segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Descobre os lugares e sensações de Idanha:



A Câmara Municipal de Idanha-a-Nova convida-nos a visitar o Concelho , de 14 a 20 de Setembro, a propósito da Festa Raiana, um evento ibérico que une portugueses e espanhóis, alternando o local anualmente, ora no lado de cá , ora no lá de lá da fronteira.


Um evento muito diversificado, para todos os gostos, desde projecção de filmes nacionais e internacionais ao ar livre, entre pedras e fosseis com 600 mil anos; a concertos de bandas de renome nacional e música tradicional; animação medieval; conferências internacionais ( âmbito da Naturtejo), passeios, tauromaquias... enfim uma chuva de cultura e de muita diversão garantida!
Ficou curioso(a) ?
Venha conhecer e participar neste grande evento!
Clique aqui para ver o programa das festas.


Este ano não há desculpa !
A organização da Feira Raiana tem o prazer de o (a) convidar a esta grande festa, oferecendo uma refeição para duas pessoas num Restaurante (a definir) dentro do recinto da mesma , a quem fizer o melhor comentário sobre as fotos que se seguem.

Foto nº 1

Foto nº 2

Foto nº 3
Até dia 5 de Setembro (Sábado), tente adivinhar de que lugares do Concelho de Idanha-a-Nova foram tiradas estas fotos e escreva em poucas palavras , que ideias, sensações elas sugerem .
Haverá novos desafios na segunda parte do passatempo de 5 a 10 de Setembro.
Dia 11 de Setembro anunciaremos quem serão os premiados do passatempo das duas semanas que irão à Feira Raiana.

Participe!

Para um contacto mais íntimo com a Natureza, o melhor dos melhores comentários feitos durante as duas semanas (de 31 de Agosto a 10 de Setembro) habilita-se a um passeio diferente, de burro, por terras de Idanha .

E boa sorte!
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Só mais uma coisinha:
Até ao dia 8 de Setembro não se esqueça :

Happy Blog Day!

Hoje , dia 31 de Agosto comemora-se o "Blog Day".

«O que é BlogDay?
Blog Day 2009

O BlogDay ou 3108Day - como aparece no layout - foi criado com a convicção de que blogueiros de todo o mundo tivessem um dia dedicado para conhecerem blogs de outros países e áreas de interesse. A proposta do BlogDay é recomendar cinco novos blogs, preferencialmente, de assuntos, culturas e pontos de vista diferentes, a fim de “deixar sua marca na face da terra”.

- Neste dia, blogueiros e leitores de blogs navegarão ao redor do mundo, celebrando a descoberta de pessoas novas e novos blogs - propõe o BlogDay.»

O nosso amigo António Regly, do blogue Li, recebi e gostei, para além de divulgar este dia, indicou o blogue da Aldeia da Minha vida, entre os cinco seleccionados por eles. É uma honra para nós tal reconhecimento, muito obrigada!

E para dar continuidade a este dia fantástico, vou também selecionar aqui cinco blogues (uma escolha difícil e peço desculpa não contemplar todos...), que procuram mostrar o melhor das nossas aldeias e da nossa cultura. Não poderiam ficar em branco, num dia como este recomendando a visita a:

  • Aldeia da Cabeça , de José Pinto: procura dar a conhecer a cultura, o património e a beleza paisagística única desta aldeia, em plena Serra da Estrela ( Portugal);
  • Uma aldeia perdida entre os Montes, da Cristina: apesar de não viver em Salvaterra de Extremo, criou o blogue para homenagear a terra dos seus avós e deixar um legado cultural aos seus filhos e a quem queira conhecer essa "aldeia perdida".
  • Beleza Serrana, do nosso amigo Artur Couto: um transmontano de coração e alma, que faz questão de acompanhar as suas terras e gentes, mesmo morando a cerca de 4/5 horas dalí.
  • Portugal Notável, de Castela: outro amigo do Portugal profundo que mostrar o melhor que existe de lés a lés: o património cultural, paisagístico, religioso... Um blogue que vale a pena seguir.
E por que também há blogues belíssimosos , mais direccionados a assuntos do quotidiano do dia a dia, fica aqui uma recomendação especial:
  • Pascoalita : como agradecimento, aqui fica um blogue, de uma senhora que tem apoiado imenso a causa da Aldeia da minha vida. É um blogue mais pessoal, mas muito agradável de ler .

E Feliz "Blog Day"!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Agradecimentos e sugestões para o "doce Setembro"

Caro (a) amigo (a) leitor (a):

A Blogagem Colectiva "Festas e Tradições" está a decorrer lindamente! Agosto é o mês das férias e das festas. É natural que esteja a viver algumas das festas aqui compiladas, o que faz muitíssimo bem!

Em nome da Olho de Turista, quero agradecer todos os que têm vindo a acompanhar a Aldeia da Minha vida, que em 3 meses, desde que foi criado o blogue já passaram por aqui 34. 350 Visitas.É um número estonteante que nunca sonhavamos alcançar, em tão pouco tempo.

Para comemorar e agradecer a todos vocês, fizémos este selo dedicado a todos os amigos leitores, comentadores, votantes e participantes das 3 edições de Blogagem da Aldeia da Minha Vida.



Muito obrigada!

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O "doce" Setembro está à porta, assim como o trabalho para muitos de vocês...

Para gastar os últimos cartuchos deste Verão, estou a agendar uma escapadinha para Idanha-a-Nova para uma grande festa que haverá de 14 a 20 de Setembro!


Porque vão acontecer 4 Eventos em 1:



Este é o evento que estou muito ansiosa para assistir: contaram-me que irão projectar filmes nacionais e internacionais sobre Natureza e na Natureza! Um autêntico cinema ao ar livre, mas com uma tela bem diferente: no paredão da barragem de Penha Garcia(concelho de Idanha a Nova), numa envolvência de rochas com 600 milhões de anos.

A organização do Festival criou o Green Tube, um canal de partilha de filmes sobre natureza, que pode ver aqui.


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O que acharam das sugestões?
Para saber mais, por favor contacte para a organização da Naturtejo:


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Eu vou, identificada com uma t-sirt, com o endereço dos blogues. E conto com vocês para aparecerem também! É uma boa oportunidade para conhecer tantos amigos que passam por aqui!

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E porque estamos quase em Setembro...Está na hora de começarem a pensar no próximo tema :

"Vinhos e Vindimas"




Para os amantes e/ou profissionais, saber apreciar e saborear um bom copo de vinho, envolve um jogo de sensibildade gustativa, um prazer, que passa por um ritual, à descoberta de sabores e aromas frutados, que quase parece uma entrada ao Paraíso, pela boca...

São Tintos, Brancos, Rosés, Verdes e Espumantes que desenham várias rotas de Regiões Portuguesas, à espera de serem descobertos. Do Douro ao Dão, da Bairrada ao Oeste, do Ribatejo ao Alentejo, entre outros. Portugal tem uma imensa variedade de produção vinícola incontornável.
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Se aprecia um bom vinho português , desafio-o(a) a participar escrevendo sobre aquele que considere o melhor vinho português e recomendaria ao seu melor amigo, que precisa de umas dicas para servir num jantar comemorativo aos seus convidados.

Para quem não está à vontade para falar do assunto dos vinhos, sempre poderá focar outros temas ligados à uva , como por exemplo, as famosas vindimas. Quem já teve essa experiência de participar desde a apanha da uva à ida ao lagar, concerteza que tem na memória histórias engraçadas para partilhar connosco. Ou se preferir ., pode abordar sobre a sua transformação na culinária, para tratamentos de Vinoterapia, sobre a sua História e curiosidades ao longo dos tempos... enfim tudo que envolva o fruto mais importante na época que se aproxima, que é a uva.

Já sabem: enviar um texto com máximo 25 linhas (em formato word) e uma fotografia (ambos originais) até dia 8 de Setembro para : aminhaldeia@sapo-pt

Haverá prémios, para o melhor texto, o melhor comenário e o melhor bloguista do mês, a divulgar no próximo dia 10 de Setembro!

Quem quer ser o primeiro a participar?

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

O Bodo de Salvaterra do Extremo

O nosso amigo João Celorico não conseguiu enviar o seu texto a tempo da votação desta blogagem mas fez questão de participar, partilhando connosco uma história curiosa da festa da sua aldeia , a propósito de um bodo...
Ora leia e diga o que achou, comentando é claro!

Não se esqueça que , até ao dia 8 de Setembro pode ler, comentar clicando aqui e votar no melhor texto, na caixa de votos da barra lateral!
O seu comentário pode valer um livro (O Concelho de Mêda de 1838 a 1999" - Edição da Câmara Municipal de Mêda ), oferta do autor, o Senhor Professor Doutor Jorge Saraiva.

