a nós. Claro que não irei sózinha: levo meu filhote, meu mais que tudo e já agora minha querida amiga Ana do Fundão, que, com certeza, também irá gostar do festival da melancia...

Beijinhos e continuação de bom trabalho, a divulgar as nossas belas aldeias. Haja alguém que promova o que temos de melhor..."
28 de Julho de 2009 13:25

Vale a pena conhecer o blogue da Cristina: "Uma aldeia perdida perdida entre montes"



(Slide da Cristina, quando participou na primeira blogagem da Aldeia da minha vida)

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A minha resposta:

Querida Cristina:

Obrigada por teres respondido ao convite que te fiz. Não sabes o que perdeste (tu e o João Celorico)... Mas fica combinado , para o próximo ano encontrarmo-nos lá, para nos conhecermos e apreciarmos pessoalmente esse belíssimo festival.
Curioso é que nesse fim de semana também estive em Salvaterra do Extremo a procurar, também por ti... mas apenas tinha um nome... Cristina... e não foi suficiente para as pessoas saberem quem serias... apenas consegui alguma informação do João Celorico... que pena, pois afinal estavas lá... e se calhar até passei pela casa onde estarias hospedada...

Em relação à ideia de perguntar por mim no Posto de Turismo, não irias ter muita sorte, pois eu sou da Mêda (distrito da Guarda), mas vivo em Viseu. Provalvelmente poderiam saber quem sou eu, por causa da "Olho de Turista", porque mantemos contacto com muitas pessoas dessas bandas.

Este blogue, entre outros que criei, têm esse mesmo objectivo: divulgar as nossas terras, especialmente as do interior, que merecem todo o carinho e atenção de todos nós, pela História que carregam, pela cultura, tradições, saberes e acima de tudo, pelas pessoas que nasceram e escolheram viver nesses lugares, com muito sacrifício, trabalho e coragem.


No caso do blogue "Aldeia da Minha Vida" foi pensada para que todos, bloguistas ou não, pudessem ter sua a oportunidade para dar a conhecer a sua terra, tão importante e merecedora de valorização e atenção, como qualquer outra. Foi isso que aconteceu com a primeira Blogagem Colectiva de Junho, com o tema "Aldeia da minha vida" e agora a de Julho, com as "Férias na minha terra" que está já na recta final. Como tenho vindo a referir, dia 31 de Julho serão divulgados os resultados do júri da Olho de Turista sobre esta blogagem.

Entretanto convido-o(a) a participar na próxima blogagem a decorrer em Agosto de 10 a 31 com um tema mesmo a propósito para a ocasião : Festas e Tradições". É uma boa oportunidade para divulgar a sua festa de eleição.



Quem quiser já pode levar este cartaz e enviar o seu texto original (Max. 25 linhas+ 1 foto) pode fazê-lo até dia 8 de Agosto para : aminhaldeia@sapo.pt.

Haverá prémios para o melhor texto e melhor comentário, à semelhança com a blogagem de Julho. Dia 1 de Agosto serão revelados os prémios ( acreditem que valem a pena).

Amanhã cá estarei postando mais alguns comentários que passaram por aqui, merecedores de atenção especial.

Entretanto, fica aqui um brinde (com sumo de melancia) e um pedacito de pão com doce, do festival, para todos vocês que acreditam, participam e acompanham, com carinho estas iniciativas!


Um bejinho para ti ,Cristina, e para todos!