Boas festas meus amigos.
sábado, 16 de janeiro de 2010
AS JANEIRAS DA MANUELA
Boas festas meus amigos.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
MAGUSTO
Na minha família sempre se fez este "ritual" já secular de se reunir á volta da fogueira, comer as castanhas, carne de porco grelhada, chouriço assado e beber Jeropiga.Como a minha familia materna reside na Beira Alta, mais própriamente em Figueira de Castelo Rodrigo, sempre tive castanhas por esta altura.Mesmo morando em Lisboa desde pequena fazemos o Magusto, só que agora não se faz à volta da fogueira, cozo castanhas e asso no forno ou num recipiente próprio, mas era muito mais engraçado quando eu era menina, estarmos todos reunidos em frente das lareiras ou mesmo no campo, vendo o lume a arder e depois num tacho ou panela velha furada, colocáva-mos as castanhas, ou metiam-se no meio das brasas, quando não se tinha tacho.Ainda me recordo muito bem de fazermos isso em Lisboa num lugar que no passado parecia ser muito longe, pois era um pouco fora da cidade e que hoje já nem percebemos onde fica, pois são tantas as casas e prédios feitos á volta de Lisboa que os terrenos de campo e de trigo com o seu cheiro a terra húmida, já nem existem.Na Vila de Figueira de Castelo Rodrigo ainda se pode fazer um Magusto como manda a tradição, mas como tenho de acompanhar os filhos na escola e o marido tem de trabalhar, nunca vou por esta altura a Figueira, por muito que gostásse.Quem sabe quando formos mais velhos e os filhos já não precisarem de nós.Só que já não será a mesma coisa porque muitos já não existirão e a dita Família que se reunia á fogueira, não passará de 2 ou 3 pessoas.Mas é assim a vida uns partem no Outono da vida, outros ficam para o Inverno.quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Na minha Aldeia.
As minhas origens são Beirãs, mais propriamente de Figueira de Castelo Rodrigo no distrito da Guarda.
Devido ás influências "Àrabe-Judaica", a cúlinária desta zona deriva muito destas duas culturas.
O vinho é o principal produto seguindo-se os queijos e enchidos.
O presunto e as farinheiras feitas artesanalmente, cujos ingredientes são derivados de carne, farinha e pão misturado com especiarias e temperos.
O prato mais típico é o cabrito no forno de lenha, mas há outros que fazem crescer água na boca, tais como vitela estufada ou assada com batatinhas ou castanhas, polvo frito, enchidos com batatas cozidas e grelos, bacalhau á marinheiro e os célebres peixinhos do rio que são fritos num pau tipo espetadas, ou ainda a caldeirada de enguias.
Os doces mais conhecidos são uns bolos secos feitos com azeite que se chamam "morteiros" nome que foi colocado por causa das batalhas com Espanha, mas há muitos outros que realço, as compotas feitas com frutos da região tais como: figos, amêndoas, castanhas, nozes, abóbora, tomate, marmelos, etc.
Claro que há muitos mais pratos que poderia colocar aqui mas como o texto tem de ser curto fica para a próxima.
Escrito por Manuela, dos blogues - http://simplesmentemanuela.blogspot.com/ e http://ostachosdamanuela.blogspot.com/
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sexta-feira, 10 de julho de 2009
Outras admiráveis participações
Depois do almoço, em casa da Irene, no terraço com vista para o Rio, decidimos levar as crianças ao palácio de Cristal. O Bernardo estava particularmente irrequieto e a Maria já não conseguia respirar o ar viciado à volta da casa com o apelo do sol lá fora.
Decidimos assistir à peça de Luís Sepúlveda ao ar livre. O Bernardo não gostou muito mas a Maria entusiasmou-se e até me convenceu a comprar um gato preto com olhos verdes para casa.
Depois decidimos subir o Rio de barco como os turistas. Tento convencê-los a viajar até Tormes para vermos a Casa Museu de Eça de Queirós. Maria protesta de imediato: “Tu e os teus pedantismos literários! Porque é que não vamos antes a uma discoteca?”. E eu a responder que as discotecas não são para meninas de dez anos…daqui a dois ou três anos terei de ser mais criativa...A subida ao douro de barco é deslumbrante. O ambiente apaziguador. O Bernardo sente vontade de ir a Tormes. Saímos do barco numa pequena aldeia que tem uma casa de pedra antiquíssima – 200 anos pelo menos – com uma pequena ourivesaria no rés-do-chão. Não resisto e começo a devorar a montra com os olhos. As peças são também antigas. Século XIX, belle époque. O meu olhar deixa-se prender num alfinete de prata ouro e esmeraldas que poderia ter pertencido a alguma família brasonada da região. Seria o presente ideal para oferecer à tia Lucinda. Afinal ninguém mais teria tido a paciência infinita de ficar com os meus filhos durante um ano até me curar da tuberculose.
Olho a casa. Tem um aspecto tão museológico quanto as peças na loja do rés-do-chão.
Apetece mesmo entrar lá para visitar.
Entro na loja. Ao balcão, está uma simpática senhora de cabelos de neve e olhar de safira. Conversamos por alguns minutos. Decido comprar a jóia. Quando pergunto se posso visitar a casa responde-me: “Não, aconselho…Sabe, está assombrada…”
Escrito por :Claudia de Sousa Dias , do blogue Rendez-Vous
Terra: Região do Douro / Tras os Montes/ Portugal
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Figueira de Castelo Rodrigo

Situada na Beira Alta, em terras de Riba Côa, fica a Vila de Figueira de Castelo Rodrigo.
Proclamada Vila desde 25 de Julho de 1836, actualmente o concelho de Figueira de Castelo Rodrigo, com uma área de 509,0 km2, 6 723 habitantes e 17 freguesias, é um dos 14 municípios distrito da Guarda com uma visão muito larga para o Turismo.Desde muito nova, ainda bébé, visitei Figueira onde passava as férias de Verão e algumas vezes o Natal.
Figueira sempre foi uma Vila muito desenvolvida em termos culturais, muitos ilustres conterrâneos nasceram aqui ou habitaram em Figueira.Desde Poetas a Escritores a cultura sempre foi e ainda é muito aprecidada pelas gentes de Figueira.Um dos mais famosos foi Carlos Gil (fotógrafo, jornalista), que morou em Figueira e sempre que podia visitava a terra de seus pais. (para ler mais, clique aqui:Situada na Beira Alta, em terras de Riba Côa, fica a Vila de Figueira de Castelo Rodrigo.
Para ler mais, por favor,veja no blogue original
Escrito por: Manuela do Blogue Simplesmente Manuela.
Terra: Figueira de Castelo Rodrigo, Guarda
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