Foto cedida pela Cristina, do blogue "Uma aldea perdida no monte"


"Num ermo, pertencente à freguesia e concelho de Salvaterra do Extremo, chamado de Monfortinho, ergueu-se nos princípios do século XVII ou ainda antes (não se sabe ao certo), um convento franciscano e com ele, uma capela devota a Nossa Senhora da Consolação.
Com o fim da dominação filipina, vieram as guerras da Restauração da Independência e a completa destruição do convento. Restou apenas a capela e manteve-se a devoção das gentes das redondezas. Sabe-se que, em 1758, essa devoção era celebrada no dia de N. S. dos Prazeres e que era em intenção de que a Senhora livrasse os campos das pragas de gafanhotos. Porém, no século XIX, por alturas da década de 70, a praga de gafanhotos foi tal que provocou enorme destruição nas culturas e originou uma vaga de fome nas populações.
Basta dizer que, no dia 2 de Junho de 1876, 30 pessoas, em 45 minutos, apanharam 60 alqueires deles!
Nos concelhos de Elvas, Salvaterra do Extremo (hoje Idanha-a-Nova) e Figueira de Castelo Rodrigo, foram então apanhados 44.400 kg de gafanhotos!
Pediu-se, mais uma vez, a intercessão de Nossa Senhora da Consolação e prometeu-se fazer um Bodo em sua honra. As preces foram ouvidas e, todos os anos, na segunda-feira, de Pascoela, quer chovesse ou fizesse sol, era ver a romaria que, de Salvaterra do Extremo, se dirigia para o lugar de Monfortinho percorrendo, por aqueles campos fora, as cerca de 3 léguas de caminho, a pé, a cavalo ou de carro, levando cruzes, pendões e a bandeira do Espírito Santo, à frente, para cumprir a promessa e agradecer a Nossa Senhora.
Diz a tradição que faziam uma paragem para retemperar forças, num sítio denominado Vale do Pereiro, e onde além de se servirem dos seus farnéis (pão e vinho não faltavam), tinham um costume curioso, qual era o de que os maridos com suas mulheres e os namorados com suas conversadas se abraçarem e entrelaçando as pernas se rebolavam desde o cimo até ao fundo do Vale. As mulheres, que não se prestassem a tal prática, deviam ser lestas a sentar-se para não serem abraçadas pelos maridos ou namorados, caso contrário teriam que se sujeitar à mesma.
Os produtos da terra e o gado para a matança e confecção do Bodo era oferta de todos, lavradores, pastores, patrões e criados.
Entretanto, em 1846, a fortaleza de Salvaterra tinha sido desguarnecida e em 1855, Salvaterra tinha deixado de ser concelho. Em suma, a importância de Salvaterra, passadas que foram as guerras com Castela, entrou em queda! Foi então que, em 1905, um grupo de lavradores de Salvaterra, entendeu que a festa devia ser em Salvaterra e não no pequeno lugar de Monfortinho. Fez erguer, das ruínas do que fora a ermida de Santo Amaro e mais tarde do Senhor de Pedra, no sítio da Devesa, a capela de N. Senhora da Consolação. Após uma acesa disputa com os de Monfortinho, estes não estiveram pelos ajustes e a conclusão ditou que em vez dum Bodo se fizessem dois. Todos ficaram a ganhar! A Senhora, que lhe fazem duas festas, e o povo que come a dobrar, em Salvaterra, agora na 2ª feira a seguir à Páscoa (alteração devida aos ritmos da vida moderna, principalmente férias escolares) e em Monfortinho uns dias depois!
A festa, durante 3 dias, consta de “Boas vindas” e arraial pela noite dentro no primeiro dia; alvorada, início da matança do gado, as populares provas desportivas, lanche com prova dos rins e de novo o arraial nocturno, no segundo dia; por fim, no terceiro dia, haverá alvorada com banda filarmónica percorrendo as ruas de Salvaterra, pequeno almoço (arroz de tripas e chanfana). Segue-se a Procissão, desde a Igreja Matriz para a Capela de Nossa Senhora da Consolação onde se celebra a Missa e se procede à Bênção do BODO, após o que se dá início ao almoço (Sopa de grão, arroz com chouriço e o ensopado de borrego) devidamente acompanhado do tinto e do belo pão (previamente benzido). À noite continuam os festejos até ao seu encerramento e despedidas até para o ano seguinte.
A título de exemplo, em 1999, consumiram-se 1.300 Kg de carne, 200 Kg de arroz, muitos outros de massa, grão de bico, enchidos, azeitonas, hortaliças, pão, bolos e 7.000 litros de vinho tinto.
E é deste modo que se faz a reunião dos filhos da terra, os residentes (poucos) e os que não a esquecem nem a ela nem a Nossa Senhora da Consolação e sempre voltam, todos os anos. Também os vizinhos, espanhóis de Zarza la Mayor, não se esquecem desta festa nem dos tempos em que, durante a Guerra Civil, os amigos deste lado do Erges lhes valiam e mitigavam a fome. Talvez também por isso a Feira de S. Bartolomé, a 23 de Agosto, na Zarza, seja igualmente tão do agrado dos salvaterrenhos.
Mas vai sendo cada vez mais difícil arranjar festeiros e já é a igreja que tem deitado mãos à obra.
E é assim que se mantém uma tradição secular! "

Escrito por João Celorico
Salvaterra do Extremo, Idanha-a-Nova, Castelo Branco

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

E os melhores comentários ...

                                           
...Do passatempo de 8 a 16 de Agosto :
«Faça aqui um comentário, començando com a frase:


"Este ano vale a pena ir à feira de S. Bartolomeu, porque(...)"

Habilita-se a ganhar 2 bilhetes de entrada para a feira e uma refeição para duas pessoas, dentro do recinto da mesma, no Restaurante "Encanta"(2º prémio).

Para o melhor comentário , o primeiro prémio é uma dormida para duas pessoas na Residêncial Dom Dinis, em Trancoso.

Uma oferta da organização da Feira de S.Bartolomeu, de Trancoso.»



E o 2º prémio vai para...

Cusca Endiabrada


Uffa! Cusca endiabrada chegando apressada ...


Este ano vale a pena,
ir à Feira de S. Bartolomeu,
porque uma bela morena ...
um prémio nos prometeu!


Eu andei a "espiolhar",
olhem o que dela se diz ...
grande feira secular
das mais antigas do país!



E se isto tudo não chegar
p'ra motivar a maltinha
paro já de opinar
e nem mais uma dentadinha!



14 de Agosto de 2009 0:15


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O primeiro  prémio, vai para:
Pascoalita 


"Trancoso, vila famosa com suas fontes e poços, à porta da sua praça vendi eu muitos tremoços!
Era ainda uma menina, labutando alegremente, eu cantava o dia todo no campo cheio de gente.
Vindimas, sementeiras, colheitas, regas e afins, eu a nada me negava. E caso eu me esquecesse, um ditado popular a minha mãe me lembrava:
"trabalho de menino é pouco mas quem o perde é um louco!"
Por isto e tudo o mais "este ano vale a pena ir à Feira de S. Bartolomeu" em TRANCOSO!

Eu sei que não cumpri as regras, mas aprendi que "a ordem dos factores é arbitrária" e além disso, "os últimos são os primeiros".

posto isto, resta-me fazer uma confissão:

As ninas SUSANA e a CUSCA com o seu jeitinho e subtileza, despertaram-me um sentimento por terras beirãs que se mantinha há muito adormecido.

Boa noite e tenham um excelente fim de semana"
15 de Agosto de 2009 1:30

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A Olho de Turista agradece a todos pela belíssima participação e em especial as senhoras premiadas.
Pede-se a gentileza de enviarem por e-mail ( aminhaldeia@sapo.pt) os dados para levantar o prémio, constando os seguintes dados:

- nome completo das duas pessoas;
- nº de BI
-o dia pretendido *

Agradecemos que  sejam  breves no envio do referido e-mal, a fim de a Olho de Turista comunicar os mesmos dados à Organização da Feira e assim  beneficiar do prémio (atenção que o 2ª prémio apenas estará disponível até a dia 22 de Agosto ; fora deste prazo o mesmo fica sem efeito).

Porque...vale a pena ir à feira de S. Bartolomeu de 14 a 23 de Agosto.
Eu já lá fui.
De que está à espera para vir também!

Venha! A feira está à sua espera!
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* para o 2º prémio, refere-se o dia pretendido para a visita à Feira de S. Bartolomeu, que termina dia 2 de Agosto;
para o 1ª prémio refere-se ao dia pretendido para gozar a oferta da estadia, excluindo os dias de realização da presente feira.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Blogagem colectiva "Festas e Tradições"


O Mês de Agosto, que agora começa, o mais esperado para muitos portugueses, estejam onde estiverem, para as suas merecidas férias de Verão. Começam as festas e romarias por todo o país. Todos os pretextos são bem vindos para inundar a nossa terra com muita música, dança, comida, bebida e acima de tudo, boa disposição e interacção com os nossos amigos. Seja em honra dos filhos da terra, que deixaram saudosos os pais, e até mesmo o país, à procura de uma vida melhor. Seja em honra de santos e santas padroeiros da terrinha. Seja por amor à tradição e ao povo que aí insiste viver, seja contra ou a favor às tendências dos tempos modernos… Elas estão aí, as festas e tradições da nossa terra e nós desafiámos vários participantes a partilharem connosco essas tradições e vivências únicas para conhecermos e quem sabe... para fazermos uma visitinha, pessoalmente, agora que estamos, ambém em tempo de férias.

E porque muitos estão de férias, para viver e reviver esses momentos de diversão, proporcionados por essas festas, do norte ao sul do país, intervaladas pelo prazer de descansar, a ler à sombra de um bom guarda-sol, à beira mar, ou à beira da piscina, com vista para a montanha, são inúmeras as maneiras para fazer um intervalo à rotina e primar o lazer.
A pensar em todos os que estão a trabalhar e os que estão de férias, a Olho de Turista tem algumas novidades para anunciar aqui:


Excepcionalmente, decidiu alongar o prazo de votações dos textos em concurso até 8 de Setembro. Dessa forma todos terão a oportunidade de convidar os seus amigos para votar, seja agora em Agosto, seja ainda em Setembro (nas blogagens que se seguem, continua o calendário habitual).

O prémio para o melhor texto (o mais votado pelo júri (51%) e pelos eleitores(49%) a concurso é : uma refeição para duas pessoas no Restaurante Área Benta em Trancoso, uma oferta do estabelecimento, porque...

... "Sentar-se connosco à nossa mesa é convite, também desafio, para apreciar, da panela fumegante, o mais genuíno da cultura gastronómica da Beira Alta."

Para saber mais sobre este Restaurante de Prestigio, recomendado pelo Guia Michelin, clique aqui.

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Teremos também o prémio para o bloguista do mês e para o melhor comentário, que receberão respectivamente um livro: "Prova - no Alvorecer da Modernidade" - Edição da Junta de Frequesia de Prova (Concelho de Mêda) e "O Concelho de Mêda de 1838 a 1999" - Edição da Câmara Municipal de Mêda , oferta do autor, o Senhor Professor Doutor Jorge Saraiva.



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Cole por favor o selo que se segue no seu blogue ou site, para apelar aos seus leitores a participar, votando em si (com link para o presente blogue).

Para quem apenas comenta e vota, pode e deve levar, também este selo para o seu blogue ou site! Não esqueça, por favor, de colocar o link para este blogue.



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E porque no Brasil também começa hoje uma Blogagem Colectiva dinamizada pelo Olavo do blogue Traços de um homem, como comemoração de um ano de vida, com o tema "Conte aos seus amigos a sua comemoração marcante", também faço questão de participar, enquadrando-o nesta blogagem:

"Uma festa que nunca esqueço tinha eu cerca de 9 anos e a minha irmã cinco. Estavámos no Poço do Canto numa festa religiosa que todos os anos acontecia, mas naquele ano foi diferente. Tinham organizado um concurso de música, em que os rapazes e raparigas da aldeia iriam demonstrar os seus dotes musicais, com uma plateia cheia de gente da terra... e não só.

Não era habitual irmos lá. Fomos, porque um afilhado da minha mãe ia participar nesse concurso, tocando música de acordeão. Quando chegámos lá, descobrimos que só ele iria participar. Havia um órgão no palco... e prémios expostos no palco, que eram mais do que as pessoas que concorriam. Eu e a minha irmã olhámos uma para a outra ... e pensámos... porque não vamos concorrer também? Pedimos à nossa mãe para falar com o organizador ... e quando démos por ela... estávamos no palco, em frente de uma plateia.

Começou o nervosismo... pensei... tanta gente... não estava habituada a este cenário... pois tocava habitualmente em casa, onde no máximo os meus pais, vizinhos e os cães lá de casa tinham que aturar as minhas notas, horas a fio... agora era diferente tinha gente a olhar para mim a tocar coisas, que se calhar nunca ouviram, habituadas a outras coisas mais populares e acessíveis aos seus ouvidos... só pensava... e se me engano, o que acontece? Não vou enganar-me, se acontecer continuo, como se nada fosse...

E assim foi: primeiro foi o Jaime, com o acordeão, depois fui eu ... no meio da música enganei-me... parei, olhei para as caras, cujos olhares, que em silêncio observavam-me...e um nó na garganta atravessou-me ... decidi voltar ao princípio e tocar tudo de novo .

A seguir tocou a minha querida irmazita, que tocou e continuou a tocar, sempre que se enganava continuava... foi mais esperta do que eu, pois ninguém deu pelos enganos e encantaram-se com ela.

No final portámo-nos todos bem. Todos recebemos prémio, mas a minha irmã, a mais pequenina de todos, conseguiu conquistar todos e ganhou o primeiro prémio.

Depois disso nunca participámos em mais nehuma festa com concursos... desta festa ficou a experiência de sensações de quem pisa um palco e uma recordação do concurso que ainda guardo, lá em casa da minha mãe.

Não foi a festa mais marcante, da minha vida, mas talvez a mais empolgante, como simples miúda de uma pequena terrinha da Beira Interior.

Susana

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Quero ainda avisar todos os leitores que por aqui passarem que está a decorrer um mini- passatempo, até 16 de Agosto, que habilita a estadia de uma noite para duas pessoas na Residencial Dom Dinis, por Terras de Trancoso.


Para saber mais e participar, clique aqui.

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E à semelhança das duas blogagens anteriores, desejo a todos uma boa blogagem, seja cordial, como é próprio de uma interacção entre amigos. Esteja à vontade: leia, comente e vote, excepcionalmente até 8 de Setembro, com resultados a publicar no dia 10 de Setembro.

Trancoso e a Feira de S. Bartolomeu

Foto: OLHO DE TURISTA, LDA



Trancoso é uma cidade da Beira Alta, cheia de História e de Tradições.


Sou natural de Mêda, terra que tenho orgulho, onde ainda vivem os meus pais e tenho praticamente toda a minha família. Mas desde pequena, tinha como referência, Trancoso, a terra dos grandes mercados e feiras da região. É em Trancoso que os comerciantes e os compradores, oriundos de vários pontos da região, marcam encontro.

Eu vinha algumas vezes, especialmente no Verão, com os meus pais ao mercado, para comprar galinhas e patos para o nosso galinheiro. Segundo diziam, era um bom local para escolher e comprar os melhores pintos, para engorda e poedeira. Sempre que vinha ficava fascinada com tanta gente nas ruas em cada esquina, lá estava uma mulher a convidar os visitantes a comprar os seus sapatos, ou a sua roupa de marca, da última moda, garantindo qualidade.

Uma grande festa, a meu ver, que só poderia ser arrematada com o pão delicioso de Trancoso, que chamam de "pão espanhol". Como gostava desse pão... para não falar das sardinhas doces, que nem sempre me compravam ...

Mas a festa maior é mesmo em Agosto, com a Feira de S. Bartolomeu, que com o tempo tem vindo a melhorar. A primeira vez que fui a essa festa, foi há cerca de dezasseis anos atrás, era eu miúda. Para ganhar uns trocos nas férias de Verão, naquele ano eu e a minha prima fomos representar a Adega Cooperativa de Mêda. Promovíamos o vinho em exposição e dávamos provas aos turistas que aí iam passando na feira.

Tal como a Mêda, outras localidades da região participam, até hoje neste evento, como Trancoso, Aguiar da Beira, Celorico da Beira, Fornos de Algodres, Pinhel, Almeida, Figueira Castelo Rodrigo, Sernancelhe e Penedono. Concelhos que estão integrados na AENEBEIRA( Associação Empresarial do Nordeste da Beira), uma das entidades organizadoras da feira, que em parceria com a Câmara Municipal de Trancoso e a Trancoso Eventos, reorganizaram e requalificaram esta feira secular.
Foto: OLHO DE TURISTA, LDA


É uma feira secular, porque foi fundada a 8 de Agosto de 1273 por D. Afonso III e obteve mais tarde, com D. Dinis o reconhecimento e o privilégio de se realizar mensalmente, com a duração de 3 dias.

O nosso rei poeta viu nesta linda terra um excelente ponto estratégico do reino, quer para as trocas comerciais, que desenvolveram rapidamente a economia local e regional, quer para a defesa do território. Por algum motivo escolheu Trancoso para o enlace real com D. Isabel de Aragão.

Com o tempo, a feira sofreu algumas alterações e deixou de ter o impacto inicial, até entrarem em acção essas entidades organizadoras, que desde 1992 têm vindo a batalhar para renascer de novo esta feira.

Agora acontece apenas uma vez por ano, ao longo de 9/ 10 dias, coincidindo com as festas litúrgicas dedicadas a S. Bartolomeu (que terá sido apóstolo de Jesus Cristo), sempre em Agosto.

Olhando para trás, para aquele ano em que participei, como representante da Adega Cooperativa de Mêda, a feira evoluiu imenso.

Enquanto que antes estávamos expostos na rua, junto da porta d'Él Rei , agora existe um edifício Multiusos, onde se instalam confortávelmente parte de expositores, com os produtos regionais produzidos na região, como o queijo, enchidos, vinhos, azeite, mel, entre outros. Ao lado do Multiusos, há tasquinhas com gastronomia da região, muita música para animar a festa nocturna, diversões, entre outros. Foto: OLHO DE TURISTA

Para além disto, Trancoso recentemente foi classificada como Aldeia Histórica de Portugal, pelo seu belíssimo património que coroa a cidade, com o seu imponente castelo e a sua presença viva na História, pelas marcas históricas lá deixadas:

- na capela de S. Bartolomeu, local escolhido para o enlace real de D. Dinis e a Rainha Isabel de Aragão;

- como Berço dos lendários Magriço e Bandarra;

- o Palco da Batalha de S. Marcos;

- pelo importante Centro da História Judaica;

-o local de inspiração de Gil Vicente para escrever o Auto da "Mofina Mendes";

- o Quartel-General do General Inglês, Beresford, aquando das invaõses francesas.




São muitas as razões para conhecer Trancoso, agora que estamos em tempo de férias e de festas.

Ficou com vontade para visitar Trancoso e a sua feira?
Então participe no passatempo que já começou no dia 8 de Agosto e acaba dia 16 de Agosto:




Faça aqui um comentário, començando com a frase:
"Este ano vale a pena ir à feira de S. Bartolomeu, porque(...)"

Habilita-se a ganhar 2 bilhetes de entrada para a feira e uma refeição para duas pessoas, dentro do recinto da mesma, no Restaurante "Encanta"(2º prémio).

Para o melhor comentário , o primeiro prémio é uma dormida para duas pessoas na Residêncial Dom Dinis, em Trancoso.

Uma oferta da organização da Feira de S.Bartolomeu, de Trancoso.

Festa do tabuleiro de Tomar


De quatro em quatro anos, a cidade de Tomar enche-se de vida!


Uma festa muito rica de tradições rituais, como Cortejo das Coroas, o Cortejo dos Rapazes, o Cortejo do Mordomo, a chegada dos Bois do Espírito Santo, a abertura das Ruas Populares Ornamentadas, os Cortejos Parciais, os Jogos Populares, o Grande Cortejo ou Cortejo dos Tabuleiros e a Pêza. Mas o momento mais alto da festa é o cortejo dos tabuleiros:

Todos vão ver as meninas com o seu tabuleiro multicolor seguro em cima da cabeça. Uma enorme cesta que chega a pesar, em média 22 kg , embelezada pelos vários andares de pães (cerca de trinta) coroados com o símbolo da pomba branca, que representa o Espírito Santo. É com orgulho que as belas moças transportam em cortejo pelas ruas da cidade .Cada tabuleiro representa as 16 freguesias do concelho de Tomar.

Dr. Fernando Araújo Ferreira refere que «o tabuleiro é um hino de cor. Um poema nascido da arte popular tomarense. Das mãos e inspiração do seu povo. Obedecendo a regras tradicionais, é ele que o arma é ele que o ornamenta. De gerações em gerações passou o jeito, a herança bonita. O Tabuleiro é uma oferta de pão, por isso o pão deve ficar à vista, a ornamentação pertence ao gosto de quem o decora, com flores de papel e verdura se for caso disso. O Cortejo vive e encanta pela variedade de cores e ornamentações.»

Um ritual de origem pagão, como agradecimento da boas colheitas, do final da Primavera à deusa de Ceres. Com a cristianização, e para não se perderem, as tradições profanas foram adaptadas e enquadradas às festas religiosas do Pentecostes. Segundo estudiosos, essas festas terão ganho força com a Rainha Santa Isabel, que terá lançado uma congregação do Espírito Santo, com a festa de Acção de Graças e de oferendas ao pobres, como sinal de igualdade entre os homens.

A última festa foi em 2007 , a próxima que segue será em 2011. Quando chegar, lembre-se de marcar na agenda, vai ver que vale a pena assistir a esta festa única no país.

Escrito por: João Pedro
Festa do tabuleiro, Tomar

Se acha que este texto é o melhor, vote na caixa de votos presente na barra lateral e aproveite para comentar. Quem sabe sai daqui o melhor comentário do mês.

Festa do Senhor do Calvário em Lageosa do Dão


Decorre no primeiro fim-de-semana de Julho, todos os anos na bela e sossegada Vila de Lageosa do Dão no Concelho de Tondela , Distrito de Viseu.

Desde miúdo que a conheço e celebro, sempre que posso. Foi aí mesmo que, fiz a minha Primeira Comunhão, trajado a rigor e tudo, tal como todos os outros.

Tudo começa na Igreja Paroquial de Lageosa do Dão. Nesse dia há uma missa especial, cujo coro é animado pela banda filarmónica de Vilar Seco (Nelas - Viseu). Os cânticos são magníficos e dá vontade de participar. Há um sermão proferido por um sacerdote convidado para o efeito. O tema é sempre diferente em cada ano. As crianças dos 6 anos em diante, comungam nesse dia pela primeira vez, após um ano lectivo de catequese na paróquia.

Trata-se da chamada Primeira Comunhão. Para que não se distingam os ricos dos pobres, todos os meninos levam uma capa vermelha, da cabeça aos pés, e desta forma todos se vestem de igual. As meninas têm uma capa também, mas mais clara. Pretende-se com o uniforme que todos estejam de igual aparência perante Deus e perante os Homens.

Segue-se uma procissão fabulosa desde a Igreja ao centro da Vila indo pelo caminho dos Maxiais e regressando à Igreja pelo cimo do Povo. Nesse dia quase todos os santos da Igreja são colocados em andores forrados de flores frescas e levados por voluntários crentes.

Os foguetes acompanhavam a procissão para indicar onde ela estava, agora foram proibidos.

Os Bombeiros locais com traje de Gala também participam, como que a pedir a protecção divina para a sua missão. É frequente os populares crentes e católicos, pagarem promessas, ou levando um andor ou oferecendo dinheiro para um santo em particular. Este reverte para as Obras da Igreja e da sua Comissão Fabriqueira que tem sempre bons projectos para realizar.

Em casa de cada um, neste dia especial, come-se borrego ou cabrito fresco, criado na terra, assado no forno e acompanhado de batata assada, salada mista e um bom vinho do Dão, produzido localmente também. A sobremesa inclui doces diversos que a dona da casa confeccionou e ameixas Rainha Cláudia e Maçãs Bravo de Esmolfe, também de origem local.

Esta é a festa e tradição mais importante da minha terra, para a qual está desde já convidado(a)!

Escrito por : Paulo
Lageosa do Dão, Tondela, Viseu
 
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CASTANHEIRA DA SERRA ( FAJÃO)

Perdida na Serra do Açor (Paisagem Protegida), a pequena povoação de Castanheira da Serra esconde-se entre as imponentes montanhas que a rodeiam.
Vitíma do isolamento e da interioridade, fustigada por vários incêndios florestais, esta aldeia do concelho Pampilhosa da Serra, freguesia de Fajão, acolhe, actualmente, pouco mais de uma dezena de pessoas, a maioria idosos. Longe vão os tempos em que esta aldeia, construída em xisto, era habitada por mais de 50 famílias, segundo relatos dos mais velhos. A fuga para as grandes cidades do Litoral, em especial Lisboa, e a
emigração para a França, durante a vigência do Estado Novo, na busca de uma vida melhor, conduziu à, inevitável, desertificação.
No Verão, o tempo parece voltar para trás e em Agosto os filhos da Terra regressam à Castanheira da Serra. É ali que muitos passam as suas férias ou aproveitam para recuperar forças nos fim de semana prolongados. A beleza natural; o verde, o ar puro; o silêncio e o «bem receber» das gentes da Serra, é o que a Castanheira da Serra tem para oferecer a quem a visita. No Verão pode esperar dias muito quentes. No Inverno, prepare-se para o frio, e por vezes, para a neve. É que a Castanheira eleva-se quase aos mil metros de altura. Quando visitar esta pequena aldeia, não pode deixar de passar pelas míticas fontes de água pura, fresca e cristalina, escondidas entre um conjunto de imponentes castanheiros centenários (há quem diga mesmo milenáres, devido ao grandioso porte que estas árvores exibem).
A «Fonte dos Namorados», mais reservada e escondida, é ideal para... namorar. A da «Palaia», ideal para quem quer fazer uma boa patuscada. O queijo curado de cabra, o mel (puro) e água-ardente de mel ou de
medronho são produtos, cada vez mais raros, mas de inegável qualilade, deve procurar provar quando visitar a Castanheira da Serra. A chanfana de cabrito, a saborosa broa de milho, as filhós e a tijelada, são alguns dos pratos típicos desta pequena aldeia, inserida na região do Alto Ceira.
Para ajudar a fazer render as pequenas reformas, os poucos habitantes desta aldeia dedicam-se à prática de uma agricultura de subsistência -produção de batata, milho, feijão - e à criação de gado, em especial de cabras.
A Comissão de Melhoramentos de Castanheira da Serra, cridada em 1952, tem tido um papel decisivo e fundamental no desenvolvimento desta pequena aldeia. Entre os vários melhoramentos realizados por esta colectividade de cariz regionalista contam-se: a construção do ramal de acesso da estrada principal à aldeia; a construção da Casa do Povo - onde todos os castanheirenses se reúnem para beber um café, para dois dedos de conversa, uma partida de Suéca ou, simplesmente, ver televisão - a construção de um campo de futebol de cinco; a construção de uma piscina - equipamento que faz as delícias dos mais novos -; e a construção da rede e tanques de abastecimento de água à população - a água, que existe em abundância na zona e que é captada e armazenada em dois tanques de grande porte, para depois ser distribuída, gratuitamente, por toda a população.
São Tiago é o padroeiro desta pequena aldeia, sendo que as festas em sua honra se realizam a 15 de Agosto. Na pequena Capela de Castanheira da Serra realce para a existência de uma pequena imagem de Santa Goreti, que dizem ter sido trazida de Itália.
Quem visita a Castanheira da Serra, promete voltar depressa ao «paraíso» que encontrou perdido na Serra do Açor.

Escrito por Bruno Silva, do Blogue Castanheira da Serra
Castanheira da Serra- Fajão, Pampilhosa da Serra

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Segirei, uma aldeia transmontana

“Segirei, aldeia transmontana, situada no concelho de Chaves.Por entre montes e vales, rodeada por terras da Galiza e de Vinhais, é um pequeno paraíso da raia transmontana. Apesar de ser a aldeia mais distante da sede do concelho e com um número reduzido de habitantes, mantém viva muitas das suas festas e tradições, onde todos se associam, desde os residentes aos ausentes.
Começamos em Janeiro, com o cantar dos reis e a merenda/convívio que junta os cantadores e todos os habitantes.
Em Fevereiro, chega o Entrudo, com a tradição de comer o cozido à mesa e correr o Carnaval pelas ruas da aldeia acompanhados pelo Entrudo e pela Quaresma.
 Segue-se a Páscoa, com a confecção dos típicos folares transmontanos e o cantar da Aleluia no adro da igreja às 0h00 do dia de Páscoa.
Agosto, festa em honra de São Gonçalo, padroeiro da aldeia, festa de verão, festa dos emigrantes, com muita alegria e boa disposição. 1 de Novembro, dia de todos os Santos, e a tradicional Fogueira após a
romagem ao cemitério e a homenagem aos finados, confraternizando entre todos.
Entre Novembro e Janeiro, a Matança do Porco, onde as tarefas são dividas pelos homens e pelas mulheres, onde há entreajuda entre todos. Dezembro, mês do Natal.
Anualmente há dois mordomos, sendo nomeados pela ordem de vizinhança. É da sua responsabilidade ornamentarem as duas varas com um lenço e guloseimas, para oferecer às crianças, para que no dia de Natal desfilem pelas ruas da aldeia. Inicia-se com a alvorada de uma Charanga, a missa de Natal, e a entrega das varas aos mordomos do ano seguinte. À noite há baile na antiga escola da aldeia.
Segirei, pequena aldeia transmontana, mas que muito se orgulha dos elevados valores e tradições que ali se preservam.”
Escrito por Tânia Oliveira, do blogue segirei
Segirei, Chaves
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Rituais de Inverno


Um pouco por todo o nordeste transmontano, o reino maravilhoso de Miguel Torga, sobrevivem ainda algumas tradições seculares. As festas dos rapazes protagonizadas pelos caretos ou mascarados são uma tradição secular, transmitida de geração em geração e que envolve toda a população da aldeia.


Gozando da impunidade e da desordem, os mascarados encarnando a morte e o diabo assumem um papel de críticos, apontando e representando os actos mais reprováveis de alguns dos familiares e membros da comunidade, os quais devem assistir à representação de modo a que esses mesmos actos não voltem a ser praticados. Os caretos impõem a sua autoridade, por vezes, recorrendo à força e fazendo toda a espécie de brincadeiras.

Impõem aos outros o respeito e a ordem, fugindo eles mesmos às normas sociais e toando a liberdade própria de quem está acima de tudo e de todos.

Um dos símbolos dos rituais de inverno são as máscaras, que normalmente adquirem um aspecto diabólico. E que eu, enquanto artesão, insisto em produzir em vários tipos de madeira, para serem usadas no modo tradicional ou mesmo para decoração. A máscara possibilita a violação de fronteiras naturais, a superação de entidades, as transformações e metamorfoses mais profundas. As festas têm lugar entre os dias 25 e 28 de Dezembro e em algumas localidades na altura do Carnaval.

Nesta região as máscaras continuam a ser feitas por curiosos locais, que elaboram para seu uso ou para satisfazer pedidos de pessoas amigas; ou por indivíduos que se especializaram neste tipo de artesanato.

Ao longo dos tempos notasse que a tradição vai perdendo pormenores, no que se refere à confecção dos trajes, mas não perde o conteúdo principal dos seus ritos. Mesmo com as evoluções que o homem tem realizado ao longo dos tempos, esta é uma das poucas tradições que se mantém viva, resistindo a todos os contratempos da história da humanidade.

Escrito por Amável Alves Antão, do blogue Arte e Artesanato nas Máscaras de Amaro Antão
Bragança

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A Páscoa na minha vila:



Minha aldeia na Páscoa
É linda a valer
É a Primavera em flor
É Jesus a renascer.


São os sinos a repicar
Para todos ao adro chamar
É a procissão que vai começar
Acendem-se velas para alumiar.


Alumia-se Nª Senhora
E Sto. António com o menino
Que são pelos crentes carregados
Entoando cânticos num hino.


Todos se revezam,
Para o andor carregar.
Uns cumprem promessas
Outros pedidos fazem, a rezar.



É a fé popular
Tradição já muito antiga
Foi a salvação por Nª Senhora
Que do povo foi tão amiga.


Da praga de gafanhotos
Livrou as searas fustigadas
E desde aí o povo prometeu
Sempre fazer as mesmas caminhadas.
Também um bodo se prometeu
Fazer aos pobres, anualmente
Onde nunca faltasse fartura
O carinho, a amizade e o crente.


No recinto do bodo,
Já fervilha o caldeirão
É muita a fartura neste dia
E a ninguém faltará o pão.
Antes do piquenique começar
Lá está o Sr padre para benzer
O pão, o vinho, a carne, a sopa,
E o folar, que todos hão-de comer.


Diz meu pai, por brincadeira
Que aquele vinho a todos faz bem,
Pois é o vinho de Nª Senhora
Abençoado pelo Sr. Padre: amem!


Pois não sei se é do vinho
Ou mesmo do próprio convívio
A alegria espalha-se por todos
Num contagiante alívio.


Também vêm espanhóis para o piquenique
Pois sempre prevaleceu a amizade
Entre estes dois povos vizinhos
Que juntos festejam em fraternidade.
Este ano faltaram os foguetes
E muito triste ficou o Tiago
Pois não pôde ir apanhar a cana
Para com ela brincar no largo.

“Olha a laranjinha
Que caiu, caiu,
Do cimo do monte
Nunca mais se viu…”



Assim canta o grupinho
Que parece mais contente
E logo chega o acordeão
Que dará voz a toda a gente.



E mais uma vez sorriu
Nª Senhora esplendorosa
Por ver a devoção de um povo
Nesta festa tão amistosa.



Espero que sempre haja
Quem continue esta festa
Que se mantenha a tradição
Nesta vila tão modesta.



Escrito por: Cristina R.,do Blogue Uma aldeia perdida entre montes
Falando da Freguesia de Salvaterra do Extremo,Concelho de Idanha-a-Nova,
Distrito de Castelo Branco.

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CARVALHAL DO SAPO – FESTAS EM HONRA DE S. JOÃO

A maioria das aldeias do concelho de Góis tem as suas festas no mês de Agosto, no Carvalhal do Sapo, a tradicional festa é em honra a S. João e como tal é celebrada em Junho, no fim-de-semana que mais perto se situe de dia 24. Esta situação vem da comum desertificação que, infelizmente, cada vez mais acontece nestas zonas, o que antigamente era uma celebração de 3 dias, é actualmente 1 dia. Contudo, apesar de ser apenas um dia, é um dia de muita alegria, com muitas tradições e que traz ao encontro os amigos de longa data, que muitas vezes apenas se encontram por esta altura.


As festas em honra de S. João são obviamente preparadas ao longo do ano, com a dedicação e carinho que os carvalhalenses têm pela sua aldeia, mas é nos dias anteriores que mais se nota o alvoroço, os enfeites pelas ruas (durante o ano preparados à mão pelas pessoas da aldeia), as luzes, o embelezamento de uma aldeia já bonita, o cheirinho da chanfana que emana dos tradicionais fornos aquecidos a lenha, as filhós, o pão-de-ló, são iguarias típicas da aldeia que neste dia é obrigatório em todas as mesas. O dia da festa que começa bem cedo com a música a animar a aldeia inteira, seguida pela missa, ultimamente celebrada no adro da capela, o que começou por a capela ser pequena e não chegar para todos os participantes, torna agora a missa num acto religioso num ambiente descontraído e que traz ainda mais participantes para no final ser feita a volta da procissão (em torno da aldeia) com os santos padroeiros da aldeia, é bonito ver todas as pessoas a percorrer as ruas com seus trajes festivos e de cara alegre ao som da banda filarmónica. A tarde é de convívio e alegria a rever os amigos, a ouvir as velhas histórias da infância e ver as crianças brincarem alegremente. E nada melhor para terminar que o tradicional bailarico, sempre com boa música e pessoas animadas que vêm de outras aldeias para todos festejarmos mais um ano de coisas boas e más sempre com a protecção do nosso querido santo padroeiro, S. João.

Texto escrito por : Acácio Moreira, do blogue Carvalhal do Sapo
Carvalhal do Sapo, Góis, Lousã

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Festas da Senhora da Agonia

As grandes festas da Senhora da Agonia, como desde há um século é classificada a romaria, são revestidas de brilhantismo e solenidade religiosa. Celebram-se em Viana do Castelo, capital do Minho no Norte de Portugal. entre os dias 15 e 25 de Agosto de forma a coincidir com sexta, sábado e domingo.


Milhares de visitantes chegam á cidade para as festas, caracterizadas pela animação, a exibição de ranchos folclóricos, de belíssimos trajes regionais, música, gastronomia e fantásticos espectáculos de fogo-de-artificio.
Dia 20, feriado municipal é o dia de Nossa Senhora d’Agonia. Na noite de 19 para 20 as gentes da ribeira passam a noite não na sua habitual e perigosa faina, mas na manifestação do seu amor pela Santa Padroeira, ao cobrirem as ruas com tapetes floridos para a passagem da Senhora.

O dia começa com bandas de música, gigantones e cabeçudos que percorrem as ruas da cidade.



À tarde depois da celebração solene presidida pelo Bispo da diocese, sai do santuário a imagem da Senhora da Agonia a caminho do Cais dos pilotos, onde será dada a “Bênção ao Mar” e às embarcações, seguindo-se-lhe a Procissão ao Mar e ao Rio com inúmeros barcos a acompanharem a Senhora na sua saída.


Caso o dia 20 não calhe a uma sexta, sábado ou domingo temos então mais estes 3 dias de festa. Sexta-feira de manhã realiza-se o desfile das mordomas.


As mordomas são as rainhas da Festa, raparigas solteiras, sem fama, que fazem os seus primeiros ex-votos de amor na Romaria da Nossa Senhora d’ Agonia.

(Foto da autoria de Jerónimo Martins Lomba; pode encontrá-la aqui.)

Da parte da tarde realiza-se a procissão solene Sábado à tarde é o dia do cortejo etnográfico, aqui desfilam os usos e costumes do Alto Minho as tradições, as feiras, as paradas agrícolas e os cortejos temáticos. As Festas da Senhora da Agonia são consideradas as maiores de Portugal

Texto escrito por : Emília do blogue Aprendemos ( há mais fotografias dessa festa, no blogue, vá espreitar)Festa da Agonia, Viana do Castelo, Braga
 
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A Fogueira da noite de NATAL


Já posso contar meio cento de anos,e é uma das tradiçõesque me deixa dizer pela vida fora uma só palavra:

(SAUDADES)

Desde bem pequenino,à meia noite a Missa do Galo,seguia se uma noite de alegria,convívio,amizade,o agrupamento dos Amigos,que com eles partilhávamos,a chouriça assada,o toucinho,a morcela,o copo de vinho,o queijo da serra,e só bem de madrugada,regressávamos a nossas casas para mais um ano de luta.

Escrito por: Vitor Brito, do blogue Vila Cova
Festa da noite de Natal

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Aldeia do Esporão

A aldeia do Esporão situada na serra da Lousã,pertence à freguesia e concelho de Góis, distrito de Coimbra.Tem actualmente uma população residente de 57 habitantes.

Na nossa aldeia a festade maior relevo é em honra de S.Miguel,padroeiro da mesma.Sendo a sua realização,sempre no último fim de semana de Setembro.A festa é abrilhatada com musica ao vivo, e o baile dura até ás tantas.Havendo o tradicional almoço regional,com doçaria totalmente confecionada pelas senhoras da aldeia.

Também no mês de Junho se realiza os festejos do arraial à moda antiga de Sto António,estes têm o seu palco na parte antiga do lugar,aonde ainda existem casas de xisto.As festas tem quermesse,bar aberto com petiscos regionais diversos,venda de artesanato de rendas e bordados,licores etc.

Existe na aldeia comércio diverso,restauração,oficinas de reparação auto,mini-mercado,casa de convívio com biblioteca,apartamento de aluguer para estadias,parque de lazer com churrasqueira e fornotradicional,parque infantil,possui nuclo museológico que retrata oas tempos de outrora.

Temos uma capela do S.Miguel mandada constuir no ano de 1754.
Ainda predomina na aldeia o pastoreio e a agricultura,expluração de madeiras,apicutura,venda de mel e seus derivados.A aldeia tem uma vasta área florestal de espécies diversas.

Escrito por O Sobreiras
Festas da Aldeia do Esporão, Gois, Lousã

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Festa Litúrgica em Arrentela


Que raio de nome para porem a uma povoação, dirão aqueles que não estão familiarizados com o seu nome.É verdade, concordo! Também não gosto do nome nem tenho nenhuma simpatia especial com a povoação.

Todavia, não posso perder a oportunidade de confessar que já li nomes muitíssimos pires e que aquela tem encantos muito especiais.
Em 1384 já Arrentela era referida por Fernão Lopes, na crónica de D. João I e o seu aforamento do esteiro de Arrentela a Nuno Alvares Pereira, foi em 1403, que o doou conjuntamente com outras terras, ao Convento do Carmo, um ano depois.
Situa-se na margem sul do estuário do rio Tejo, em local alto e debruçado sobre o esteiro do Judeu, rio que secou segundo parece. Toda a região da margem sul do estuário do Tejo, integra a grande mancha terciária denominada Península de Setúbal.

O estuário do Tejo sofre as influencias das marés do Oceano Atlântico e consequentemente as suas margens sobem e descem duas vezes em cada dia, ocasionando um espectáculo lindíssimo, dado a configuração das ditas, banhando as povoações do Seixal, Cavaquinhas, Arrentela, Torre da Marinha e Amora, esta última agora já Cidade na outra margem. A Baia, é circundado por estrada em toda a sua extensão, com zonas pedonais e iluminação.

A padroeira da terra é Nossa Senhora da Conceição e a sua igreja localizada num dos pontos altos da povoação, têm vistas deslumbrantes para, Amora. Seixal, Moinhos de Maré e finalmente Lisboa. Todavia a sua festa “Maior” é em honra de Nossa Senhora da Soledade, que, segundo as crónicas da época, aquando o terramoto de 1755, as águas do Tejo subiram ocasionando uma das maiores catástrofes naturais no nosso País, tendo povo o crente e não crente acorrido, à Igreja transportando a imagem da Santa, fazendo descer águas.
Em Torre da Marinha, localidade desta freguesia, esteve instalado a primeira fábrica do país, de tratamentos de lãs, que confeccionava as fazendas para apetrechar de fardamento todo o exercito português, das suas fardas. Deixando mais tarde de o fazer, por razões que se prenderam com problemas de falcatruas, danosas para o estado, assunto que foi noticiado e afixado em todos os quarteis.
Em 1872, um grupo de operários da Companhia de Lanifícios de Arrentela, fundou a Sociedade Filarmónica Fabril Arrentelense e pouco anos depois foi criada a Sociedade Filarmónica Honra e Glória Arrentelense. Desentendimentos motivados pela partilha de ambas as bandas do uso do coreto, levou a confronto entre os 2 grupos devidamente fardados se envolvessem numa desordem colossal, acabando muitas cabeças rachadas, fruto dos trombones usados como armas bélicas potentes. A rixa, acabou horas mais tarde, com a presença da Guarda Real. O Coreto aludido já não existe.
No dia 1 de Novembro de cada ano, realiza-se a procissão em honra da Senhora da Soledade, tal como aludi acima, muito concorrida e com a presença de inúmeros fieis que acorrem de todas as povoações vizinhas.
As festas iniciam-se uns dias antes e tem o seu explendor com a realização de missa e Ladinha (já por mim referenciada no conto de 29 de Junho 09 – Pecados Meus) na véspera à noite , culminando com a procissão do dia 1.
O município do Seixal, sede do Concelho, e que dista apenas 2km de Arrentela, dispõe de antigas fragatas do Tejo, à vela, devidamente restauradas, que proporcionam um passeio muito agradável na Baia e no Tejo, bastando para o efeito efectuar a inscrição no seu departamento de turismo.
Escrito por Zé do Cão, do Blogue Zé do Cão
Festa em Arrentela, Seixal, Lisboa
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Festas do Barreiro



Quando eu era menina, todos os anos ocorria um facto que nos deixavam muito felizes. Era em Agosto as festas em honra de Nª Sr.ª do Rosário no Barreiro. Dizer que nós éramos pobres é colorir a vida quase miserável que tínhamos. Mas uma ida à festa no dia da procissão, que acompanhávamos religiosamente, entrar numa taberna depois da procissão e comprar um melão para matarmos a fome, e ficar até ser noite para que as crianças vissem a iluminação do arraial, era sagrado para meus pais. E nós que vivíamos num velho barracão sem água nem luz, abríamos os olhos de espanto para todo aquele brilho que fazia a noite parecer dia. O carrossel, os aviões, o poço da Morte, as barraquinhas de venda, faziam-nos ficar parados, a sonhar…
Lembro-me do dia em que meus irmãos se vestiram de anjinhos, em paga de uma promessa feita pela minha mãe. Estavam lindos, apesar de os fatos muito simples terem sido emprestados, e das sandálias terem sido feitas pelo meu pai com cartão e tiras de um velho lençol. Engraçado que eu também queria ir vestida assim e meu irmão não queria. Lembro-me que pedi à minha mãe para ir no lugar dele e ela não deixou. Eles tinham estado doentes a promessa era para eles.
A procissão de N.ª S.ª do Rosário realiza-se no dia 15 de Agosto. Consta-se que no local da actual igreja, havia uma pequena ermida dedicada a S. Roque. Mais tarde passou para a Irmandade de S. Pedro, constituída pelos pescadores da vila. Como estes eram devotos da Virgem do Rosário, em breve começaram a festejá-la.
Com o terramoto de 1755 a pequena capela ficou quase destruída. Restaurada e ampliada, em breve era um dos principais pontos de romagem, da margem sul, tornando-se a capela pequena para tanto romeiro em busca de milagres. A imagem saía de Lisboa em barco, festivamente engalanado, e escoltado por inúmeros barcos de pescadores, em direcção ao Barreiro, que já se encontrava em festa para recebê-la. No final do séc. XVIII, D. Maria I emitiu o alvará que permitiu a construção da actual igreja. A procissão hoje só em terra, realiza-se a de Agosto.

Escrito por : Elvira Carvalho, do blogue : Sexta-feira
Festas de Nossa Senhora do Rosário do Barreiro

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Culto à "Senhora da Nazaré"

Imagem retirada da internet ( Gradil 2006)

À semelhança do que acontece com muitos "citadinos" oriundos do interior, o apelo ao regresso às raízes levou-nos a adquirir uma pequena moradia com quintal, em Alcainça, Concelho de Mafra, para nos refugiarmos aos fins-de-semana e nas férias.

A festa local em honra de S. Miguel de Alcainça ocorre anualmente em Setembro, mas os habitantes estavam mais envolvidos com os preparativos da festa da Freguesia vizinha, que se prendiam com o culto da imagem da "Senhora da Nazaré" de que eu nunca ouvira falar.

Trata-se do Círio da Senhora da Nazaré que circula pelas 17 Freguesias do Concelho de Mafra, sendo a festa a cargo da freguesia que a recebe e na qual se mantém até ao ano seguinte. Todos os anos a imagem é transportada em romaria de uma para outra freguesia, algumas distando vários quilómetros, obrigando a um cortejo moroso de coches, cavalos e pessoas a pé, chegando a demorar várias horas. Durante o percurso os "anjos" cantam as "loas" e as estradas enchem-se de devotos e um dos actos mais significativos tem lugar à chegada, em que o pároco eleva a imagem no ar mostrando-a à população. A festa prolonga-se por 10 dias ou mais!

Alcainça era apenas ponto de passagem da imagem que se deslocava da Freguesia da Enxara do Bispo para a Igreja Nova, facto que se repetirá no próximo mês de Setembro. Da festa ocorrida alguns anos depois em Alcainça, retenho poucas lembranças dignas de nota, mas o brilho das velas e lampiões a incidir nas pétalas das flores que cobriam a estrada, as pessoas ajoelhadas no alcatrão a rezar e os lamentos dos mais idosos que prevendo ser aquela a sua última visão da imagem se despediam acenando com lenços brancos à passagem do cortejo, constituíram um cenário que ficou gravado até hoje na minha memória. Portugal continua um país rico em tradições religiosas!

Escrito por : Pascoalita

Festa em honra de S. Miguel, Alcainça,(Concelho de) Mafra,

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Festas em Pedra Cavaleira muito animadas.

Esta festa realiza-se todos os anos no dia 5 de Agosto , neste dia é o dia em que as gentes desta pequena terra pertencente a freguesia de Silgueiros (Viseu) se juntam pois muitas das pessoas oriundas desta aldeia se encontram emigradas e este é o local de reencontro daquela pessoa amiga que não se vê a algum tempo.
Este ano e como habitual da parte da tarde houve a missa seguida de procissão pelas ruas da Aldeia.

A festa segui-se a noite com o baile com a presença do grupo musical BRINCO BAILE em camião palco e ainda da presença do rancho folclórico Flor do Dão.

A festa foi muito animada e o grupo musical BRINCO BAILE trouxe musica popular a lembrar os bailes de antigamente uma agradável surpresa .

A meio do Baile houve uma pausa para a actuação do rancho Folclórico Flor do Dão
Para ver mais fotos desta grande festa, veja aqui.

Escrito por Ricardo, do blogue Pardieiros on line
Festa em Pedra Cavaleira, freguesia de Sigueiros, Distrito de Viseu.

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Outras festas que merecem atenção da nossa parte:

Caros amigos: O texto "Festa da Nossa Senhora do Torrão" não chegou a ser enviado , como tinha prometido o seu autor. Por isso os votos para este texto serão nulos.

Aproveito este espaço para divulgar outras festas:

A nossa amiga Parisiense , que teve pena não ir atempode participar nesta blogagem, mas aproveita para comunicar que haverá um concerto de orgão na Igreja do Convento de Arouca a 29 de Agosto. Não faltem!



A pedido da Dina, estou a postar este texto da sua autoria, mas não poderá ser inserido nas votações, uma vez que já se iniciou dia 10 de Agosto. Por gosto e amor a esta festa, faz questão de participar nestas condições. Apreciem, e comentem, pois vale a pena a sua leitura.



Hoje é o grande dia!!

Logo pela manhã houve alvorada com foguetes e morteiros que anunciaram a chegada de mais um 20 de Setembro!!


Já oiço ao longe a música tocada pelas bandas ao longo das ruas. Como sempre apresentam cumprimentos às diversas entidades e à população elvense. No ar há um cheiro a S. Mateus...há alegria, as pessoas acordaram diferentes...como em cada ano nesta data.


Ainda há quem tenha guardado a roupa nova para estrear durante a procissão...

Bum...!!! já oiço os foguetes que anunciam a saída da Procissão dos Pendões!!

Que emoção...é o Hino do Sr. Jesus da Piedade tocado pela Banda 14 de Janeiro que me deixa sempre com pele de galinha. Desde sempre, se não oiço o Hino tocado pela Banda...o S. Mateus já não tem o mesmo encanto.


Devagar a procissão vai caminhando em direcção ao Santuário.De longe vieram elvenses e forasteiros para pagarem as suas promessas. A procissão parece ainda maior que no ano anterior. A devoção ao Sr. Jesus da Piedade também!!


No ar misturam-se o cheiro dos foguetes e das velas.Continuo a ouvir a Banda a tocar o Hino...e vou cantando em surdina:

I

Senhor Jesus da Piedade,

Luz da Luz Deus Verdadeiro

olha aos pés da Tua Cruz

agrupado um povo inteiro.


Côro

Vamo todos pressurosos

render graças ao Senhor,

pois a Tua Piedade

Arrebata o nosso amor.


II

Os filhos de Portugal

com os de Espanha também

em festivas romarias

todos crentes aqui vêm


III

A sede que nos devora

só Tu, Fonte Cristalina

matar podes nessas chagas

que nos dão água divina.


IV

Já é tempo, Senhor meu

de Vos amar com fervor,

o perio que encerra Féar

de logo em nosso amor.



A procissão vai avançando lentamente, o início está prestes a chegar ao Parque da Piedade...de repente...toda a iluminação do Parque acende, ao mesmo tempo que sinto que uma luz se acendeu também dentro de mim...


A Procissão chegou ao Santuário! Como sempre o templo é demasiado pequeno para tantos devotos.Mais abaixo o parque fervilha de gente!


Vive-se a primeira noite do S.Mateus e eu agradeço ao Sr. Jesus da Piedade as graças concedidas neste ano que passou. E foram muitas! Mas agradeço em especial uma...sem palavras porque não são necessárias, ele sabe qual é! Depois desta conversa repetida cada 20 de Setembro,estou pronta para viver mais um S.Mateus!

(Abro os olhos e as lágrimas correm devagar...estou longe fisicamente mas presente em espírito e consigo sentir realmente tudo aquilo que sentiria se lá estivesse...misturado com a saudade de estar longe!)


Bom S.Mateus para todos!


Texto escrito por Dina, do blogue "Coisas simples"

Este texto foi publicado por mim em 20 de Setembro de 2007 no meu blogue Coisas Simples http://www.coisasimplesepequenas.blogspot.com/) mas tinha sido escrito em 2006. Apesar dos anos passados...quando chega o dia 20 de Setembro este texto faz todo o sentido porque volto uma vez mais a sentir-me da mesma forma.Uma vez mais muito obrigado e a todos os que puderem recomendo uma ida a Elvas no dia 20 de Setembro para assistirem à Procissão dos Pendões e à abertura oficial da Romaria do Senhor Jesus da Piedade. Dina

Romarias

Nas diferentes religiões, encontram-se múltiplos exemplos de peregrinações a santuários situados, por vezes, a grandes distâncias.


Com uma função religiosa e lúdica, elas constituem como que o ponto culminante da vida das populações rurais, na renovação do vestuário, nas folias e, para os mais jovens, momentos possíveis para se arranjarem namoros. Também, não raras vezes, devido ao consumo excessivo de álcool, alguns provocavam desordens. Actualmente, o progressivo afastamento da sociedade tradicional, provocado pelo desenvolvimento cultural e económico, podemos afirmar que as atitudes negativas quase desapareceram. Ficou o lazer e os ciclos anuais de alegria, no encontro com os amigos, e a devoção aos padroeiros.

As Romarias mais importantes do Concelho são a de Nossa Senhora da Livração, em Boticas, e a do Santuário do Senhor do Monte, freguesia de Pinho. Podemos afirmar que as férias de todos os da diáspora giram à volta destas datas. Reúnem todos os anos muitos milhares de pessoas. Os programas são ricos e variados.

A festa do Senhor do Monte realiza-se à volta de um Santuário amplo, bonito, vistoso, com belas paisagens e um parque admirável. Todas as numerosas famílias têm condições para estenderem os equipamentos necessários para comerem, confortavelmente, as deliciosas merendas à sombra de árvores frondosas, onde tanto se pode comer, beber, cantar ou dançar, sem incomodar ninguém. Até às 14 horas, trata-se do espírito, da fé, do cumprimento de promessas e de apresentar novos pedidos e promessas para o ano seguinte.

Os tradicionais andores, as bandas de música, os ranchos folclóricos dão vida e colorido artístico ao verde dos pinheiros, dos carvalhos, das giestas e das urzes. Propomos-lhe que participe numa festa destas, aberta a todo o público, no último domingo de Julho. Aqui ninguém paga nada, ninguém lhe pergunta por contas, a não ser os feirantes dos brinquedos, dos chapéus de palha e de outros produtos regionais. Os pobres camponeses misturam-se com os hóspedes ricos dos hotéis de Vidago, Pedras Salgadas, Chaves ou das Casas Rurais do concelho, numa sintonia perfeita de bem-estar. A fé nos santos e nos homens é pura; não há fanatismo nem calculistas. Há harmonia e um casamento perfeito do homem com a fé e a natureza.

A Romaria de Nossa Senhora da Livração, que tem por base o terceiro domingo de Agosto, realiza-se na sede do concelho e tem um carácter programático mais universalista. Durante uma semana, associa as Actividades Económicas da região ao manto da Santa Padroeira, que movimenta multidões, sobretudo, quando antes do arraial se realiza uma das procissões mais bonitas e bem organizadas do interior norte de Portugal: abrindo o cortejo os imponentes cavalos e cavaleiros da Guarda Nacional Republicana, seguidos da fanfarra dos bombeiros, vindos dos lados do Porto, da juventude, elegância e aprumo dos escuteiros, acompanhados dos estandartes e representantes da Associações Culturais do Concelho, das figuras bíblicas representadas por crianças vestidas como rezam as crónicas, com vestes vindas de Braga, e o desfile continua durante horas com anjos e santos a percorrerem as ruas da vila, contemplados das janelas das casas, dos passeios ou miradouros mais elevados, ao som dos acordes de marchas religiosas tocadas pelas bandas musicais escolhidas a preceito. Assistência e actores sentem-se orgulhosos do que está a acontecer. É um quadro tão diversificado e tão belo que nenhum pintor pode reproduzir na melhor tela do Mundo. É grande de mais para caber lá. Quer ver para crer?


Em 2009, vai realizar-se de 10 a 16 de Agosto, com destaque para o dia 15, sábado, feriado nacional, e dia 16, domingo.

Na majestosa procissão, dia 15 pelas 18 horas, irão desfilar 30 (trinta) andores adornados com flores naturais em volta de todos os santos e santas padroeiras das freguesias do concelho, e não só. Quatro (4) bandas musicais e a Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de S. Mamede de Infesta, logo atrás dos imponentes cavalos e cavaleiros da G N R, tudo vestido a rigor, abrindo o cortejo.

Se não mora na região do Barroso e quer participar na procissão e no arraial, deixamos-lhe um conselho: hospede-se em Chaves ou procure já alojamento ainda disponível, informando-se no Turismo local.


Artur Monteiro do Couto, do blogue Beleza serrana
Barroso, Chaves

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Festas do Povo de Campo Maior

Com alguns meses de antecedência concebe-se o projecto de ornamentação da rua. Depois, as resmas de papel vão sendo transformadas em flores para os canteiros e cordas para o tecto. Horas e horas de trabalho cujo produto vai sendo armazenado, calculadas as quantidades por pessoas experientes nesta tarefa, para que não haja falhas no dia em que elas serão colocadas na rua.


Na véspera do início da festa, todos os vizinhos, a que se juntam as visitas que vão chegando e enchem as casas, vão para a rua fazer a “enramação”. Todo o material vem par a rua e, já colocada a armação de paus e de arcos de madeira, são estendidas as cordas de flores, de franjas, ou lenços que vão fazer o tecto da rua. Este trabalho exige força e destreza e, por isso, é realizado pelos homens. Só depois desta fase terminada e já bem adiantada a noite, se colocam as flores mais trabalhadas que hão-de ficar ao nível da vista de quem passa. Nesta noite praticamente ninguém dorme. Diz-se na vila que, por essa altura, os doentes melhoram e os próprios moribundos adiam a hora de partir. A verdade é que, não costuma morrer ninguém no período das festas.

Quando a manhã nasce é altura de ver como ficaram as outras ruas. A vila aparece transfigurada pelo colorido dos tectos, pela variedade das flores, umas inspiradas em flores naturais, outras fruto da imaginação e da criatividade de quem as fez e, ainda, por uma variedade de objectos feitos de papel.

Com o avançar do dia, as festas deixam de ser só dos campomaiorenses. É a altura dos muitos forasteiros admirarem um trabalho único e irrepetível, como é próprio de tudo o que é artesanal.

A Rua de S. João nas Festas do Povo de 2004

Texto escrito por Júlia, do Blogue: Tejo e Odiana
Campo Maior, Distrito de Portalegre

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